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Muitas vezes diz-se que o judaísmo é uma religião de lei e não de amor. Muita gente afirma que a religião tem mais a ver com temor a Deus e sentimento de culpa do que com amor a Deus e alegria. E, por fim, acredita-se que o judaísmo conduz as pessoas a uma vida de fraqueza e submissão, roubando-lhes o poder e a liberdade de ser quem realmente são.
Este livro mostra que o judaísmo é justamente o contrário dessas falsas ideias. O judaísmo é a verdadeira religião do amor. É fundado no amor e seu propósito é o amor. Seus ensinamentos nos fortalecem e suas leis nos dão o poder de alcançar a verdadeira liberdade, escolher o amor e experimentar a enorme alegria de amar.
* * *
"As pessoas dizem que vale a pena largar tudo pelo amor. Assim, largam até mesmo suas profissões, carreiras e estudos - tudo pelo amor. O problema é que poucas pessoas entendem a essência do amor e fazem de tudo em busca do verdadeiro amor.
Através de nossa história, costumes e tradições, o Rabino David Aaron ensina, neste fabuloso livro, que o amor é a base de todo o judaísmo. Ele nos guia a encontrar os caminhos e atalhos para que todos possam entender a profundidade de um amor verdadeiro e, assim, compartilhar a alegria de amar."
Rabino Dany Roitman
* * *
Obras do Rabino David Aaron publicadas em português:
Luz Infinita
Enxergando Deus
A vida secreta de Deus
O amor é minha religião
e Coleção David Aaron (Luz Infinita, Enxergando Deus, A Vida Secreta de Deus e O Amor é minha religião)
Veja aqui um dos ensinamentos do Rabino David Aaron sobre Cabalá:
Não faz sentido começar pequeno.
A grande pergunta tem que ser feita logo de saída: qual é o propósito da vida? Sem a resposta, não podemos dar o primeiro passo seguro no caminho espiritual. Sem a resposta, apenas tropeçamos, com a esperança de estarmos na direção correta.
Para viver uma existência significativa – construir, aprender, educar, curar… – temos que entender o objetivo da existência, o propósito da vida. Caso contrário, como podemos saber se o que estamos fazendo contribui para o progresso ou para o retrocesso do mundo? Como saber se o que estamos fazendo constrói ou destrói?
Imagine que você veio de alguma terra primitiva, chegou a um país civilizado e está hospedado na casa de um amigo. Quando chega a hora de lavar as roupas, você pergunta onde é o rio mais próximo e seu amigo lhe diz que, “neste país, as pessoas não lavam as roupas no rio, mas numa grande máquina, que tem uma roda dentro e uma porta de metal”. Nos fundos da casa, você encontra mesmo uma grande máquina, que tem uma roda dentro dela e uma porta de metal, e joga todas as suas roupas sujas lá dentro. No momento em que está tentando descobrir como colocar água dentro da máquina – afinal de contas, mesmo naquele louco país civilizado, precisa-se de água para lavar –, você avista uma mangueira. Você sabe para quê serve uma mangueira, por isso a liga numa torneira e começa a encher a máquina de água, muito orgulhoso de si mesmo por ter descoberto como essa “coisa estranha” funciona.
Então, seu amigo vem correndo, gritando, porque essa máquina, que tem uma roda e uma porta de metal, não é uma máquina de lavar; é um carro. E você está destruindo o estofamento dele.
É um absurdo, não é? No entanto, todos os dias as pessoas operam a “máquina da vida” sem saber se ela é um carro ou uma máquina de lavar. Se não sabemos a função de alguma coisa, não podemos saber se a estamos usando corretamente. Do mesmo modo, se não sabemos para que serve a vida, não podemos saber se o que fazemos nos ajuda ou nos atrapalha.
Portanto, primeiro temos que responder à pergunta “qual é o propósito da vida?”. E, já que a Cabalá e a Torá são os nossos guias nessa jornada espiritual, naturalmente é nelas que procuraremos a resposta.
