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Sefer Zemaním 2 - Mishnê Torá (5)

R$ 100,00
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Autor(es): Maimônides
SKU: 147239
Páginas: 414

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Segunda parte do terceiro livro do Mishnê Torá - o Sefer Zemanim ("Livro dos Tempos") -, meticulosamente traduzida e acrescida de notas explicativas e fontes de referência, com o intuito de possibilitar aos leitores brasileiros e de língua portuguesa, em geral, acesso a essa magnífica obra, e proporcionar maior facilidade a todos aqueles que aderiram ao estudo diário do Rambam.
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Segunda parte do terceiro livro, Sefer Zemanim ("Livro dos Tempos") dessa obra excepcional, meticulosamente traduzido e acrescido de milhares de notas explicativas e fontes de referência, com o intuito se possibilitar aos leitores brasileiros, e de língua portuguesa em geral, acesso a essa magnífica obra e proporcionar maior facilidade a todos aqueles que aderiram ao estudo diário do Rambam.

O nome desse livro é Zemanim - Tempos (ou "Datas"), já que as festas judaicas são assim chamadas nas orações e no Kidush de Yom Tov.

Este volume trata das seguintes leis: 

Hilchót Shevitát Iom Tov (Leis de Descanso no Dia Festivo)
Hilchót Chamêts Umatsá (Leis de Chamêts e Matsá)
Hilchót Shofar Vessucá Velulav (Leis de Shofar, Sucá e Lulav)
Hilchót Shekalím (Leis de Shekalím)
Hilchót Kidush Hachodesh (Leis de Santificação do Mês)
Hilchót Taaniót (Leis de Jejuns)
Hilchót Meguilá Vechanucá (Leis de Meguilá e Chanucá)

O livro traz tanto o texto original em hebraico como a tradução para o português e é apresentado numa versão belíssima em capa dura e edição de luxo (formato 19,5 x 25,5 cm).


Partes do Mishnê Torá:
1. Sêfer Hamadá - livro do conhecimento, sobre os conhecimentos básicos da Torá. (composto pelos volumes 1 e 2 desta coleção)
2. Sêfer Ahavá - livro do amor, sobre as leis referentes à obrigação de amar a Deus.
3. Sefer Zemanim - livro dos tempos, sobre as festividades judaicas.
4. Sêfer Nashim - livro das mulheres, sobre as leis de casamento.
5. Sêfer Kedushá - livro da santidade, sobre os mandamentos que diferenciam Israel das outras nações (referentes a alimentação e relações proibidas)
6. Sêfer Haflaá - livro da separação, sobre promessas e juramentos.
7. Sêfer Zeraim - livro das sementes, sobre as leis agrícolas de Israel.
8. Sêfer Haavodá - livro do serviço divino, sobre o trabalho no Templo e as oferendas comunitárias.
9. Sefer Hakorbanot - livros dos sacrifícios, sobre as oferendas individuais.
10. Sefer Tahará - livro da pureza, sobre a pureza ritual.
11. Sefer Nezikim - livro dos danos, sobre direito penal.
12. Sefer Kinian - livro da aquisição, sobre leis de compra e venda.
13. Sefer Mishpatim - livro dos juízos, sobre direito civil.
14. Sefer Shofetim - livro dos juízes, sobre os deveres e as vantagens do magistrado, do San'hedrin e dos reis.

CURIOSIDADES DO LIVRO JUDAICO DOS PORQUÊS

Por que se coloca uma bandeja com comidas simbólicas na cabeceira da mesa do Sêder?
Uma bandeja de Pêssach (keará ou bandeja do Sêder), que geralmente tem seis entalhes circulares, é colocada na mesa do Sêder para que os diversos alimentos simbólicos possam ser exibidos individualmente e de modo destacado. Durante a leitura (da Hagadá) do serviço do Sêder, as pessoas apontam para elas e o simbolismo de cada uma é explicado.

