Newsletter
Cadastre-se para receber ofertas e novidades exclusivas da Livraria Sêfer
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL
BEM-VINDO(A) AO NOSSO NOVO SITE
PRIMEIROS 1000 PEDIDOS REALIZADOS NESTE SITE RECEBERÃO BRINDE ESPECIAL



Simule seu frete:
Peça utilizada para receber e distribuir o vinho do cálice maior para os menores. Este conjunto tem oito copos pequenos e um maior, todos de de alumínio martelado e decorados com faixas de tonalidade prateada. Do ateliê israelense Yair Emanuel.
Quando um Iom Tov cai no Shabat, recita-se o Kidush para Iom Tov (ZEMIRÓM COMPLETO, pág. 115 ou 118).
Enche-se uma taça de vinho (ou suco de uva), suspende-se-a um pouco e recita-se:
Iom hashishi: Vaichulú hashamáyim vehaárets vechol tsevaám. Vaichal Elohim baiom hashevií melachtó asher assá, vayishbót baiom hashevií micol melachtó asher assá. Vaivárech Elohim et iom hashevií vaicadesh otó, ki vó shavat micol melachtó asher bará Elohim laassót.
Sexto dia: E assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército, e Deus terminou no sétimo dia toda a obra que fez e cessou de fazê-la no sétimo. E Deus abençoou o sétimo dia, e santificou-o, porque nele cessou toda Sua obra, que Deus criara para fazer.
Savri maranan, [Sefaradim: Todos respondem: Lecháyim!]
Com a permissão dos senhores! [Á vida!]
Baruch atá Adonai, Elohênu mélech haolam, borê perí
Ashkenazim: hagáfen. Sefaradim: haguêfen. (Todos: AMEN)
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, que criaste o fruto da videira.
Baruch atá Adonai, Elohênu mélech haolam, asher kideshánu bemitsvotáv verátsa vánu, veshabat codshó beahavá uv'ratsón hinchilánu, zicarón lemaasê vereshit, techilá lemicraê códesh, zécher litsiat Mitsráyim, [ashkenazim: ki vánu vachárta veotánu kidáshta micol haamim,] veshabat codshechá beahavá uv'ratsón hinchaltánu. Baruch atá Adonai, mecadesh hashabat. (Todos: AMEN)
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos quiseste, concedendo-nos com amor e agrado o Teu santo dia do Shabat, em recordação à obra da Criação, que é a primeira das datas santas, em memória da partida do Egito. [Porque Tu nos escolheste e nos santificaste dentre todos os povos,] e o Teu sagrado Shabat, com amor e agrado, nos deste de herança. Bendito sejas Tu, Eterno, que santificas o Shabat.
O oficiante bebe (sentado) mais da metade da taça e serve aos demais presentes.
Extraído do livro ZEMIRÓN COMPLETO
(1) A alegria na prática
A celebração do Shabat e do Iom Tóv e sua prática são dois conceitos essencialmente diferentes e, não raro, confundidos. Como vimos no capítulo 41, o Shabat é marcado pelo cessar de toda atividade criativa no mundo físico. Esta prática é simbólica. Sua função é nos conscientizar de que Deus é o Criador. É Ele quem dimensiona os objetivos da existência do universo. Este simbolismo e esta idéia constituem a própria essência do Shabat.
Mas este modo único de observância, embora absolutamente essencial ao conceito de Shabat segundo a Torá, não encerra toda a história. A Torá quer que nós desfrutemos da experiência de devotar todo um dia aos propósitos sagrados de Deus e por isto nos invoca a celebrar e honrar este dia de modo único.
(2) Como honrar o Shabat e o Iom Tov
Honramos a chegada do Shabat e das Festas da Torá mostrando que as vemos como santuários do corpo, da mente e do espírito. "São convocações para a santidade", diz a Torá. "Como expres-samos a santidade destes dias?" perguntam nossos rabinos. Sua resposta: "Com boa comida e vinho, roupas limpas, residências limpas e asseadas, uma imaculada toalha de mesa branca e muita luz." Já sabemos que ser santo, de acordo com a Torá, não significa ficar em estado de tristeza e melancolia, mas de júbilo, vivacidade e alegria. Santidade significa devoção e, se uma refeição festiva contribui com nosso sentimento de dedicação aos admiráveis objetivos da Torá, esta refeição será por si só um ato de santidade.
