Este romance de A. B. Yehoshua tem como personagem central uma mulher morta.
Por não ter documentos e por ter morrido durante um atentado terrorista, essa mulher não pode ser enterrada.
O único papel que encontram com ela a liga à panificadora de um velho empresário, sensível tanto aos seus lucros quanto ao seu renome.
Em função da denúncia de um jornal local que acusa a empresa de 'falta de humanidade' para com seus funcionários, o velho reconhece a necessidade premente de identificá-la e enterrá-la, além de ressarcir a família.
Eis que entra em jogo o encarregado do departamento de recursos humanos, incumbido pelo chefe de dar uma solução ao caso.
Descobre-se, porém, que a mulher era uma imigrante.
O périplo do corpo, de Israel até o país onde nasceu, funde a história dos dois personagens.
E permite - ou impõe - que o encarregado acabe por rever a história de sua própria vida.
A. B. Yehoshua nasceu em Jerusalém, em 1936, na quinta geração de uma família de judeus sefarditas que se radicara na cidade muito antes da criação do Estado de Israel. Formou-se em literatura e filosofia