Os alimentos simbólicos são:

* marór (ervas amargas)
* carpás (uma verdura)
* chazéret (outra verdura, mais amarga)
* charósset (uma mistura de maçã com nozes)
* zerôa (a pata ou o pescoço de uma ave, assado)
* betsá (ovo duro queimado na casca)

Por que o marór (ervas amargas) é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O marór, na maioria dos casos servido como raiz do rábano-picante, simboliza a amargura da vida dos israelitas durante a sua escravidão no Egito. Cada participante do Sêder recebe uma pequena porção de ervas amargas em dois momentos do Sêder. Primeiro, ele é servido junto com o charósset. Mais tarde, é servido entre dois pedaços de Matsá, o que é conhecido como o sanduíche de Hilel.

Por que o carpás (verdura) é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O costume de servir carpás remonta a Jerusalém dos séculos I e II, quando era comum servir uma refeição formal com verduras como entrada. As verduras servidas podem ser pepino, alface, rabanete, salsa, batata ou qualquer outra verdura da estação. Mergulha-se em água salgada antes de comer (ver explicação para a água salgada adiante neste capítulo).

Por que a chazéret (outro tipo de verdura) é colocada na bandeja de Pêssach e servida durante a refeição do Sêder?
A Chazéret (também pronunciado chazeres) está impreg-nada com o mesmo simbolismo que o marór (ervas amargas), que se coloca num dos seis compartimentos da bandeja do Sêder. A verdura escolhida para chazéret pode ser pepino, agrião, rabanete ou qualquer outra verdura com tendência a ser amarga.

O uso do chazéret tem sido relacionado com o versículo bíblico “com pães ázimos e ervas amargas comerás o sacrifício ” (Números 9:11). Têm sido explicado que, como o Livro de Números fala em ervas no plural (merorim), o chazéret foi incluído na bandeja do Sêder, além do marór.
Nem todas as autoridades consideram obrigatório usar chazéret na refeição do Sêder. Sabemos que o Rabi Isaac Luria (conhecido também por Ari, um acrônimo formado por Ashkenazi Rabi Isaac), o místico do século XVI, de fato usava chazéret na sua mesa do Sêder. Mas também sabemos que o igualmente famoso estudioso do século XVIII, Rabi Elias de Vilna, na Lituânia (mais conhecido como o Gaon de Vilna), não usava esta verdura. Praticamente todas as bandejas do Sêder fabricadas hoje em dia tem seis compartimentos, um deles destinado à chazéret.

Por que o charósset é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O charósset (também pronunciado charosses) é uma mistura de maçã, nozes e canela raladas, umedecidos com vinho. Algumas vezes se acrescenta gengibre moído. O charósset simboliza a massa de tijolos que os filhos de Israel tinham de preparar para seus capatazes durante a sua escravidão no Egito. Além da porção que se coloca na bandeja do Sêder, uma pequena quantidade é servida junto com as ervas amargas (marór) para atenuar o sabor amargo da erva (Pessachim 10:3).

Nem todos os judeus preparam o charósset do mesmo modo. Heinrich Heine, em seu romance do começo do século XIX, O Rabi de Bacherach, descreve o charósset preparado em um lar alemão, contendo passas de uva, canela e nozes. Na Mishná (a primeira parte do Talmud), o charósset é descrito como consistindo de nozes e frutas, amassadas juntas e misturadas com vinagre.

Por que uma pata de ave (zerôa) é colocada na bandeja do Sêder?
A pata de uma ave (zerôa, em hebraico) é uma recordação de que Deus “com mão forte”, como diz a Bíblia, forçou o Faraó a libertar os Filhos de Israel da escravidão. Também simboliza o cordeiro pascal oferecido como sacrifício de Pêssach nos dias do Templo. Em alguns lares, um osso com carne é assado e colocado na bandeja do Sêder. Em outros, um pescoço de galinha ou outra ave é usado no seu lugar.

Por que um ovo duro (betsá) é colocado na bandeja do Sêder?
O ovo é um símbolo do sacrifício regular festivo que era oferecido na época em que o Templo existia em Jerusalém. Em Pêssach, além do sacrifício normal (corban haguigá, em hebraico), oferecia-se o cordeiro pascal como segundo sacrifício.

Algumas autoridades têm interpretado o ovo queimado como um símbolo de luto pela perda dos dois Templos de Jerusalém. (O primeiro, destruído pelos babilônios em 586 a.e.c. e o segundo pelos romanos em 70 e.c.). Com os Templos destruídos, não se podia mais oferecer sacrifícios. O ovo simboliza esta perda e, tradicionalmente, se converteu em comida dos enlutados.

