Hagadazinha de Pêssach

R$ 50,00
R$ 50,00
R$ 50,00
Autor(es): Jairo Fridlin e Ivo Minkovicius
Editora: Sêfer
SKU: 146753-1
Páginas: 80
Unidades: 1 unidade
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Nos moldes do consagrado best-seller "Sidurzinho", esta doce "Hagadazinha" visa familiarizar as crianças com o ritual da noite do "Sêder" de Pêssach - a Páscoa judaica -, e apresenta de modo divertido e didático as partes principais e mais populares da "Hagadá". Os textos em hebraico são acompanhados pela tradução em português, de acordo com os diferentes ritos judaicos. Toda ilustrada por Ivo Minkovicius, é dedicada totalmente às crianças.
Hagadazinha de Pêssach

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Nos moldes do consagrado best-seller "Sidurzinho" da Editora Sêfer, esta doce "Hagadazinha" visa familiarizar as crianças com o ritual da noite do "Sêder" de Pêssach - a Páscoa judaica -, e apresenta de modo divertido e didático as partes principais e mais populares da Hagadá - o livro que contém todo esse milenar ritual realizado em praticamente todos os lares judaicos ao redor do mundo.

Os textos em hebraico são acompanhados pela tradução em português, e respeitam tanto os costumes dos judeus de origem ocidental (ashkenazim) quanto ibérica e oriental (sefaradim). Toda ilustrada por Ivo Minkovicius, é dedicada totalmente às crianças.

Seu formato é 20 x 20 cm, é colorida e impressa em papel couché 150 gr, e tem acabamento em brochura.

Veja também:
Hagadazinha de Pêssach
Par de Pêssach (Hagadá e Hagadazinha)
Sidurzinho para Crianças
Sidurzinho e Hagadazinha de Pêssach
Sidurzinho e Sidur Falado Kids
Hagadazinha e Caixa de Matsá

CURIOSIDADES DO LIVRO JUDAICO DOS PORQUÊS

Por que se coloca uma bandeja com comidas simbólicas na cabeceira da mesa do Sêder?
Uma bandeja de Pêssach (keará ou bandeja do Sêder), que geralmente tem seis entalhes circulares, é colocada na mesa do Sêder para que os diversos alimentos simbólicos possam ser exibidos individualmente e de modo destacado. Durante a leitura (da Hagadá) do serviço do Sêder, as pessoas apontam para elas e o simbolismo de cada uma é explicado.

Os alimentos simbólicos são:

* marór (ervas amargas)
* carpás (uma verdura)
* chazéret (outra verdura, mais amarga)
* charósset (uma mistura de maçã com nozes)
* zerôa (a pata ou o pescoço de uma ave, assado)
* betsá (ovo duro queimado na casca)

Por que o marór (ervas amargas) é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O marór, na maioria dos casos servido como raiz do rábano-picante, simboliza a amargura da vida dos israelitas durante a sua escravidão no Egito. Cada participante do Sêder recebe uma pequena porção de ervas amargas em dois momentos do Sêder. Primeiro, ele é servido junto com o charósset. Mais tarde, é servido entre dois pedaços de Matsá, o que é conhecido como o sanduíche de Hilel.

Por que o carpás (verdura) é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O costume de servir carpás remonta a Jerusalém dos séculos I e II, quando era comum servir uma refeição formal com verduras como entrada. As verduras servidas podem ser pepino, alface, rabanete, salsa, batata ou qualquer outra verdura da estação. Mergulha-se em água salgada antes de comer (ver explicação para a água salgada adiante neste capítulo).

Por que a chazéret (outro tipo de verdura) é colocada na bandeja de Pêssach e servida durante a refeição do Sêder?
A Chazéret (também pronunciado chazeres) está impreg-nada com o mesmo simbolismo que o marór (ervas amargas), que se coloca num dos seis compartimentos da bandeja do Sêder. A verdura escolhida para chazéret pode ser pepino, agrião, rabanete ou qualquer outra verdura com tendência a ser amarga.

O uso do chazéret tem sido relacionado com o versículo bíblico “com pães ázimos e ervas amargas comerás o sacrifício ” (Números 9:11). Têm sido explicado que, como o Livro de Números fala em ervas no plural (merorim), o chazéret foi incluído na bandeja do Sêder, além do marór.
Nem todas as autoridades consideram obrigatório usar chazéret na refeição do Sêder. Sabemos que o Rabi Isaac Luria (conhecido também por Ari, um acrônimo formado por Ashkenazi Rabi Isaac), o místico do século XVI, de fato usava chazéret na sua mesa do Sêder. Mas também sabemos que o igualmente famoso estudioso do século XVIII, Rabi Elias de Vilna, na Lituânia (mais conhecido como o Gaon de Vilna), não usava esta verdura. Praticamente todas as bandejas do Sêder fabricadas hoje em dia tem seis compartimentos, um deles destinado à chazéret.

