TALIT E TEFILIN

O talit é um xale ritual utilizada pelos homens. Baseado na passagem bíblica de Números 15:37-41, este preceito visa reforçar a conexão das pessoas com Deus. Aqui é oferecida uma ampla variedade de diferentes tecidos, tamanhos, cores e preços. Com certeza você vai encontrar um do seu agrado. Há ainda prendedores de talit (para ele não escorregar dos ombros) com símbolos judaicos variados e conjuntos de porta-talit. Além disso, há os tefilin (filactérios) e até uma bolsa para carregar seus pertences religiosos de forma segura e confortável.

TALIT

Durante as orações matutinas, os homens põem uma espécie de xale denominado Talit, com franjas pendentes em seus quatro cantos. A Torá exige que todas as vestimentas de quatro cantos tenham estas franjas, ou Tsitsít: "E as vereis e lembrareis de todos os mandamentos do Eterno, e os fareis; e não errareis indo atrás de vosso coração e atrás de vossos olhos, atrás dos quais vós andais errando." É claro que esta é uma ordem muito elevada para estes pequenos fios cumprirem, mas isto é característico do judaísmo. Precisamos estar cientes de nossas obrigações; a falta de consciência é o estado natural da maioria das pessoas, na maior parte do tempo. Envolta em um manto, a Torá, planejada para nos recordar de Deus, faz com que seja um pouco mais difícil irmos atrás de nossos olhos.

Vestimentas de quatro cantos eram convencionais e eficazes como lembretes na Israel antiga. Agora que a indumentária mudou, só as vemos durante os serviços religiosos. Os judeus mais religiosos, portanto, colocam um pequeno xale de quatro cantos com Tsitsít, usado diariamente sob as suas camisas para preservar este mandamento em sua forma original. Envolto por este Talit, fica mais difícil deixar nossas mentes se distraírem.

TEFILIN

Seria injusto dizer a alguém para que saia da cama sem algo para encorajar a sua fé. A Torá manda usar o Talit, mas este, sozinho, não é adequado. Os itens principais da oração são os filactérios, denominados Tefilín, que consistem em um par de caixas pretas de couro com tiras de couro amarradas suavemente, uma sobre o braço e a outra sobre a cabeça. Estas caixas contêm pequenos pergaminhos em seu interior, onde está escrito o Shemá ("Escuta, ó Israel, o Eterno é nosso Deus, o Eterno é um!") e outros versículos bíblicos. Embora este símbolo não seja conhecido fora do judaísmo, sua origem está bem claramente escrita na Bíblia: "E os atarás como sinal na tua mão, e serão por frontais entre teus olhos" (Deuteronômio 6:8). A Torá Oral completa os detalhes das inscrições, as dimensões e os horários para usar o Tefilín.

Aqui, novamente, a Torá usa objetos concretos do dia a dia para nos recordar de nossas obrigações religiosas e morais, e estabelecer uma disposição de evitar que nossos corações se percam, para expressar gratidão e para nos colocar na direção certa. Os Tefilín dão aos judeus uma convenção que dirige o cérebro e as mãos do ser humano para empreendimentos úteis e criativos. Não há símbolo mais definitivo da identidade judaica do que pôr os Tefilín. Frequentemente, os homens começam a pôr os Tefilín no Bar Mitsvá (símbolo da passagem para a idade adulta, por excelência) e usam-nos todos os dias da semana durante anos até que, de repente, um dia eles param - ou porque entraram para o exército, na faculdade, ou não moram mais com os pais. Este dia é explicitamente recordado como uma mudança em sua vida religiosa, o primeiro momento de compromisso com o mundo secular. Frequentemente, anos mais tarde, aos trinta, quarenta ou até mesmo oitenta anos de idade, alguém lhe oferece os Tefilín novamente - talvez após o retorno à sinagoga por causa da morte de um dos pais - e ele retoma este ato piedoso. Todo o complicado raciocínio e teorias bem construídas não poderiam ter mantido a oração ou a Torá tão vivas quanto estes objetos curiosos e de aparência estranha.

Extraído do livro BEM-VINDO AO JUDAÍSMO, de Maurice Lamm.