Em algumas comunidades do Oriente Médio, os ovos são um prato muito popular em Pêssach. Os judeus do Curdistão e da Líbia, em particular, comem grandes quantidades de ovos no Sêder.

Maimônides
No ano de 1166, aos 31 anos, desembarca em Alexandria, no Egito, Moisés, filho de Rabi Maimon, o homem que viria a ser conhecido como o "Moisés do Egito" e respeitado pelo mundo todo como uma das mais relevantes figuras do pensamento judeu. 

"De Moisés a Moisés não houve outro igual a Moisés": é assim que os estudiosos costumam se referir a este grande sábio, cujo legado foi decisivo para a manutenção da convicção judaica e da união do povo judeu no século XII. Sua glória se estendeu aos círculos não judeus, e nos meios eruditos de Bagdá ele passou a ser considerado como um dos mais eminentes homens da época. Maimônides foi o responsável, entre outros feitos, pela subordinação do valor moral ao valor teórico e pela análise contemplativa abstrata como objetivo final, em vez do julgamento concreto dos atos, se bem que a introdução da inteligência no espírito religioso já houveste aparecido na época tanáica e que o valor religioso da compreensão talmúdica já fosse conhecido pelo povo há muito tempo. A superioridade da contemplação sobre o rito e a moral constitui o pilar central do seu pensamento e, embora o Talmud ensine que não são as pesquisas e sim o fato o que importa, Maimônides insiste nas pesquisas porque tem a profunda convicção de que o amor de Deus é tanto maior quanto mais desenvolvida e aperfeiçoada for nossa inteligência. 

Talmudista, codificador da Bíblia, filósofo, místico, matemático, médico e dono de um talento literário ímpar, ele viria a transformar a comunidade judaica do Egito, traria uma nova ordem para os judeus do mundo e se tornaria o único pensador da Idade Média cujas teorias exerceram influência significativa sobre filósofos e teólogos cristãos e muçulmanos de sua época, além de seus contemporâneos judeus. Sua obra foi também frequentemente citada por figuras como Tomas de Aquino; Alberto, o Grande; Roger Bacon; Inácio de Loyola; Alexandre de Halle; Nicolas de Coves, Leibniz, Baruch de Espinoza e muitos outros. 

Homem de personalidade densa e complexa, Maimônides estabeleceu para si mesmo uma conduta estrita, mas soube simplificar o que desejava transmitir de forma tal que seus leitores pudessem compreendê-lo facilmente. Fanático pela brevidade, preocupou-se sempre em construir parágrafos claros, sem nenhum interesse em engrandecer seus pensamentos nem glorificá-los com uma retórica exagerada. São suas estas palavras: "Se me fosse possível resumir o Talmud inteiro numa frase, eu não quereria fazê-lo em duas". Enquanto algumas de suas obras são bastante eruditas, outras são escritas de maneira muito fácil e são de compreensão extremamente simples. Quando interpelado sobre o porquê da diferença entre uma obra e outra, respondeu: "O pão e o leite são para as crianças, e a carne e o vinho são para os adultos". Fiel a esta filosofia, Maimônides conduz seu aluno, o leitor, fazendo-o crescer em suas mãos, e levando-o a passar primeiramente por vários estágios de "pão e leite", para que ele possa chegar a compreender e a apreciar "a carne e o vinho" da metafísica, a ciência superior que abriu seus olhos para os caminhos que percorreu em busca da sua verdade. 

Ele acredita que todos os homens devotos, sem exceção, homens que vivam de acordo com a virtude, sigam os mandamentos bíblicos e mantenham sempre a boa conduta serão recompensados no mundo vindouro, independentemente de seu credo ou religião. Respeita e tem amigos no mundo islâmico, e costuma afirmar que a doutrina crista não tem nenhuma contradição com o judaísmo, pois ela também reconhece a força e a necessidade dos mandamentos e da moral bíblica, e que seus adeptos, se quiserem aprofundar-se no estudo contemplativo dos textos, descobrirão a verdade.

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