Por que o charósset é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O charósset (também pronunciado charosses) é uma mistura de maçã, nozes e canela raladas, umedecidos com vinho. Algumas vezes se acrescenta gengibre moído. O charósset simboliza a massa de tijolos que os filhos de Israel tinham de preparar para seus capatazes durante a sua escravidão no Egito. Além da porção que se coloca na bandeja do Sêder, uma pequena quantidade é servida junto com as ervas amargas (marór) para atenuar o sabor amargo da erva (Pessachim 10:3).

Nem todos os judeus preparam o charósset do mesmo modo. Heinrich Heine, em seu romance do começo do século XIX, O Rabi de Bacherach, descreve o charósset preparado em um lar alemão, contendo passas de uva, canela e nozes. Na Mishná (a primeira parte do Talmud), o charósset é descrito como consistindo de nozes e frutas, amassadas juntas e misturadas com vinagre.

Por que uma pata de ave (zerôa) é colocada na bandeja do Sêder?
A pata de uma ave (zerôa, em hebraico) é uma recordação de que Deus “com mão forte”, como diz a Bíblia, forçou o Faraó a libertar os Filhos de Israel da escravidão. Também simboliza o cordeiro pascal oferecido como sacrifício de Pêssach nos dias do Templo. Em alguns lares, um osso com carne é assado e colocado na bandeja do Sêder. Em outros, um pescoço de galinha ou outra ave é usado no seu lugar.

Por que um ovo duro (betsá) é colocado na bandeja do Sêder?
O ovo é um símbolo do sacrifício regular festivo que era oferecido na época em que o Templo existia em Jerusalém. Em Pêssach, além do sacrifício normal (corban haguigá, em hebraico), oferecia-se o cordeiro pascal como segundo sacrifício.

Algumas autoridades têm interpretado o ovo queimado como um símbolo de luto pela perda dos dois Templos de Jerusalém. (O primeiro, destruído pelos babilônios em 586 a.e.c. e o segundo pelos romanos em 70 e.c.). Com os Templos destruídos, não se podia mais oferecer sacrifícios. O ovo simboliza esta perda e, tradicionalmente, se converteu em comida dos enlutados.

Em algumas comunidades do Oriente Médio, os ovos são um prato muito popular em Pêssach. Os judeus do Curdistão e da Líbia, em particular, comem grandes quantidades de ovos no Sêder.

A leitura da Hagadá de Pêssach é um dos momentos mais marcantes do calendário judaico. Ela narra a emocionante revelação de Deus a Moisés, a dura luta contra a opressão do Faraó, o milagre das Dez Pragas e a impressionante abertura do Mar Vermelho. Enfim, é contada a saga de um povo escravo conquistando a sua liberdade.

Apesar de tudo isso, temos um problema a resolver. Uma vez que a cada ano realizamos a mesma leitura, cumprimos o mesmo ritual e desejamos uns aos outros, ao final, Lashaná habaá birushaláyim, como manter os nossos filhos e netos atentos no Sêder de Pêssach, ouvindo a leitura da Hagadá, se eles conhecem - e muito bem - o final da história?

Afinal, um Sêder sem a participação de crianças atentas à mesa entoando as quatro clássicas perguntas do Ma Nishtaná, molhando os dedos com vinho na contagem das pragas e cantando o Daiênu e o Echad mi iodêa, certamente não é um encontro completo.

Tornar o Sêder de Pêssach algo diferente e inovador, mantendo-nos apegados à tradição judaica - esse é um enorme desafio. E esta Hagadazinha chega justamente para ajudar os pais e os avós nessa importante missão: deixar as nossas crianças sempre interessadas e envolvidas na noite do Sêder.

A todos, um Pêssach participativo, casher vessamêach.

Luiz Kignel
Presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo

Jairo Fridlin é o fundador e Publisher da Editora Sêfer.

Ivo Minkovicius nasceu em São Paulo, em 1965. Formou-se em arquitetura na FAU-USP, mas logo percebeu que seria melhor trocar os esquadros e os compassos pelos lápis de cor. Escreveu e ilustrou mais de 30 livros para crianças, entre eles "O barquinho de papel", "10 Galinhas", "O Tempo", "Castelos e Pontes" e "Você sabe onde fica o Bom Retiro?". Pela Editora Sêfer: "Sidurzinho para Crianças", "Hagadazinha de Pêssach" e "O Príncipe da Pedras".

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