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Despertar dos LeõesO neurocirurgião Eitan Green parece ter a vida perfeita. Ele ama a esposa, Liat, uma policial. Ele adora seus dois meninos. Transferido com relutância de Tel Aviv para a poeirenta Beer Sheva, à beira do deserto, o médico compra um carro novo - um utilitário - para transitar pelas estradas tomadas pela areia.Certa ocasião, no entanto, quando retornava de seu cansativo turno no hospital, ele atropela alguém e foge do local. A vítima é um imigrante africano que, como muitos, está buscando uma nova vida em Israel. Quando a viúva da vítima bate à porta de Eitan no dia seguinte, portando sua carteira e afirmando saber tudo o que aconteceu, o médico descobre que o preço dela pelo silêncio não é dinheiro. É algo totalmente diferente e aterrador. Algo que irá solapar a sua existência segura e o conduzirá a um mundo de segredos e mentiras que ele nunca poderia ter imaginado.Enquanto a investigação acerca do atropelamento é confiada à sua própria esposa, o médico é arrastado para a voragem de uma vida dupla, num contexto de tráfico, violência e desejos vergonhosos. Mas também passa a conhecer um outro lado de seu país: a existência de toda uma população de imigrantes da África que chega a Israel com a esperança de encontrar um novo capítulo para suas vidas depois de enfrentarem a fome, a guerra e o preconceito.Um dos nomes mais importantes da literatura israelense contemporânea, Ayelet Gundar-Goshen constrói um suspense humanitário sobre dilemas morais que faz o leitor mergulhar em um mundo desconhecido e palpitante.
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R$ 106,00 - R$ 106,00
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O túnelA tarefa parecia simples: ajudar a construir uma estrada no deserto israelense. O engenheiro Tzvi Luria, na faixa dos 70 anos, aceitou-a para manter o cérebro ativo e não se render ao diagnóstico inicial de demência. No entanto, a jornada o conduz a uma família palestina que vive nos escombros do local, e o contato com essas pessoas provocará uma revolução em sua vida e na das pessoas próximas a ele. Um livro acessível e cômico que, ao mesmo tempo, revela-se provocador e corajoso na maneira como encara as tensões de um país cujo conflito possui longa história que nem a enfermidade cerebral mais severa permite que alguém o esqueça.
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DesvarioDuas histórias de amor e dor, alinhavadas pela força reveladora do sonho e da literatura.O que é traição? Existe uma ética do corpo?David Grossman aproxima sua lente para mostrar muito de perto as histórias de duas famílias em crise e questionar os limites da transgressão. Na novela 'Desvario', do banco de trás de um carro e com a perna quebrada, Shaul Krauss, um intelectual israelense de 55 anos, conta à cunhada Ester, uma consultora de amamentação, detalhes do drama de seu amor pela esposa, Elisheva, que há dez anos leva uma vida dupla com Paul, um artista russo.
- R$ 80,00
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R$ 80,00 - R$ 80,00
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Fora do TempoEm junho de 2011, ao lançar Fora do tempo em Israel, David Grossman preferiu não dar entrevistas. Talvez porque o livro seja uma investigação íntima da experiência do luto. Como se sabe, em agosto de 2006, o filho do autor, Uri, então sargento do Exército israelense, foi morto, pouco antes do fim do conflito com o Líbano. Por uma triste ironia, o romancista havia acabado de se manifestar em favor de um cessar-fogo, ao lado de Amós Oz e A. B. Yehoshua.Num registro único, deixando transparecer o contexto pessoal e israelense apenas por alusão, Fora do tempo retoma o drama medieval para, com o auxílio da parábola e do maravilhoso, forçar os limites da expressão e dar voz ao luto desde dentro. Depois de cinco anos de dor muda, um Homem subitamente recupera a fala e anuncia a sua Mulher que partirá numa jornada para "lá", onde sente que o espera o filho morto. Andando em círculos, ele magnetiza uma cidade de pais enlutados, que, numa espécie de transe, marcham como se pudessem franquear a linha de fronteira entre "aqui" e "lá". A estranha disputa entre um Anotador supostamente incumbido pelo Duque da cidade de registrar as dores alheias e um atormentado Centauro - metade homem, metade escrivaninha - com bloqueio criativo evidencia que o trabalho do luto é também o percurso tantas vezes extenuante de esclarecimento da experiência da perda e corajosa retomada da palavra.Com efeito, talvez a poesia tenha se revelado a "língua da dor" para Grossman, justamente por sua excepcional plasticidade, como se fosse a única linguagem capaz de roçar essa realidade tão impositiva quanto inabordável: a morte.*"A poesia serve aqui para estabelecer distância, e ao mesmo tempo garante valiosa força à dor dos personagens. Em outras palavras, Grossman encontrou um maravilhoso equilíbrio entre conter e soltar um grito. É preciso tirar o chapéu para Grossman: poesia inquietante, poesia em sua melhor forma."Haaretz
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Garoto Zigue-ZaguePouco antes de completar treze anos e fazer seu bar mitzvah, Nonny Feierberg - mais conhecido como Nono - embarca em Jerusalém num trem para Haifa, onde deverá encontrar o tio. A princípio, a viagem parece um presente de grego planejado por seu pai, detetive e maior herói de Nono, e Gabi, secretária do Departamento de Investigações Especiais que faz as vezes da mãe que ele perdeu quando criança. Mas Nono nunca chegará de fato ao seu destino. Logo que o trem parte, o garoto embarca numa aventura fantástica na companhia de um sujeito suspeito, mas encantador - Felix Glick. Ao seu lado, Nono conhecerá a atriz Lola Ciperola e passará por experiências mais ou menos terríveis que o ajudarão a compreender melhor sua própria identidade, as fronteiras nem sempre evidentes entre o bem e o mal e as dificuldades de se tornar uma pessoa adulta.
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Mel de LeãoA história do guereiro bíblico Sansão é bastante conhecida. Em Mel de leão, no entanto, David Grossman, um dos maiores expoentes da literatura contemporânea, mostra como nossa interpretação desse personagem do Velho Testamento não dá conta de toda sua complexidade.Embora seja a idéia difundida em inúmeros filmes e livros, Sansão nunca escolheu ser o vingador do seu povo contra os opressores filisteus, até porque nunca lhe foi dada uma alternativa. Desde a concepção divina e o nascimento, seu destino já estava traçado. Com sensibilidade de romancista e olho de erudito, o autor analisa os motivos e as intenções de Sansão em cada um de seus atos.Mel de leão não é, entretanto, uma exegese bíblica, a demandar conhecimento de línguas mortas e anos de estudo. É uma romantização do mito, uma verdadeira investigação psicológica do personagem bíblico. Que passa, aqui, de gigante poderoso e ingênuo a homem mulifacetado e cheio de inquitações, que luta durante toda sua breve existência para conquistar uma identidade, em contradição com a própria missão divina.A interpretação de Grossman acaba por imprimir cores de tragédia clássica ao mito, e assim amplifica sua força. Mais que isso, o Sansão do autor nos faz refletir não só sobre questões religiosas e grandes destinos, mas também sobre o mundo contemporâneo e o homem comum.
