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O Caminho de Deus

Um ensaio sobre os fundamentos

Autor(es): Moshe Chaim Luzzatto
SKU: 169
Páginas: 280

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Sistematiza toda estrutura filosófica e prática do judaísmo, explorando o regulamento Divino do mundo e a interação entre céu e terra, bem como a existência de Deus e Sua finalidade na Criação do Mundo, e mostra como a maioria dos seus ensinamentos são consequência lógica desses conceitos. Os comentários do famoso escritor Aryeh Kaplan tornam sua leitura agradável e fonte de inspiração e reflexão.
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O Caminho de Deus

R$ 30,00

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Sistematiza toda estrutura filosófica e prática do judaísmo, explorando o regulamento Divino do mundo e a interação entre céu e terra, bem como a existência de Deus e Sua finalidade na Criação do Mundo, e mostra como a maioria dos seus ensinamentos são consequência lógica desses conceitos. Os comentários do famoso escritor Aryeh Kaplan tornam sua leitura agradável e fonte de inspiração e reflexão.

Do mesmo autor:
O Caminho dos Justos 
A Sabedoria da Alma

Veja também:
Par Luzzatto (O Caminho dos Justos e A Sabedoria da Alma)

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Veja ainda outras obras do Rabino Aryeh Kaplan publicadas em português:

Sêfer Ietsirá - O Livro da Criação
Meditação e Cabalá
Imortalidade, Ressurreição e Idade do Universo: uma Visão Cabalística
O Bahir - O Livro da Iluminação
Enciclopédia do Pensamento Judaico
Encontros entre o Céu e a Terra
Jerusalém - O Olho do Universo
As Águas do Éden - O Mistério do Micvê
Tefilin - A conexão com o infinito
Meditação Judaica - Um guia prático
Tsitsit - Um fio de luz
Shabat - Dia de Eternidade

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Conheça a série Clássicos do Pensamento Judaico:
O Caminho dos Justos
Os Deveres do Coração
A Psicologia dos Justos
Conselhos Extraordinários
Dezenove Cartas sobre Judaísmo
A Sabedoria da Alma
Em Busca da Verdade
Guia dos Perplexos
O Cuzarí

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O Caminho dos Justos
Os Deveres do Coração
A Psicologia dos Justos
Conselhos Extraordinários
Dezenove Cartas sobre Judaísmo
A Sabedoria da Alma
Em Busca da Verdade
O Guia dos Perplexos (coletânea)
Guia dos Perplexos (obra completa)
O Cuzarí

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A Arte de Amar o Bem
Medicina, Judaísmo e Humanismo
Iniciação ao Estudo da Torá
Iniciação ao Talmud
A incomum história de uma homem comum

O Rabino Moshe Chaim Luzzatto, conhecido como "Ramchal", por suas iniciais em hebraico, foi uma das figuras mais extraordinárias da história judaica. Nascido em Pádua, na Itália, em 1707, revelou ainda criança sua verdadeira genialidade no estudo da Torá. Aos 11 anos de idade, já dominava totalmente o Talmud e, aos 14, escreveu o livro "Lashon Limudim". Também muito jovem, exatamente aos 13 anos, mergulhou no estudo da Cabalá a partir das obras do Ari?zal, e seu talento fez com que se tornasse um dos grandes cabalistas de todos os tempos.

Como havia ocorrido séculos antes com Maimônides, também o Ramchal foi um dos eruditos mais polêmicos e discutidos de sua geração. Sua extrema capacidade, especialmente no campo do misticismo judaico, chegou a levantar desconfiança entre os estudiosos, pois vivia-se a época posterior à dos falsos messias - David Reuveni, na Itália, e Shabetai Tsvi, na Europa Oriental - e as desastrosas deturpações espirituais que produziram ainda traziam à tona a profunda cautela da comunidade rabínica.

O Ramchal integrava o grupo erudito "Mevakshei Hashem", de Pádua, que se dedicava ao serviço Divino e ao estudo da Cabalá. Neste ambiente estimulante, escreveu livros não só defendendo o estudo do misticismo judaico, mas também obras como "Adir Bamarom" e "Daat Tevunot", que abordam os mistérios da Providência Divina, da salvação e dos "Meshichim". A natureza inovadora e rica de seu trabalho levou outro membro do grupo a mencioná-lo, talvez de modo algo descuidado, em uma carta enviada a um sábio de Vilna, o Rabino Mordechai Yafe. O Rabino Moshe Haguiz, de Altuna, outro famoso sábio da época escreveu aos sábios de Veneza, exigindo que acabassem com os "perigosos" "Mevakshei Hashem" e, também, aos rabinos de Ancona, para que investigassem o Ramchal "da cabeça aos pés", pois havia sido informado de que ele, o Ramchal, receberia mensagens de um "Maguid" (anjo) que, por sua vez, lhe revelaria segredos místicos.

As cartas fizeram com que os líderes religiosos italianos se dirigissem ao mestre do Ramchal, o Rabino Yaacob Bassan, pedindo-lhe que limitasse as atividades de seu jovem e brilhante discípulo. Em consequência, o Rabino Moshe Chaim Luzzatto foi obrigado a assinar um documento permitindo que seus trabalhos fossem escondidos e comprometendo-se a "parar de estudar com o Maguid".

Não foi o bastante. As sanções da comunidade rabínica local contra o Ramchal continuaram até tornarem-no objeto de um "Cherem" (carta de excomunhão). Nesta situação dolorosa e injusta, ele deixou Pádua e seguiu para Amsterdã, esperando encontrar um ambiente receptivo às suas ideias e ao seu trabalho. Apenas mais tarde se tornaria claro que o alto rabinato da Itália e de alguns outros países europeus haviam se deixado tomar pelo medo frente à postura inovadora do Ramchal, e que, na verdade, era um ilustre estudioso que viria a iluminar o caminho de gerações futuras.

Dentro do contexto religioso da época, não é impossível compreender-se as razões que determinaram intolerância e medidas extremadas contra o Ramchal. O risco da difusão de um misticismo pernicioso supostamente "judaico" ainda tumultuava os meios rabínicos. Mas, com o tempo, a verdade emergiu mais forte do que nunca, e o Ramchal foi consagrado como um dos sábios mais importantes de todas as gerações. Seus livros são tratados até hoje como fontes de referência no estudo da nossa Torá.

Como muitos dos líderes da nossa história, o Ramchal acalentava o sonho de morar na Terra de Israel, para poder se aproximar ainda mais de Deus. E assim fez, indo morar na cidade de Aco. Porém, três anos depois de sua chegada, faleceu precocemente aos 39 anos de idade, sendo enterrado na cidade de Tiberíades, ao lado do túmulo do Rabi Akiva.

Ao mesmo tempo em que se defendia com humildade (em carta ao seu mestre, o Rabino Yaacov Bassan) das acusações feitas contra sua pessoa e seus objetos de estudo, o Ramchal avaliava a situação espiritual de sua geração. Dizia que os homens se dedicavam ao estudo, mas não à essência da vida. Mesmo os mais religiosos e sábios não procurariam a verdadeira integridade e a profunda devoção a Deus. Mas, em vez de simplesmente criticar e atacar, respondeu aos seus antagonistas escrevendo o magistral "Messilat Iesharim" - em português, "O Caminho dos Justos".