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Mufawadat - 505 dias no cativeiro do Hamas

R$ 60,00
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R$ 60,00
Autor(es): Eli-yá Cohen
SKU: 147240
Páginas: 204

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Narra a experiência de 505 dias em cativeiro de Eli-yá Cohen, sequestrado no fatídico 7 de outubro de 2023 pelos terroristas do grupo Hamas, e revela os bastidores de uma realidade marcada por tensão, isolamento e incerteza. O livro combina memórias pessoais com reflexões profundas sobre sobrevivência, dignidade e o impacto duradouro de viver sob ameaça constante.
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Mufawadat - 505 dias no cativeiro do Hamas

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Mufawadat - 505 dias no cativeiro do Hamas

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Narra a experiência de 505 dias em cativeiro de Eli-yá Cohen, sequestrado no fatídico 7 de outubro de 2023 pelos terroristas do grupo Hamas, e revela os bastidores de uma realidade marcada por tensão, isolamento e incerteza. O livro combina memórias pessoais com reflexões profundas sobre sobrevivência, dignidade e o impacto duradouro de viver sob ameaça constante.

A história de vida angustiante de Eli-yá Cohen. Cinquenta metros abaixo da terra, seu corpo assemelhando-se mais a um esqueleto do que a uma pessoa viva, acorrentado, humilhado, espancado e frequentemente vítima de abusos psicológicos impiedosos - mas uma coisa seus captores não conseguiam lhe tirar: a sua luz interior. A alma que viveu, lutou e agradeceu por cada momento de sobrevivência.

"Mufawadat' - negociação - é a palavra que se repetiu incessantemente ao longo dos 505 dias de cativeiro: negociação por sua vida e libertação, entre a vida e a morte; negociação por um pedaço de pita para ele e seus amigos; negociação entre ele e Deus; e conversas imaginárias com Ziv, sua namorada, que permaneceu no bunker onde granadas eram lançadas e tiros eram disparados indiscriminadamente. Dia após dia, lutas psicológicas e físicas se desenrolavam - entre ele e seus captores, entre os próprios captores, e entre eles e seus líderes e a ''rua'' lá fora.

Eli-yá, com uma fé inabalável destinada a viver, enfrentou tudo com determinação, lutando para sobreviver - e sem jamais desistir. Além de ser uma história verídica e emocionante, o livro oferece perspectivas e ferramentas valiosas para lidar com situações extremas; como vencer quando não há chances e como se agarrar à esperança - mesmo quando parece ser a última - para ressurgir e voltar à luz.

Prefácio
Dedicatória
Introdução
Não nos separarão
O que será dele?
Somente combatente!
Festa na Natureza
 "Israel inteiro é nosso"
Carta
Os Quatro
Sansão
E um pedaço de céu
O um por cento que falta
 Um grão de arroz
Fantasia
Jogos Vorazes
Tela Turca
33 não é um número
Canção sem nome
Os vídeos da mentira
O encontro
Palavras do meu coração para vocês

Quando o povo judeu saiu, de forma gloriosa, da escravidão do Egito, milhares de anos atrás, foi atacado de forma covarde pelo até então desconhecido povo de Amalec. Esse povo vivia em terras distantes e atacou os mais fracos do povo judeu. Mesmo que os judeus estivessem passando por um momento muito difícil, ainda assim eram temidos por todas as nações que testemunharam sua libertação milagrosa. Com tudo isso, Amalec não se intimidou e atacou os judeus sem pudor. Com essa atitude, é possível que tenham sido os primeiros antissemitas da história.

Um dos mandamentos da Torá é recordar o que fez o povo de Amalec e jamais esquecer. A Torá utiliza duas expressões: "Lembra" (zachor) e "Não esqueças" (lo tishcach). Jamais esqueçam o que o povo de Amalec fez a vocês quando saíram do Egito. E a pergunta que os comentaristas fazem é: mesmo que o povo de Israel tenha sido atacado por muitos povos ao longo da história, como os moabitas, amonitas, filisteus, assírios, babilônios, etc., não há mandamento na Torá para recordar o que eles fizeram. Ao contrário, a Torá ordena que tratemos bem os povos de Moab e Amon e que tenhamos respeito pelo povo do Egito, porque inicialmente fomos bem recebidos. Então, por que recordar apenas Amalec? Por que D'us faz questão de que nos lembremos deles a cada ano?