Mas ainda há uma questão importante a se considerar: tanto a Cabalá quanto a Torá reconhecem a existência de Deus. Por isso, antes de mais nada, temos que abordar essa concepção e seu significado. Muitas vezes, choco meus alunos quando lhes falo que, apesar de ser rabino, não acredito em “Deus”. Não acredito em Deus, mas chamo de Deus aquilo em que acredito.
É muito difícil colocar em palavras a minha crença na existência de Deus, mas, às vezes, pode-se captar essa crença numa vivência. À noite, quando entro no quarto do meu bebê, por exemplo, olho aquele rostinho repleto de doçura e paz, e fico observando sua respiração, seu peito pequenino se mexendo para cima e para baixo. Vejo os dedinhos alcançarem e coçarem a orelhinha. Tenho vontade de pegá-lo em meus braços e abraçá-lo, e sinto que o quarto inundou-se de uma presença calorosa. É mais que uma experiência; é um encontro. Nesse momento, a expressão mais natural e espontânea do que acredito – do que sei – é: “Que presente incrível! Obrigado, Deus.”
Apesar disso, sinto uma certa decepção quando digo a palavra “Deus”. Usar a palavra “Deus” para descrever a presença que acabei de sentir é totalmente inadequado. A palavra “Deus” é tão pequena e tem sido tão maltratada ao longo da história, que parece não “caber” naquela vivência.
A mesma coisa acontece quando ando por um bosque, e os raios do sol nascente “se afinam” para passar por entre os galhos e as folhas das copas das árvores. Vejo a luz iluminando as gotas brilhantes de orvalho, ouço os pássaros e sinto a necessidade de corresponder a esse magnífico presente da natureza. Quero proteger aquilo que é tão frágil e tão precioso; sinto-me comovido e digo: “O que posso fazer, Deus?”
Mas, novamente, hesito. Nesse contexto, a palavra “Deus” parece até um tanto simplória. A presença que acabei de sentir merece muito mais. A presença que acabei de sentir é maior do que aquela palavra, maior do que qualquer palavra que eu conheço; e ainda assim, quero expressá-la de alguma forma, descrevê-la de algum modo.
O famoso filósofo Georg Hegel disse uma vez que “a tarefa da filosofia é descrever aquilo que é”. Quando trato desse assunto em meus seminários no Instituto Isralight, às vezes peço aos participantes para fecharem os olhos. Depois, entrego a cada pessoa um objeto desconhecido e peço o descrevam. O objetivo desse exercício é experimentar a diferença entre “aquilo que é” – nesse caso, o objeto – e a nossa descrição dele. Quando você segura um objeto, sabe que esse objeto é, mas não sabe o que é. Tudo que você pode fazer é descrever o que sente nas mãos da melhor maneira possível.
A procura pela verdade é a tentativa de encontrar as melhores palavras para descrever a nossa experiência daquilo que “é”. Quando abraço o meu filho ou quando me sinto abraçado pelo sol, sei o que sei por meio daquelas experiências, e as experiências vão além das palavras. Por isso, digo que não acredito em Deus. Deus é apenas uma palavra. Acredito no que “é”. Acredito na realidade que vivencio.
Este texto faz parte de outro livro do Rabino David Aaron chamado Luz Infinita.
Agradecimentos
Prefácio à Edição Brasileira
Judaísmo: a religião do amor
1. Amar
2. Em nome do amor
3. Deixando de amar
4. A história do amor: Abrahão
5. Íntimo com o Infinito
6. O maior teste de amor: o sacrifício de Isaac
7. Amor na balança: Jacob e Esaú
8. A luta por amor: Jacob como Israel
9. O presente da elevação Divina
10. Conclusão
Notas
Muitas vezes diz-se que o judaísmo é uma religião de lei e não de amor. Muita gente afirma que a religião tem mais a ver com temor a Deus e sentimento de culpa do que com amor a Deus e alegria. E, por fim, acredita-se que o judaísmo conduz as pessoas a uma vida de fraqueza e submissão, roubando-lhes o poder e a liberdade de ser quem realmente são.