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R$ 60,00 - R$ 60,00
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O Livro da Gramática interiorPelos olhos de um garoto de doze anos, David Grossman trata com lirismo e perspicácia do intrincado conflito árabe-israelense.Aos doze anos, Aharon Kleinfeld, segundo filho de uma família de refugiados judaico-polonesa, é a cabeça de seu grupo de amigos em um bairro de Jerusalém, Beit-haKerem. Com sua portentosa imaginação, vive criando jogos e aventuras, mas, quando seus amigos começam a amadurecer, o corpo de Aharon se nega a crescer por três longos anos, e às vésperas de seu bar mitsvá ele é o mais baixo da turma.Enquanto se debate com as pulsões de uma sexualidade juvenil tão poderosa, entre 1965 e 1967 ele escuta e observa a realidade cotidiana do entorno, que com as peripécias da história vai se enchendo de feiura, violência e morte. Os canhões da Guerra de Seis Dias ressoam ao longe, mas Aharon já não os ouve mais. Rejeita a ideia de viver conforme a gramática que dita aos homens como deve ser a vida e se refugia na sua “gramática interior”, protegido desse mundo adulto que ele julga tão ameaçador. Aharon se sente perdido quando Guidon, seu melhor amigo, e Yaeli, a menina de quem ele gosta, abandonam seu universo imaginativo para se comprometer com os jovens do movimento sionista.Surpreendente e emocionante, capaz de tratar com lirismo e perspicácia de um dos temas mais espinhosos da geopolítica contemporânea, O livro da gramática interior foi adaptado às telas do cinema por Nir Bergman e venceu o Grande Prêmio do Festival de Cinema de Tokyo em 2010.
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A Mulher FogeEste romance acontece em meio a uma caminhada sem rumo pela Galileia.Por temer receber a notícia da morte do filho, que serve no exército, Orah foge para o norte de Israel, levando consigo Avram, um amigo e antigo amante que conheceu quando jovem no setor de isolamento de um hospital e que, mais tarde, foi torturado pelos egípcios na guerra de Yom Kippur, em 1973.A consequência dessa experiência, para ele, foi uma vida inteira de negação, frustração e niilismo.Para Orah, divorciada e sozinha, restou ser mãe de dois rapazes em Israel, onde os jovens servem no exército durante três anos. Orah não consegue encontrar mais em si mesma a luz necessária para compreender essa realidade e foge. Mas é na fuga que ela revela sua força.Enfrentar a guerra e o medo; as divisões internas de Israel; o casamento e a separação; o passado e a recuperação de algum sentido na vida pelo encontro com a natureza e com o diálogo. Dentro de uma situação de conflito coletivo e duradouro, como conciliar as preocupações individuais de uma mãe que, afinal, prefere a companhia do filho à missão patriótica?Como manter a causa pacifista, se aqueles que podem atirar contra um filho são justamente aqueles com quem se quer fazer a paz? É no limite de Israel e no limite de si mesmos que Orah e Avram descobrem um ao outro, a si próprios e a sua condição de israelenses irreversivelmente exilados.
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R$ 78,00 - R$ 78,00
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Meu MichelRomance que projetou Amós Oz no cenário literário do Ocidente, "Meu Michel", lançado em 1968, é o retrato magistral de Hana Gonen, uma mulher que desliza lentamente para a névoa do delírio esquizofrênico, na Jerusalém da década de 1960.*Em 1998, quando Amós Oz recebeu o Prêmio Nacional de Literatura de Israel, uma ala da direita israelense apresentou queixa num tribunal, alegando que os textos escritos por ele provocavam dor. O que se pode fazer contra a dor que um texto é capaz de provocar? À parte as implicações políticas locais, esse episódio que comporta algo de grotesco apenas confirmou a força da literatura de Oz.Lançado em Israel em 1968 e reeditado agora no Brasil com nova tradução, "Meu Michel" é o retrato magistral de uma mulher que desliza lentamente para a névoa do delírio esquizofrênico, na Jerusalém da década de 1960. A protagonista, Hana Gonen, trinta anos, é casada com um geólogo calmo, trabalhador, sensível - o "meu Michel" -, um bom cidadão que, ao contrário da mulher, se recusa a estender seus sonhos para além da linha do despertar.Para Michel, o tempo presente é a matéria dócil com a qual se deve moldar o futuro. Já Hana se apega à memória e às palavras como quem se agarra a um parapeito num lugar muito alto. Com o passar do tempo, como uma ravina no deserto - tema da tese de doutorado de Michel -, a fenda entre os dois se alarga. Abandonada aos próprios pensamentos, girando em volta de si mesma, Hana deixa de ter o mundo exterior como referência. Os contornos se borram. Schízo - em grego, "cisão", "separação" - é o termo para esse desgarrar-se da realidade, para o delírio que aos poucos cresce dentro dela como uma planta exuberante, feita do desencontro assustador e doloroso entre atos, desejos, memória e palavra.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Pantera no PorãoPantera no porão, livro marcadamente autobiográfico, conduz o leitor à Jerusalém de 1947, às vésperas do fim da ocupação britânica e da criação do Estado de Israel. O protagonista é um garoto judeu de doze anos, filho de imigrantes poloneses, chamado de Prófi (diminutivo de professor) devido a sua obsessão pelas palavras.Uma noite, surpreendido na rua após o toque de recolher, Prófi conhece o sargento britânico Dunlop, um amante das tradições judaicas que fala um hebraico comicamente arcaico. Os dois ficam amigos: Dunlop ensina inglês a Prófi, este lhe ensina hebraico moderno. Membro fundador da organização secreta LOM (Liberdade ou Morte), Prófi acredita poder extrair do amigo/inimigo importantes segredos estratégicos. Mas os dois outros membros da organização, Ben Hur e Tchita Reznik, veem a coisa de outro modo: picham a frase "Prófi é um traidor infame" na parede de sua casa e submetem-no a um julgamento sumário.Ao mesmo tempo que fantasia inúmeros meios de limpar sua honra e ajudar Israel a vencer seus inimigos (os ingleses e os árabes, antes de tudo), Prófi se vê às voltas com sentimentos confusos pela irmã mais velha de Ben Hur, Yardena, que um dia ele viu nua pela janela, sem querer.Narrado retrospectivamente pelo protagonista já adulto, Pantera no porão não apenas reconstitui a vida cotidiana em Jerusalém num momento crucial da história de Israel, como também capta o delicado e inefável momento da passagem da infância à idade adulta, no qual a fronteira entre a fantasia e a realidade ainda não está totalmente delineada.Numa prosa leve, envolvente e bem-humorada, Amós Oz põe em discussão conceitos como traição e lealdade e exalta a compreensão humana acima dos conflitos étnicos, nacionais e religiosos.Em tempo: o título do livro refere-se a um filme norte-americano imaginário, Panther in the basement, citado pelo narrador-protagonista, que utiliza, em diferentes contextos, a imagem da pantera no porão como símbolo de uma força contida prestes a explodir. Serve tanto para a resistência armada israelense como para a sexualidade adolescente.