Além disso, as refeições festivas do Shabat e Moadím são sagradas porque ajudam a fortalecer as relações familiares. A esposa é honrada como rainha do lar, as crianças recebem a atenção que buscam e merecem ter, suas faces brilham com o calor da atmosfera e das palavras de Torá e canções de louvor. Refeições como estas cultivam as sementes de um produtivo futuro espiritual.
Existe um aspecto adicional segundo o qual podemos afirmar que comer e beber são atividades sagradas e não somente atos físicos, especialmente em relação aos Moadím. Quando convidamos outras pessoas a participarem de nossas refeições festivas, certamente estamos cumprindo uma Mitsvá. Se nossos convidados são pessoas carentes - não necessariamente no plano físico, mas necessitadas de apoio emocional, estímulo e companhia - estas refeições transformam nosso deleite de um ato de tomar em um ato de dar. Estamos proporcionando alegria a outras pessoas, e isto é sagrado aos olhos de Deus.
UMA PESSOA DIFERENTE
Mostramos que valorizamos o Shabat e os Moadím com nossa aparência e conduta. Um conhecido rabino de Israel relata que em seus tempos de calouro na Ieshivá de Mir, na Polônia, antes da guerra, estava convencido que o rabino que entrava na sinagoga a cada Shabat não era o mesmo que encontrava durante os dias da semana. O brilho do Shabat transformava sua tez, sua atitude, toda a sua personalidade e era difícil acreditar que se tratava da mesma pessoa.
HALACHÁ
* É mandamento rabínico acender velas no lar antes do início de cada Shabat e Moêd, incluindo Iom Kipúr. Este ato santifica os dias sagrados.
* Este privilégio e dever de acender as vela pertence primordialmente à dona da casa.
(3) Guardando nossas energias
A necessidade de não fazer Melachá (atividades produtivas, mesmo que sem esforço) no Shabat, tão intimamente relacionada com o significado conceitual desse dia, foi largamente discutida no capítulo 41. Uma proibição similar, embora não idêntica, com relação ao Iom Tóv foi examinada no capítulo anterior. Alguns tipos de atividade, no entanto, podem em teoria ser realizadas nestes dias, como por exemplo, mudar a mobília de um cômodo a outro da casa, o que de modo algum envolve o conceito de Melachá. Contudo, honramos o Shabat evitando impor-nos quaisquer esforços adicionais. A proibição de "trabalhar" no seu sentido mais usual, freqüentemente confundida com a proibição de fazer Melachá durante o Shabat, revela aqui seu significado verdadeiro. Apesar de certos tipos de atividades serem permitidos, como mudar móveis da casa de lugar, por exemplo, não devemos exaurir nossas energias no Shabat e Iom Tóv, mas reservá-las para as tarefas mentais e físicas destes dias.
Estas tarefas incluem participar do serviço Divino com a comunidade, ouvir as majestosas palavras da leitura da Torá, a retumbante voz dos profetas de Israel (veja capítulo 65/9). Isto inclui absorver o espírito do Shabat e dos Moadím com o estudo das porções relevantes de Torá, ao lado de nossas famílias e de outros membros da comunidade. Abordamos assuntos de Torá durante as refeições festivas, dando uma oportunidade a nossas crianças de repetirem o que aprenderam durante a semana. Nas comunidades religiosas, o Shabat certamente não é um dia ocioso. A mente e o espírito estão constantemente ocupados neste dia.
Nestas datas invocamos e fomentamos a paz de espírito e a alegria que herdamos da Torá.
(4) Kidush e Havdalá
Nossos Sábios nos disseram que não é suficiente recebermos o Shabat e o Iom Tóv em silêncio. É necessário reunir nossos amigos e familiares para proclamarmos com palavras a santidade e o propósito destes dias, na cerimônia chamada Kidush, ou santificação, quando declaremos nossa fidelidade a Deus, que nos escolheu como arautos dos Seus propósitos. Para adicionar solenidade ao Kidush, a declaração é feita pelo chefe da família sobre um cálice de vinho cheio até a borda, seguida por uma refeição festiva.