]O famoso filósofo alemão Friedrich Nietzsche acreditava justamente nisto. Ele ensinou que há dois tipos de pessoa no mundo: os fracos e os fortes. Os fortes fazem o que querem, quando querem e onde querem. Os fracos, porém, vivem amedrontados. Por isso, para se proteger, eles inventaram a moralidade a fim de que os fortes se sentissem culpados de sua liberdade e força. Segundo Nietzsche, os fracos são os judeus. São eles os criadores da moralidade e os responsáveis pela existência do sentimento de culpa.
Neste livro, mostrarei como o judaísmo é justamente o contrário dessas falsas ideias. O judaísmo é a verdadeira religião do amor. É fundado no amor e seu propósito é o amor. Seus ensinamentos nos fortalecem e suas leis nos dão o poder de alcançar a verdadeira liberdade, escolher o amor e experimentar a enorme alegria de amar.
Certa vez Nietzsche afirmou: "Se existisse um Deus, como eu suportaria não ser Deus?" O judaísmo ensina que podemos alcançar algo muito mais satisfatório do que ser Deus: amar Deus. Os ensinamentos, as leis e os rituais do judaísmo nos possibilitam alcançar esse objetivo, permitindo, assim, que nos tornemos espiritualmente elevados.
De fato, a melhor descrição do judaísmo é "a arte de amar". Esse é o assunto principal deste livro.
Ao ler este livro, você vai perceber que escolhi um método diferente do que segui em meus outros livros. Já que minha intenção aqui é retificar antigos conceitos equivocados sobre os objetivos e os princípios espirituais do judaísmo, decidi citar várias fontes no original (traduzidas para o português, é claro). Não deixe que isso o desanime, porque o que estou prestes a compartilhar é uma maravilhosa tapeçaria, bordada com sabedoria judaica e tradição, que revela o caminho de se viver uma vida maravilhosa e alegre, em que podemos amar e escolher o amor.
David Aaron
O Rabino David Aaron é um pensador perspicaz, escritor produtivo e de fácil compreensão, e educador cheio de inspiração e entusiasmo. Ele é fundador e reitor do Instituto Isralight, organização internacional que promove o tão difundido renascimento da consciência por meio do retorno às raízes espirituais e valores fundamentais que deveriam ser a essência da vida cotidiana. O instituto tem, em Israel e na América do Norte, centros de estudos que oferecem programas para descanso e aprendizado, seminários, "escapadas espirituais" de fim de semana, workshops sobre crescimento espiritual, cursos de formação de líderes, viagens à Israel e programas de trabalho voluntário em Israel.
Ele acredita que o básico da espiritualidade é constituído das coisas mais profundas e também das mais ignoradas na educação contemporânea. Nos últimos 18 anos, ele tem se dedicado a compartilhar a antiga sabedoria da Torá e do misticismo judaico, e a incentivar as pessoas a embarcar no longo processo de transformação, de amor e de ganho de força pessoal.
Filho de um sobrevivente do Holocausto, David Aaron se esforça desde muito jovem para entender o potencial do mundo, tanto para o ódio quanto para o desejo de propósito, amor e criatividade. A sua própria jornada espiritual o levou à Israel, onde estudou Torá e Cabalá com grandes mestres, como o grande rabino Shlomo Fischer (shelita). Em 1979, David Aaron recebeu ordenação rabínica da Yeshivá (centro de estudos) Israel Torah Research Institute (ITRI).
Palestrante popular e convidado frequente de programas de TV e de rádio, David Aaron atrai a cobertura da mídia, incluindo o talk-show americano Larry King Live e o canal americano de TV E! Entertainment. Ele mora na Cidade Velha de Jerusalém com a mulher, sete filhos e dez netos.
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