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Cenas da vida na aldeiaEm uma aldeia centenária - o que em Israel significa quase pré-histórica -, entre o fim do verão e o início do inverno, histórias diferentes se desenrolam paralelas, enquanto seus protagonistas se cruzam transversalmente como figurantes em histórias alheias. No cenário, recorrentes ciprestes esguios e escuros, a beleza campestre de uma Toscana israelense, o tórrido calor das tardes de verão, as primeiras chuvas e tempestades do inverno, chacais e cães em duelo orfeônico nas noites, as mesmas ruas, as mesmas praças, os mesmos pontos de referência, plácidos em sua imobilidade de guardiães de rotinas cotidianas, de doces e amargas reminiscências, do amor e do desespero, de mistérios, de personagens que surgem do nada e nele desaparecem, ou de pessoas com raízes firmes que somem sem deixar rastro. O trivial e o insólito se cruzam tal como os personagens, eles mesmos testemunhas da aventura do viver. Em 'Cenas da vida na aldeia', Amós Oz se atém à simplicidade das pessoas, dos acontecimentos, das paisagens corriqueiras que se repetem e se cruzam para, a partir deles, abrir diante do leitor a cortina de outro mundo possível.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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O Monte do Mau ConselhoEntrecruzando dados autobiográficos, personagens da história e as vidas de pessoas comuns, o autor recria, no livro, a sua infância em Jerusalém, entre tantos outros filhos de imigrantes asquenazes. Flagrados entre os anos de 1946 e 1947, meninos de nomes hebraicos convivem com as feridas mal curadas de seus pais, que têm de assimilar o desligamento das raízes europeias.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Mais de uma luzEm Mais de uma luz, o grande romancista Amós Oz se confirma também como um dos mais poderosos ensaístas da atualidade. O livro reúne três ensaios: no primeiro, Oz revê e amplia seu artigo clássico, "Como curar um fanático", argumentando em defesa da controvérsia e da diferença. Afinal, um fanático nunca entra num debate: se ele considera que algo é ruim, seu dever é liquidar imediatamente aquela abominação.No segundo ensaio, inspirado no livro Os judeus e as palavras, o autor tece uma belíssima reflexão sobre o judaísmo como eterno jogo de interpretação, reinterpretação, contra interpretação. A fé nada teria a ver com a ideia de verdades eternas ou absolutas; o judaísmo, para Oz, é justamente a cultura do questionamento - e do debate. O texto final discute a candente questão da convivência em uma das regiões mais disputadas do mundo. Oz propõe um diálogo com a esquerda pacifista, sugerindo que se abandone o sonho de um estado binacional como solução para os conflitos entre Israel e Palestina - a saída, para ele, estaria na existência de dois estados nacionais diferentes.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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FimaFima vive em Jerusalém, mas acha que deveria estar em outro lugar. Ao longo de sua vida, teve diversos amores, foi um jovem poeta promissor, meditou acerca do sentido do universo, polemizou sobre os descaminhos de Israel, elaborou uma fantasia detalhada sobre a criação de um novo movimento político e sentiu a ânsia constante de abrir um novo capítulo em sua vida. E ei-lo agora, aos 54 anos, em seu apartamento imundo, numa manhã cinzenta e úmida, travando uma batalha humilhante para soltar a ponta de sua camisa presa no zíper da calça.Com graça, agudeza e conhecimento profundo da alma humana, Amós Oz traça o retrato de um homem e de uma geração que teve sonhos nobres e generosos, mas é incapaz de fazer alguma coisa.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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De Amor e TrevasEntre a autobiografia e o romance, 'De amor e trevas' é a extraordinária recriação dos caminhos percorridos por Israel no século XX, da diáspora à fundação de uma nação e de uma língua - o hebraico moderno.É também uma reflexão sobre a história do sionismo e a criação de Israel como necessidade histórica de um povo confrontado com a ameaça de extinção.Ganhador do Prêmio France Culture de 2004 e do Prêmio Goethe do mesmo ano, 'De amor e trevas' extrai sua grandeza da simplicidade de um gesto narrativo que faz do olhar de um menino o fio condutor de uma história vigorosa e bela da constituição da identidade de dois sujeitos, um garoto e uma nação.Essa confluência é sintetizada em cenas que marcaram a memória do escritor, como a da multidão que ouve pelo rádio, numa praça de Jerusalém, a votação da onu que determinou a criação do Estado de Israel - cenas que se imprimem na mente do leitor com uma notável força narrativa.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Conhecer uma Mulher'Conhecer uma mulher', de Amós Oz, lança um olhar atento e sensível sobre os mistérios que, escondidos em cada um de nós, unem e separam as pessoas.Depois de trabalhar para o serviço de informações por 23 anos, o agente secreto Yoel Ravid passa em revista sua vida profissional e familiar. Afastado do serviço, ao tentar entender a nova ordem de enigmas surgida de seu convívio com o cotidiano da vida familiar, Yoel vê desmoronar suas táticas profissionais. Diante da trágica morte da esposa, procura compreender a mulher que, apesar de amar, ele nunca conheceu completamente; com ela travou durante anos uma batalha subterrânea cujos motivos também lhe escapam.A história de Yoel, assim como a daqueles que o rodeiam - a filha epiléptica, a sensual vizinha americana e seu irmão voyeur, o corretor de imóveis Krantz, a moça de Bangkok -, está repleta de enigmas, de pontos em suspenso que, como uma linguagem em código, exigem decifração.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Como Curar um FanáticoEm "Como curar um fanático", Amós Oz oferece uma visão única sobre a natureza do extremismo e propõe uma aproximação respeitosa e ponderada para a solução do conflito entre Israel e Palestina. A clareza desses ensaios, ao lado da habilidade do autor para iluminar questões tão complexas, confere fôlego novo a esse antigo debate. Oz argumenta que o conflito é uma disputa por território - e ela não será resolvida com maior compreensão, mas por meio de um doloroso compromisso. Publicado originalmente em 2012, "Como curar um fanático" traz, na nova edição brasileira, um ensaio escrito em resposta aos atentados do Estado Islâmico em Paris, em novembro de 2015.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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R$ 60,00 - R$ 60,00