À conclusão do Shabat e do Iom Tóv, após o serviço noturno (Tefilá Arvít), tem lugar a cerimônia da Havdalá (separação entre o sagrado e o secular), quando pronunciamos uma bênção sobre um copo de vinho (ou outras bebidas Casher), não necessariamente se-guida de uma refeição. Segundo um costume antigo, adicionamos à bênção pronunciada sobre o vinho durante a Havdalá, uma bênção sobre fragrâncias (para "restaurar a alma" após a partida do Shabat) - veja capítulo 41/5, "Pacto de Bênçãos") - e outra bênção sobre uma nova chama, acesa especialmente para este propósito (como significado de uma nova entrada no mundo das atividades produtivas).
(5) Chol Hamoêd (dias intermediários das festas)
A Torá designa sete dias para Pêssach e oito dias para Sucót (somando seus sete dias com o dia de Sheminí Atséret), mas somente nos primeiros e últimos dias somos proibidos de fazer Melachót. Por um lado, os "dias intermediários" são sagrados, por serem parte integral destes Moadím; mas por outro, são "dias comuns", por não portarem a proibição de fazer Melachá. Daí receberem o nome de Chol Hamoêd - dias comuns pertinentes ao Moêd. Nossos Sábios decretaram que devemos torná-los mais parecidos ao Moêd do que aos dias comuns, evitando trabalhar durante estes dias. Nestes dias não devemos nos ocupar com grandes esforços físicos, exceto para impedir algum prejuízo de ordem financeira. Atividades que servem para dar mais brilho e sentido ao Moêd estão permitidas.
(6) Aspectos sociais
"Comerás, beberás e te jubilarás na cidade sagrada, onde repousa o Nome de Deus, e com isso aprenderás a reverenciar a Deus todos os teus dias."
Aos olhos da Torá, reverenciar a Deus está intimamente associado à alegria. Em nenhuma outra ocasião este princípio tem maior aplicação do que nos Moadím. Nossos lares e nossas comu-nidades estão em estado de júbilo. As pessoas ficam felizes ao alegrarem umas às outras Um ambiente de Torá assegura que este júbilo não é um ato de diversão egoísta, mas o desdobramento do ato de espalhar alegria.
"Onde repousa o Nome de Deus" refere-se aos locais onde a Torá é estudada em profundidade e sua sabedoria está ao dispor de todo aquele que a procura. No capítulo 64/4, abordaremos a influência benéfica do estudo da Torá em todos os níveis da comunidade. Os Moadím prestam-se a difundir o estudo da Torá em escala nacional. "A Israel foram dadas as festas sagradas para que possam comer, beber e ocuparem-se com o estudo da Torá." Num Estado regido pela Torá, o lapso de tempo ocupado pelos Moadím apresenta uma oportunidade para elevar o nível intelectual e espiritual da população. O enriquecimento espiritual que vem do estudo da Torá melhora a vida dos cidadãos.
Extraído do livro JUDAÍSMO PARA O SÉCULO 21
Nossos sábios chamam o Shabat de iessod haemuná, o verdadeiro “fundamento da nossa fé”.
Isso não é exagero, pois os mais elevados pensamentos, por meio dos quais o judaísmo enobreceu a mente humana, e os mais sublimes ideais pelos quais nosso povo luta por anos sem conta à custa de inúmeras vidas, estão centrados no Shabat.
A dignidade do trabalho
“Por seis dias trabalhareis e neles realizareis todas as vossas tarefas...”
A base para o Shabat é, portanto, o trabalho, dignificado por se constituir numa ordem Divina. O trabalho não é uma degradação, mas, sim, um sagrado direito de nascença de cada ser humano.
Quantos séculos, milênios talvez, foram necessários para que o mundo percebesse essa verdade fundamental!
Foi realmente um longo caminho, desde as concepções gregas e romanas de que o trabalho era algo degradante, resultando daí a absoluta falta de direitos para os que o realizavam, até atingirmos o status atual do trabalhador.
