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E foram magros e felizes para sempre?

As portas de saída da compulsão alimentar

Autor(es): Elisabeth Wajnryt
SKU: 13901
Páginas: 222

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Neste livro, a psicóloga Elisabeth Wajnryt traduz a compulsão alimentar em seus aspectos psíquicos e biológicos e conduz o leitor de maneira gentil e acolhedora através do passo a passo para a superação desse transtorno que provoca tanto sofrimento. O aprendizado requer tempo e paciência, mas a boa notícia é que a mudança é possível.
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E foram magros e felizes para sempre?

R$ 48,00

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Quantas vezes você já se mortificou ou foi incriminado por comer compulsivamente?

Neste livro, a psicóloga Elisabeth Wajnryt traduz a compulsão alimentar em seus aspectos psíquicos e biológicos e conduz o leitor de maneira gentil e acolhedora através do passo a passo para a superação desse transtorno que provoca tanto sofrimento. O aprendizado requer tempo e paciência, mas a boa notícia é que a mudança é possível.

Você vai aprender a identificar as verdadeiras razões que o levam a detonar uma caixa inteira de chocolates ou a comer um pacote de bolachas, para se arrepender logo em seguida. E, uma vez identifica o problema, o que fazer para conseguir o equilíbrio que traz bem-estar psíquico e uma alimentação saudável. O controle do peso será uma consequência natural desse processo.

Dra. Cilly Issler Kluger
Médica Psiquiatra, Mestre pela FMUSP.

Dietas como religião

Em termos sociais, as dietas funcionam como uma religião.
Não, não é exagero.

Uma religião é um conjunto de crenças e dogmas em torno de um objeto de culto e que regulam a vida das pessoas.
Como objeto de culto, temos o corpo perfeito, ideal.

Como sistema de crenças, temos a ideia de que ser gordo é mau, feio, e ser magro é bom, belo e limpo, e que não há outra maneira de se perder peso a não ser fazendo dietas.

Essas, por seu lado, em vez de meros procedimentos alimentares, transformam-se em um ritual de expiação e ascensão espiritual, purificação. Se você está mal, perdeu o emprego, brigou com a namorada, está down, a mera decisão de fazer uma dieta já a deixa high.

A sensação de euforia e onipotência de quando se começa a emagrecer só tem paralelo no êxtase místico e substitui o sentimento de valor e virtude. Uma vez tomada a decisão de fazer uma dieta, é tão grande a liberação de energia que será mobilizada para regulá-la drasticamente, que haverá a sensação paralela de ser maravilhosa, pura, perfeita. Nada nos perturba até que a dieta seja rompida e comecem as recriminações.

A contrapartida da deificação da dieta é o estado tortuoso da compulsão de comer. Este é o “pecado” no qual os fiéis fatalmente incorrem, e a condenação do inferno da culpa leva a um novo ciclo de virtude–dieta até que tudo caia novamente na tentação.

Propomos, aqui, um sistema de valores mais consistente:

* Começa pela autoaceitação, que absolutamente não significa resignar-se a ser gordo.
* Passa pelo bom senso e por devolver às pessoas o direito de serem “médias”, de comer aquilo de que gostam e de que seus corpos precisam fazer exercícios pelo prazer do movimento, e de se relacionarem com seus corpos de forma tranquila.
* Reaprender a comer pelo único motivo que justifica fazê-lo e assim livrar-se de uma ligação tirânica e atormentada com a comida e usar a energia antes aprisionada nessa ligação no que realmente importa em suas vidas.

Como religião mesmo, fique com a sua, se quiser se conectar com aspectos espirituais. Quase todas as religiões pregam valores, ação coerente, melhorar-se como pessoa, dedicar-se ao próximo, doar-se. Algumas práticas meditativas ajudam no domínio da ansiedade e a ficar no aqui e agora.

Quanto mais saudável a pessoa, mais responsável por seus atos ela é, tanto pelo que ela faz quanto pelo que ela fala e pelo que ela sente.

O que acontece se a pessoa ignora o aspecto espiritual? Ela aproveita a viagem (vida) e elimina as metas (espiritualidade).

O dr. Victor Frenkel fala que hoje em dia existe a repressão da espiritualidade, numa espécie de “anorexia espiritual”!

Dica:
Trabalho voluntário. Você determina os limites. Não importa quanto você pesa e todos ganham!

Lembretes espirituais:
Mais perigoso do que o que você come é o que come você.
Aprenda a lidar com a raiva, sua e dos outros.
Gula e prazer são sentimentos diferentes.
Gula é o prazer imediatamente seguido de culpa.
Prazer é um sentimento cumulativo, que integra prazeres sensoriais, nutrição adequada, compartilhamento e gratidão.

Em vez de sentir-se no exílio de si mesma, conecte-se com a sensação de relaxamento e abundância – essa não é a última festa, o último sorvete. Vivemos numa era de abundância. Senti-la significa poder desfrutar da confiança crucial de que, assim que tivermos fome, teremos comida; não é preciso temer.

Elisabeth C. Wajnryt é Psicóloga Clínica, Psicanalista e Especialista em Transtornos da Alimentação. Introduziu no Brasil abordagens inovadoras para a Compulsão de Comer, o método Gottman para casais e o método Faber-Mazlish para relacionamento pais e filhos.Além de sua prática de consultório e como palestrante no Brasil, Estados Unidos e Israel, desenvolve pesquisas, lidera grupos e conduz workshops.elisabeth@felizes.netwww.felizes.net