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JudasAmós Oz é o mais importante escritor israelense da atualidade. Candidato constante ao prêmio Nobel, fez de sua obra uma reflexão profunda sobre o destino do povo judeu. Quais cicatrizes a história turbulenta do país deixou sobre seus habitantes? Que marcas imprime no indivíduo uma vida atravessada pela guerra? Há solução possível para um conflito que remonta a tempos imemoriais? Judas é exemplo claro da densidade de sua obra. O protagonista é Shmuel Asch, um estudante que se vê em apuros no inverno de 1959: sua namorada o deixou, seus pais faliram e ele foi obrigado a abandonar os estudos na universidade e interromper sua pesquisa - um tratado sobre a figura de Jesus sob a ótica dos judeus. Passado o desespero inicial, ele encontra morada e emprego numa antiga casa de pedra, situada num extremo de Jerusalém. Durante algumas horas diárias, sua função é servir de interlocutor para um velho inválido e perspicaz. Na mesma casa, vive uma mulher bonita e sensual chamada Atalia Abravanel, com quase o dobro de sua idade. Shmuel é atraído por ela, até que a curiosidade e o desejo transformam-se numa paixão sem futuro. Neste romance cheio de lirismo, Amós Oz retorna ao cenário de alguns de seus livros mais apreciados, entre eles Meu Michel e De amor e trevas: a Jerusalém dividida em meados do século XX. Ao lado de seus personagens, Oz é corajoso o bastante para questionar o estabelecimento de um estado para os judeus, com suas consequentes guerras, e se pergunta se seria possível eleger um caminho histórico diferente.Como lembra o ensaísta Alberto Manguel, neste livro Amós Oz revolve, com profunda inteligência e paixão, o coração da tragédia palestina. “Mais uma vez, Oz nos dá uma absoluta, necessária obra-prima.” Alberto ManguelLivros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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R$ 100,00 - R$ 100,00
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Sr. Mani, A. B. YehoshuaUma das tendências mais importantes e produtivas da literatura israelense contemporânea é a de fazer do literário um veículo de reflexão e de pesquisa sobre a estrutura social e identitária do país, enfocando a influência das minorias étnico-culturais na corrente hegemônica de repovoamento, o colapso e a redefinição das bases ideológicas do Ishuv, advindos da criação do Estado e da modernização da economia, e o impacto causado na sociedade pelos fatos ocorridos no âmbito do judaísmo mundial (o Holocausto, por exemplo).Um dos objetivos desta obra é investigar como o romance O Sr. Mani, de A. B. Yehoshua, constrói-se como um romance de identidade.
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R$ 30,00 - R$ 30,00
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Escritoras Israelenses de A a ZUma obra coletiva de referência A escritora gaúcha Leniza Kautz Menda apresenta neste livro a obra de sua vida. Leitora incondicional de Amos Oz, David Grossman e Aharon Appelfeld, voluntária de kibutz nos anos 1970, os ingredientes de beleza e sensualidade de Israel jamais a deixaram. Mas algo estava faltando à gestão deste legado. Onde ficavam as mulheres? Num tour de force hercúleo, ela se debruçou sobre 29 escritoras que fazem do hebraico seu instrumento de trabalho, e consolidou uma coletânea saborosa e panorâmica em que o leitor pode curtir um menu degustação do que elas produziram de melhor. Depois desta obra, a tendência é que as pessoas procurem mais e mais os livros referidos - a imensa maioria deles ainda não traduzida para o português -, o que engajará mais editoras a perquirir este caminho, como fez a Todavia, que já lançou três títulos da premiada Ayelet Gundar-Goshen, a Companhia das Letras, a Fapesp, entre outras. Para a consecução do trabalho, Leniza convidou nada menos do que 9 resenhistas de primeira grandeza cuja generosidade se estampa em artigos que enriquecem a abordagem a cada autora. Neste livro, ademais da organizadora, temos uma plêiade de autores do quilate de Laura Trachtenberg Hauser, Marcia Ivana de Lima e Silva, Moacir Amâncio, Vivian H. Schlesinger, Marcia Dreizik, Luiz Paulo Faccioli, Nurit Gil, Gustavo Melo Czekster e Ida Bochernitsan. Graças a eles, o leitor conhecerá os fascinantes escaninhos culturais de Israel, como poucas vezes foram vistos. A visão de mosaico fica explícita nos flashes sobre as levas de imigração da Romênia, da Lituânia, do Iêmen, do Marrocos e da Polônia. Fortemente interessada no potencial irrefreável da literatura gaúcha contemporânea, em particular na sua vertente judaica.
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R$ 86,00 - R$ 86,00
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Ver: AmorNa década de 1950, em Israel, o menino Momik, filho de judeus sobreviventes do Leste Europeu, interpreta à sua maneira os silêncios e fragmentos de conversas dos adultos sobre o que viveram na 'terra de lá' (a Europa dominada por Hitler).Convencido de que a 'besta nazista' é, literalmente, um monstro horrendo, resolve atraí-la a um galpão no fundo de sua casa para poder destruí-la, com a ajuda do avô Anshel Wasserman, que aparentemente ficou louco num campo de concentração. Já adulto, e agora romancista, Momik recria literariamente a história de Bruno Schulz (1892-1942), escritor polonês morto por um soldado nazista no gueto de Drohobycz. Na variante inventada por Momik, porém, Schulz foge para Dantzig e se atira no mar do Norte, em cujas profundezas vive uma aventura fantástica e alegórica. Outra história dentro da história é a do avô Wasserman, ele próprio autor, na década de 1910. Em 1943, prisioneiro de um campo de concentração, Wasserman se transforma numa espécie de Sherazade às avessas - ao descobrir que é invulnerável às inúmeras formas de assassinato praticadas pelos nazistas, ele conta a cada noite novas histórias ao comandante do campo, e em troca este tenta matá-lo.Narrado em várias vozes, fundindo gêneros e estilos, Ver - Amor cobre de modo não linear praticamente todo o século XX, tendo como núcleo a experiência indizível do Holocausto.