Um dos grandes comentaristas da Torá, Dom Isaac Abarbanel (séc. XV), nos oferece uma explicação. Ele afirma que, normalmente, todas as guerras do mundo se baseiam em pelo menos um destes três motivos: 1) poder; 2) território; 3) religião. E, de fato, vemos isso na maioria das guerras: 1) um país ficou poderoso de- mais, aumentou seu contingente bélico, e isso atemoriza o país vizinho, que resolve atacar; 2) dois países disputam um território, cada um afirmando que aquele pedaço de terra lhe pertence, e isso dá início a um conflito; 3) um país resolve impor sua religião sobre o outro, como ocorreu muitas vezes na história.

Rabino Abarbanel continua explicando que o povo de Amalec não tinha nenhum desses três motivos. O povo judeu havia acabado de sair da escravidão e não tinha armas nem poder; como se encontrava no deserto, tampouco possuía território. E, como ainda não havia chegado ao Monte Sinai, nem recebido oficialmente a Torá, também não existia o motivo religioso. Então, qual era o motivo para o ataque de Amalec? A simples existência dos judeus. Só o fato deles existirem incomodava Amalec era intolerável. Eles precisavam ser eliminados. Esse tipo de inimigo, que deseja o extermínio e a aniquilação sem motivo algum, é extremamente ameaçador.

Em todas as outras guerras, sempre existe a possibilidade de um acordo de paz, de concessões territoriais, de acordos militares, de redução ou aumento de ogivas. Mas uma guerra cujo objetivo é o extermínio total do outro precisa ser lembrada sempre. É obrigação lembrar desse tipo de inimigo. Esse é o motivo pelo qual a Torá nos ordena recordar para sempre o que fez Amalec, para que não se repita esta atitude. Este livro, que a Editora Maayanot está publicando, faz parte disso.

Da mesma forma que os nazistas, há 80 anos, falaram abertamente que queriam uma solução final para o povo judeu, erradicando-o da face da terra e, para isso, realizaram os massacres mais cruéis possíveis, com campos de extermínio, câmaras de gás e crematórios, hoje, em pleno século XXI, a história se repetiu, infelizmente. O que o Hamas fez foi absolutamente igual. Esse grupo defende abertamente o extermínio do Estado e do povo de Israel, pois a própria existência dos judeus o incomoda. Por isso, é muito importante que nos lembremos deles. E uma das formas de lembrar são os testemunhos das pessoas que vivenciaram essas atrocidades.

Eli-yá Cohen é um entre milhares, infelizmente, que passaram por todo esse inferno. Seu livro é absolutamente emocionante. Ele conta como ficou 50 metros abaixo da terra, em túneis escuros, durante dias, meses, quase dois anos sem ver a luz do sol. Mas, apesar de terem quebrado totalmente seu corpo, fazendo-nos lembrar das imagens da Segunda Guerra Mundial, seu espírito permaneceu forte. Sua fé e seu espírito permaneceram intactos. Sua história é de heroísmo, bravura e fé. Ela confirma o que já se sabia, que a fé é inabalável e que o Deus de Israel, o nosso Guardião, não dorme nem cochila. E, ao final, de forma milagrosa, ele conseguiu sair desses túneis tenebrosos.

Os Essa é uma história que precisa ser recordada, para que a humanidade se lembre disso e não repita os erros do passado mesmos erros que jamais imaginávamos que se repetiriam. Precisamos saber que o ser humano, quando se degrada e degenera, pode chegar a fazer coisas inacreditáveis com seus semelhantes.

A história de Eli-yá Cohen mostra o verdadeiro significado da resiliência espiritual. Mostra como a fé em D'us permite ao ser humano passar por momentos tão difíceis e sobreviver. Que possamos aprender essas lições e que este livro sirva como "Zachor" e "Lo Tishcach"


Purim, 5786 / março de 2026

Y. David Weitman

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