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O inferno dos outrosEm cima de um palco decadente de uma pequena cidade israelense, Dovale apresenta um show de stand up para alguns gatos pingados e um amigo de infância, seu convidado especial da noite.Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto.A tensão aumenta conforme Dovale expõe seus dramas pessoais mais profundos, e o humor se esvai dando lugar a uma melancolia comum a todos nós. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos.*"Um stand-up tão engraçado que te fará chorar, enquanto penetra seu âmago. Catártico. Grossman revela uma técnica literária virtuosa."Haaretz
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Caixa PretaQue segredos pode conter a caixa preta de um avião que caiu? Revelações sobre as razões da queda, gritos de horror, pânico, tentativas desesperadas de salvação: vestígios da catástrofe. O Romance do israelense Amós Oz tem tudo isso, mas a caixa preta a que se refere o título não pertence a um avião, e sim a uma relação amorosa desfeita. Anos depois do divórcio escandaloso, a esposa rejeitada Ilana emerge das cinzas do tempo, da distância e do rancor para passar a limpo seu casamento com Alex Guideon, professor e escritor mundialmente famoso. Com dinheiro, Alex tenta silenciar o passado que sangra. Mas as coisas mudaram. Entre ele e a ex-mulher, agora há também Boaz, filho dos dois, explodindo de juventude e violência, e Michel Sommo, o novo marido de Ilana, burocrata medíocre e fanático religioso. Todas essas vozes, com suas melodias diversas, matizadas às vezes pelos tons mais sombrios da sexualidade (ninfomania, sadomasoquismo, voyeurismo), são brilhantemente orquestradas pelo autor, que aqui se vale da clássica forma do romance epistolar. AS várias primeiras pessoas revelam-se por si mesmas, em secos telegramas, bilhetes mal escritos ou longas cartas. Ao mesmo tempo, por trás de paixões pessoais tão intensas que beiram a loucura, desenha-se com precisão o complexo panorama social, religioso e político da vida em Israel nos últimos anos. Fortemente erótico, mas também engraçado e poético, A caixa preta só revela aos poucos sua sabedoria mais funda e amarga: somente a proximidade da morte e a consciência da finitude do corpo podem apaziguar as paixões. Aquilo que parecia apenas uma enlameada rede de intrigas, por meio da solidariedade que lentamente une essas personagens desgraçadas, reveste o livro de uma terrível dignidade. Além de ser inesquecível, este romance conquista algo raro - grandeza humana.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Uma História SimplesSegundo relato romanesco de Schmuel Iossef Agnon, um dos autores mais representativos da moderna literatura hebraica e israelense, prêmio Nobel de 1968, condensa no título a essência do que o narrador procura e que a narração revela à imaginação e à sensibilidade do leitor: a simplicidade da complexidade. Um universo ficcional rico e denso é assim cerzido nas indas e vindas de um enredo em que se inserem as vivências de personagens empenhadas em revestir-se das aparências mundanas, distanciando-se dos valores e preceitos que deveriam guiar-lhes a existência como judeus e a pertinência à sua identidade pessoal e grupal. A sedução dos bens materiais, o menosprezo dos sentimentos, a falta de compaixão e calor humanos trazem à tona textual, como seus signos e sintomas, um universo transviado que, tendo perdido o seu norte e o seu rumo, desanda na alienação espiritual e na frustração amorosa que enredam fascinantemente este romance da busca de sentido individual e dos sentidos coletivos.
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Viagem ao Fim do MilênioRomance histórico que revela o traçado milenar das fronteiras entre as comunidades judaicas asquenazes e sefaraditas, numa recriação brilhante do mundo medieval das trocas mercantis entre povos separados pelo Mediterrâneo, e conduz o leitor pelos meandros da florescente cultura árabe-judaica do Magreb, evocando a rica policromia de suas sedas, a pungência do odor de suas especiarias e a sensualidade de suas mulheres, em contraste com o rigor da cultura asquenaze da Europa do século X, mergulhada em clima de intenso fervor religioso com a aproximação do milênio cristão. É nesse ambiente que se dá o dialogo entre estas duas tradições da cultura judaica.
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Meu AmósUm relato delicado e emocionante sobre as paixões e angústias de Amós Oz, o mais renomado escritor de língua hebraica do século XX, a partir do olhar sensível e apaixonado de sua esposa. Amós Oz era ainda um adolescente quando percebeu que estava apaixonado por Nili Zuckerman. Certa vez, ele a observou dançar no refeitório do kibutz Hulda, onde os dois se conheceram e passaram a conviver lado a lado. À época ele já usava o nome pelo qual se consagraria como escritor, enquanto o anterior, Amós Klauzner, ficaria no passado - assim como o suicídio de sua mãe e a nova família de seu pai. O que continuaria com ele seria o desejo de escrever e Nili. Os traumas da infância, as cicatrizes da solidão, a rotina no kibutz, os anos no exército, o casamento, os primeiros livros, os filhos, os prêmios -- tudo é retratado com singular carinho e admiração neste livro, resultado de longas conversas entre Nili Oz e sua prima Anat Neuberg-Petrover. Narradora privilegiada, Nili reconstrói os sessenta anos da vida a dois com Amós, desde o primeiro encontro até a morte dele, em 2018. Uma história real de amor, companheirismo e amadurecimento que resgata o legado de um dos maiores escritores de todos os tempos. Livros de Amós Oz em português: Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Exodus - A Odisseia de um ComandanteA luta do navio Exodus para atingir as costas de Israel é um capítulo heroico e fascinante da história judaica moderna. Este romance biográfico, escrito por um dos maiores escritores israelenses da atualidade, relata a saga de seu comandante Yossi Harel, personagem central neste drama, que nos fornece detalhes inéditos sobre os esforços envolvidos no renascimento da nação judaica em Erets Israel.* * *“O Estado de Israel não foi criado em 15 de Maio de 1948, quando foi formalmente declarado no museu de Tel Aviv. Ele nasceu mais cedo, em 18 de Julho de 1947, quando uma canhoneira norte-americana chamada President Warfield - e rebatizada EXODUS 1947 - arrastou-se para dentro do porto de Haifa.”É assim que começa este livro de Yoram Kaniuk, que conta a história real de Yossi Harel, o comandante do EXODUS, o navio que ficou universalmente conhecido através do romance de Leon Uris e do filme épico de Otto Preminger.Kaniuk oferece uma abordagem incomum para esta biografia: viva, emocionante, poética e às vezes, extasiante. Ele pinta o retrato de um sabra responsável, mas ainda assim corajoso e aventureiro. O clímax da carreira de Harel foi entre o final de 1945 e o início de 1948, no comando dos navios que trouxeram quatro dos maiores Aliya Bet (grupo ilegal de imigrantes que entravam na Palestina durante o mandato Inglês), com 24.000 Judeus da Europa, a maior parte, sobreviventes do Holocausto.O lendário EXODUS foi ironicamente atacado por soldados britânicos com bombas de gás, e forçado a recuar para o mar, indo aportar em Hamburgo para se livrar de sua carga humana.Nas palavras de Kaniuk, “Dois anos antes, eles escaparam da morte com outro tipo de gás”. O ataque com gás ao EXODUS derrotou os passageiros e causou ferimentos — “em um século onde Judeus e gás não deveriam se encontrar de novo”.Sobre o livro:“Contar a história através do ponto de vista de alguém... proporciona ao livro qualidade, criando uma atmosfera de intimidade durante as dolorosas revelações”. Haim Guri Poeta “O modelo representado pelas suas atividades [Yossi Harel] ficaram gravados para todos na História Judaica pelo talento de Yoram Kaniuk”.Ehud BarakEx-Primeiro-Ministro de Israel
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A Mulher de JerusalémEste romance de A. B. Yehoshua tem como personagem central uma mulher morta. Por não ter documentos e por ter morrido durante um atentado terrorista, essa mulher não pode ser enterrada. O único papel que encontram com ela a liga à panificadora de um velho empresário, sensível tanto aos seus lucros quanto ao seu renome. Em função da denúncia de um jornal local que acusa a empresa de 'falta de humanidade' para com seus funcionários, o velho reconhece a necessidade premente de identificá-la e enterrá-la, além de ressarcir a família. Eis que entra em jogo o encarregado do departamento de recursos humanos, incumbido pelo chefe de dar uma solução ao caso. Descobre-se, porém, que a mulher era uma imigrante. O périplo do corpo, de Israel até o país onde nasceu, funde a história dos dois personagens. E permite - ou impõe - que o encarregado acabe por rever a história de sua própria vida.
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A Noiva LibertadaA. B. Yehoshua apresenta neste livro a saga de Rivlin, professor orientalista, especializado na história da Argélia, cujo conhecimento dos árabes provinha sempre de fontes indiretas Convidado para o casamento de uma aluna árabe, tem a chance de observar mais de perto seu objeto de estudo, e de reavivar as feridas abertas pelo fim do casamento de seu filho A partir da notícia da morte do ex-sogro do filho, que o leva a prestar condolências à família do falecido, Rivlin inicia duas investigações - uma acerca da cultura árabe vizinha, agora porém numa espécie de desajeitada pesquisa de campo, em passeios nos quais é conduzido por um rapaz árabe; e outra acerca do motivo que levou ao desfecho do casamento do filho Se nos territórios árabes ele é sempre bem recebido, a investigação no âmbito familiar lhe rende aborrecimentos - a mulher e o próprio filho, que mora em Paris, lhe pedem insistentemente que desista, e o filho chega mesmo a ameaçar um rompimento se o pai não parar com os questionamentos Equilibrando-se entre a necessidade de saber e a de respeitar limites, o professor acaba encontrando uma saída para a estagnação intelectual em que se encontrava Unindo todas as pontas, é à aluna que o convida para o casamento que ele recorre para analisar textos literários árabes; e é a própria ex-nora que, indo ao seu encontro, acaba por libertá-lo daquela busca.
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A vida brinca muito comigoÉ o aniversário de noventa anos de Vera, e Nina está de volta ao kibutz em Israel onde mora a família. Despertando a raiva da filha Guili, ela chega determinada a contar uma notícia e encontrar respostas para uma questão que sempre a atormentou. Nina quer saber o que realmente aconteceu quando Vera esteve presa no campo de prisioneiros da ilha de Goli Otok, na Croácia, nos anos 1950, e sugere que elas viajem até o lugar de horror que marcou o destino das três mulheres. Aos poucos, essa jornada improvável torna-se catártica, revelando segredos guardados há décadas."Ninguém consegue enxergar o aspecto político no pessoal como David Grossman. Ele é um intérprete de corações e um investigador de forças sociais. Cada livro que ele escreve é uma revelação." - Juan Gabriel Vásquez"Uma exploração comovente do poder do amor, dos segredos e do perdão. Uma narrativa arrebatadora ancorada em uma profunda fé na humanidade." - The Mail on Sunday
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Alguém para correr comigoAssaf é um garoto de dezesseis anos que gosta de futebol, de fotografia e de passar as horas livres no computador. Durante as férias, arrumou um emprego temporário na prefeitura de Jerusalém.Ele não sabe, mas sua vida logo vai ser atingida por um turbilhão.A garota Tamar tem a mesma idade de Assaf e um plano audacioso e urgente - ela precisa libertar seu irmão Shai de uma organização clandestina que escraviza jovens artistas e os prende num albergue sinistro, onde músicos, malabaristas, cuspidores de fogo, contorcionistas e cantores são abastecidos com heroína e outras drogas.Tudo começa quando Assaf sai numa corrida desenfreada pelas ruas de Jerusalém atrás de um cachorro.Sua tarefa - encontrar o dono do animal.Tamar, por sua vez, passa a viver nas ruas, como cantora. Ela também está empenhada numa missão, e o acaso reservou um encontro secreto entre ambos.Para escrever o livro, David Grossman empreendeu uma pesquisa minuciosa e entrevistou inúmeros jovens que vivem nas ruas de Jerusalém.Alguém para correr comigo é um romance que combina elementos do realismo a um tratamento fabular inventivo. A narrativa cativa o leitor desde a primeira linha e segue num jogo de revelação e suspense até as últimas páginas. O resultado é um romance sofisticado e envolvente, para leitores jovens e adultos.
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Boa-Noite GirafaÀs vezes ficamos tanto tempo no banho que saímos meio transformados. O pai da Ruth, por exemplo, certa noite tira uma grande girafa japonesa da banheira. Mas ela está rindo e aquela voz não parece de girafa. Para se certificar, ele vai checando parte por parte do corpinho escondido embaixo da toalha. É ou não é? Será? As crianças logo, logo vão descobrir.
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DueloJá adulto, David resolve contar uma situação arriscada em que se envolveu quando tinha apenas doze anos. Seu melhor amigo então é Heinrich Rosenthal, um senhor de setenta anos que conheceu num asilo de idosos.Um dia, o senhor Rosenthal recebe uma carta de um velho rival, que o acusa de ter roubado uma inestimável pintura.Para complicar, o acusador não aceita nada menos que um duelo - dos verdadeiros, com pistola - para o acerto de contas. Mesmo não tendo roubado a pintura, o senhor Rosenthal sente que deve respeitar o código de honra de sua juventude e enfrentar o duelo.Disposto a impedir o confronto, o menino precisa descobrir quem roubou o quadro e por quê; para isso, deve juntar as peças de uma história de amor iniciada muitos anos antes. Ao recordar a história, David se pergunta se ela realmente teria acontecido. Será que foi em Jerusalém?Será que ele ficou mesmo bem no meio de duas pistolas prontas a atirar? Duelo indaga, o tempo todo, sobre a tênue fronteira entre a realidade e os acontecimentos narrados na história. Existirá de fato alguma fronteira?
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Contos de AmorSeleção de contos sobre a mais fascinante experiência humana, em linguagem que atinge e comove de imediato o coração do leitor. O autor foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura.
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De Repente nas Profundezas do BosqueUma pequena aldeia atravessada por um rio cristalino e rodeada por um bosque frondoso tem uma particularidade insólita: não há nela nem um único animal. Nem animais domésticos, nem silvestres; nem peixes, nem aves; nem mesmo insetos de qualquer espécie perturbam a monotonia da vida dos aldeões.Mas dois garotos, Mati e sua amiga Maia, não se conformam com os rodeios e as histórias mal contadas dos adultos e resolvem investigar por conta própria, desafiando a proibição de entrar no bosque, onde reina o temível Nehi, o demônio das montanhas. Depois dessa aventura, nenhum dos dois será mais o mesmo - nem a aldeia.Numa linguagem desenvolta, plena de humor e sutileza, Oz nos envolve num universo assombroso e fascinante, exaltando o poder do conhecimento, da independência de espírito e da ética pessoal contra as idéias feitas que perpetuam a discriminação, a intolerância, a opressão. Não há, portanto, solução de continuidade entre a empenhada literatura "adulta" do escritor e esta que ele definiu apropriadamente como "uma fábula para todas as idades".Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Do Que é Feita a MaçãA franqueza e o calor humano das conversas entre Amós Oz e sua editora Shira Hadad reunidas nesta obra permitem ao leitor acessar como nunca as dimensões mais sutis da sabedoria, da sensibilidade e do humor daquele que foi um dos maiores escritores do nosso tempo."Escrever um romance é como construir Paris inteira com fósforos e cola", confidencia Oz sobre seu processo criativo. Poucos encarnaram como ele a figura do intelectual público. Sua extensa e variada obra de ficção, publicada ao longo de mais de cinquenta anos, é espelhada por uma coleção de ensaios intensamente profícuos. Amós Oz nunca deixou a militância de lado - mas envelhecer traria uma mudança de tom.Ele conta a Shira que passou a "dizer baixinho coisas que dizia gritando. Será que isso me garante um novo público? Não sei. Às vezes é exatamente a fala tranquila que desperta a ira e a agressão dos opositores".Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Entre AmigosComposto de oito histórias interligadas, este livro inédito de Amós Oz recria com precisão a realidade de um kibutz. Durante os anos 1950, no kibutz Ikhat, vizinho de uma antiga aldeia árabe então abandonada, israelenses de diferentes origens e idades partilham um cotidiano de trabalho árduo e dedicado. O livro tem início com o solitário Tzvi Provizor, que se ocupa diligentemente dos jardins do kibutz, mas no tempo livre escuta o rádio e espalha com especial prazer notícias de tragédias e calamidades. E termina com os últimos dias do velho sobrevivente do Holocausto Martin Vanderberg, que acredita na abolição de todos os estados nacionais e numa fraternidade mundial e pacifista, coroada pelo uso do esperanto como idioma comum a todas as pessoas. Neste engenhoso conjunto de narrativas interligadas, em que os personagens ora protagonizam uma história, ora aparecem de relance na próxima, Amós Oz elege a fronteira como espaço privilegiado: entre o conto e o romance, entre duas gerações, entre o desejo de se decidir o próprio futuro e a missão de perpetuar um povo e sua cultura. Nos limites do público e do privado, que a vida num kibutz torna difíceis de identificar, o arranjo particular de uma comunidade serve de palco para o desenrolar de dramas universais. Ao início de cada história, experimenta-se o pioneirismo, mas também a sensação de retorno ao conhecido que acompanha cada personagem nos anos que se seguem à fundação de seu país. Para cada passo que se dá em direção ao novo, um elemento familiar é generosamente oferecido por Amós Oz, para quem o ímpeto de inaugurar convive lado a lado com a tradição a ser mantida. O autor busca o equilíbrio e pontua com trechos líricos uma narrativa seca, desprovida de excessos, porém rica em detalhes e simbologias, na qual tudo tem serventia.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Fogo AmigoA narrativa de 'Fogo Amigo' é pontuada pelo acendimento gradual das velas do candelabro festivo do Hanukah, e acompanha sete dias decisivos na vida de um casal israelense de meia-idade. Yaari, o protagonista, está às voltas com os cuidados exigidos pela doença do pai e as visitas devidas aos filhos e netos, enquanto os uivos lancinantes emitidos pelo poço de elevadores de um edifício ultramoderno recém-construído em Tel Aviv desafiam sua reputação de bem-sucedido engenheiro projetista. Sua esposa Daniela, professora do ensino secundário, aproveita o feriado escolar para viajar até um lugarejo perdido nas savanas da Tanzânia, procurando no silêncio de Yirmiyahu, ex-cunhado decidido a cortar todos os vínculos com Israel, os traços fugidios da presença da irmã morta. Ecoando os guinchos do elevador semiclandestino instalado por seu pai num velho apartamento em Jerusalém, assim como os lamentos das numerosas famílias israelenses dilaceradas pela violência da guerra, os misteriosos ruídos que perturbam a frágil tranquilidade do feriado de Yaari sinalizam a alegorização dos cenários do livro. Nas desoladas paisagens africanas, a ancestralidade arqueológica da espécie humana convive com as sombras do passado da pequena família israelense, perturbada pela morte de um de seus membros pelo 'fogo amigo' das forças de ocupação na fronteira da Cisjordânia. Os acontecimentos soterrados na memória de Yaari e Daniela afloram de maneira inusitada, formando uma totalidade apenas resolvida, como numa composição em contraponto, com o esperado reencontro das vozes amorosas do casal.
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Fonte de Judá'Fonte de Judá' premite que o leitor de língua portuguesa entre em com uma das mais ricas e bem ordenadas compilações de lendas e mitos do povo judeu. Calcados à primeira vista exclusivamente em fonte bíblica, vão muito além desta raiz original, estendendo-se por todo o chamado período pós-bíblico, cuja produção lendária aqui aparece, reunida por um extraordinário conhecedor deste acervo e notável intérprete de um judaísmo renovado, radical e nietzschiano, que foi M. I. Bin Gorion. Coletânea de contos e narrativas pós-bíblicas e pós-talmúdicas.
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Linhas de Força: Escritos sobre Literatura HebraicaTraça as grandes linhas de forga que marcaram as letras hebraicas da modernidade até os dias de hoje. Com estilo ágil e preciso, analisa os esforços de um Agnon em transformar o hebraico, idioma litúrgico, em língua de expressão literária. Examina as tensas relações inter e intra-étnicas (judeus/árabes, judeus ashkenazitas/ sefardistas) que surgem com vigor na literatura israelense na segunda metade do século XX. Focaliza o incontornável peso dos temas políticos no cenário das letras israelenses contemporâneas, tomando como exemplo a obra de Amós Oz - autor conhecido do público brasileiro. Presença obrigatória, a candente literatura de testemunho do Holocaustro entra, com seus desdobramentos, na composição dessas linhas de força.
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Literatura Hebraica: Vertentes do Século XXOs artigos aqui reunidos aproveitam-se da polifonia reinante e abordam múltiplas faces da identidade israelense e judaica presentes em diversos textos ficcionais do século XX, particularmente os de autoria feminina. Temas centrais que afetam a sociedade, tais como a vinculação a uma determinada etnia e sua respectiva implicação sociocultural, revisão de capítulos históricos que giram em torno do sionismo, da criação do moderno Estado de Israel e dos sentimentos vinculados à Shoá são os alvos principais destes estudos realizados durante vários anos e expostos em diversas ocasiões.
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Não Diga NoiteEntre meias palavras e palavras não ditas, Téo e Noa conversam sobre o dia-a-dia, num diálogo pontuado pelo cansaço dos anos de convivência. Ao procurar o sentido que se esconde e se revela em cada frase, o casal tenta se decifrar num curioso jogo em que uma palavra pode significar seu oposto. Passando do cômico ao trágico sem qualquer reviravolta dramática, Amós Oz transforma a relação entre os dois amantes numa narrativa sutil que surpreende pelo modo como são vistos os acontecimentos mais banais.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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O Mesmo MarEste romance introspectivo e poético surpreende antes de tudo pelo alto grau de elaboração literária, pela profusão e riqueza de suas formas, cujo enredo vai se revelando numa seqüência de seções curtas, compostas às vezes no tom casual e ameno das conversas de todo o dia, às vezes como parábola bíblica, às vezes como fábula, sonho ou poema.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Os Judeus e as PalavrasNesse livro que mistura narrativa e erudição, conversa e argumento, o romancista Amós Oz e sua filha, a historiadora Fania Oz-Salzberger, contam as histórias por trás dos nomes, dos textos, das disputas e dos adágios mais duradouros do judaísmo. As palavras, eles argumentam, compõem o elo entre Abraão e os judeus de todas as gerações subsequentes. Continuidade, mulheres, atemporalidade, individualismo - o rol de temas abordados é vasto. Oz e Oz-Salzberger revisitam personalidades judaicas através das eras, da suposta autora do Cântico dos Cânticos aos obscuros Talmudistas e autores contemporâneos. Eles sugerem que a longevidade da cultura judaica, e até mesmo a singularidade do povo judeu, depende não apenas dos lugares, monumentos e personalidades heroicas ou rituais, mas da palavra escrita e do contínuo debate entre gerações. Secularistas convictos, pai e filha deixam de lado o fervor religioso para extrair dos textos sagrados toda sua força de documento histórico, sua sonoridade poética e densidade literária. Repleto de ensinamentos, lirismo e humor, Os judeus e as palavras oferece um passeio pela tradição judaica e estende a mão a qualquer leitor interessado em se juntar à conversa.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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SumchiSumchi é um menino de 11 anos, crescendo na Jerusalém ocupada pelos ingleses e tentando escapar das provocações dos meninos da vizinhança e se aproximar da garota por quem é apaixonado, Esti. Ao ganhar uma bicicleta de seu tio Zemach, tem início uma aventura de fantasia e desilusão, medo e amadurecimento. Nesta adorável novela, que condensa acontecimentos de um dia de verão, em 1947, Amós Oz retrata com enorme sensibilidade a leveza e a intensidade do primeiro amor.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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Um Pombo e um MeninoVencedor do Prêmio Brenner, o mais importante reconhecimento literário de Israel.Durante a Guerra da Independência de Israel, em 1948 - quando pombos ainda eram usados para levar mensagens aos campos de batalha -, um talentoso treinador dessas aves é gravemente ferido. Nos momentos que antecedem sua morte, ele despacha o último pombo. A ave leva um extraordinário presente para a jovem por quem ele foi apaixonado desde a adolescência.A essa história intercala-se outra, contemporânea, a de Yair Mendelsohn, que é o próprio legado da guerra de 1948. Yair é um guia turístico especializado em excursões para a observação de pássaros que, na meia-idade, volta a se apaixonar pela namorada de infância. Seu amor crescente por ela, somado ao presente que recebe da mãe em seu leito de morte, torna-se a chave para uma vida que ele julgava impossível.Inesquecível, Um Pombo e um Menino é uma tocante história de vida sobre a intensidade do amor, o significado de ter um lar e de como nós, assim como pombos treinados para voar em uma única direção, precisamos, um dia, voltar para casa.Escrita num tom que é, ao mesmo tempo, alegre, discreto e encantador, Meir Shalev conta uma história tão universal quanto uma guerra e tão íntima quanto uma declaração de amor com asas ao vento.
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Lendas do Povo JudeuAtravés desta obra, o leitor de língua portuguesa terá ocasião, pela primeira vez, de entrar em contato com uma das mais ricas e bem ordenadas compilações das lendas e mitos do povo judeu. Calcados à primeira vista exclusivamente em fonte bíblica, vão muito além desta raiz original, entendendo-se por todo o chamado período pós-bíblico, cuja produção lendária aqui aparece, reunida por um extraordinário conhecedor deste acervo e notável intérprete de um judaísmo renovado, radical e nietzschiano, que foi M. I. Bin Gorion.
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Uma Certa PazAs difíceis relações familiares são a tônica desta obra de Amós Oz, que leva para o seio familiar as contradições e dificuldades políticas que o Estado de Israel enfrentava nos anos 1960, às vésperas da Guerra dos Seis Dias.Mais do que um retrato histórico, porém, 'Uma certa paz' se revela uma meditação sobre o poder, a decepção e os relacionamentos amorosos.Livros de Amós Oz publicados em português:Caixa PretaCenas da vida na aldeiaComo Curar um FanáticoConhecer uma MulherDe Amor e TrevasDe Repente nas Profundezas do BosqueDo Que é Feita a MaçãEntre AmigosFimaJudasMais de uma luzMeu MichelNão Diga NoiteO Mesmo MarO Monte do Mau ConselhoOs Judeus e as PalavrasPantera no PorãoRimas da Vida e da MorteSumchiUma Certa Paz
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