Quantos distúrbios sociais, quanta miséria, quantas guerras e revoluções e quanto derramamento de sangue poderiam ter sido evitados se o ideal bíblico da dignidade do trabalho fosse, desde o início, a base da ordem social.
A tradição judaica nos relata que Adão se reconciliou com seu destino somente quando lhe foi dito que deveria trabalhar.
O trabalho é realmente a prerrogativa do homem criativo que nasce gozando de liberdade.
“Grandioso é o trabalho”, dizem os nossos sábios, “porque enobrece a quem o faz.” (Tratado de Nedarim 49b)
Liberdade espiritual
Entretanto, o trabalho não é tudo. Ele pode tornar o homem um ser livre, mas o próprio homem pode se tornar escravo de seu trabalho.
O Talmud relata que, quando Deus criou os céus e a terra, eles começaram a se expandir de forma incessante, até que Ele lhes ordenou: “Basta!” (Tratado de Chaguigá 12a)
A ação criativa do Eterno foi seguida pelo Shabat, quando, deliberadamente, Ele cessou Sua atividade criativa. Isso, mais do que qualquer outra coisa, mostra-nos Deus como o Criador e o Soberano do mundo, que o controla com total liberdade e estabelece limites para a Criação que Ele materializou de acordo unicamente com Sua vontade – um Criador com Seu próprio propósito.
Portanto, não foi a “atividade”, mas a “cessação de atividade”, o que Ele escolheu como o sinal de Sua absoluta liberdade na Criação do mundo.
É pela cessação de atividade a cada Shabat, de acordo à forma prescrita pela Torá, que o judeu presta testemunho do poder criativo do Eterno.
É assim, também, que cada judeu revela a verdadeira grandeza do ser humano. As estrelas e os planetas, tendo iniciado seu eterno movimento pelo Universo, continuam fazendo-o cegamente, conduzidos pela lei de causa e efeito. Já o homem, por um ato de fé, pode impor um limite a seu labor, de modo que não se degenere para uma labuta sem qualquer propósito.
Ao guardar o Shabat, o judeu se torna, como dizem os nossos sábios, domê le-Iotsrô – “semelhante ao seu Criador”. Como o Eterno, ele é senhor de sua obra, não seu escravo.
O homem é, de fato, superior a outras criaturas; entretanto, ele o é somente se, conscientemente, coopera com o plano do Eterno para o Universo, fazendo uso de sua liberdade para servir a Deus e a seus semelhantes. Então, ele se torna, como dizem os nossos sábios, “sócio do Eterno, na obra da Criação” (Tratado de Shabat 10a).
Ao mesmo tempo, porém, a própria liberdade do ser humano pode conduzi-lo à sua queda. Seu domínio sobre a natureza, que o capacita a controlá-la e dirigi-la, a domar sua energia, moldá-la e adaptá-la a seus desejos – esses mesmos poderes podem, de uma maneira fatal, fazer com que ele se considere um criador que não tem de prestar contas a ninguém mais elevado que ele.
Em nossa época, temos visto o que acontece ao mundo e à humanidade quando essa idéia prevalece.
Eis, porém, que nesse ponto vem o Shabat para resgatar o ser humano. Como veremos com mais detalhes mais adiante, talvez nisso esteja o aspecto mais relevante da observância do Shabat.
Podemos nos aperceber e reconhecer na harmonia do Universo a verdade básica de sua criação Divina. Entretanto, para a maioria dos seres humanos, o que isso significa? Na verdade, muito pouco. Mas aqui, como sempre em relação à Torá, não bastam meras teorias; é necessária a prática das ações, ou seja, a conseqüência prática desse reconhecimento. Só dessa forma a doutrina torna-se algo significativo. “Para viver no mundo por Ele criado como Suas criaturas, devemos usar todas as capacidades humanas a Seu serviço.” Só assim será justificada nossa existência e, ao mesmo tempo, estará assegurado nosso próprio bem-estar e o de toda a raça humana.
As leis do Shabat nos provêm as considerações práticas necessárias para manter esse princípio destacado em nossas mentes. Nesse dia nos abstemos do exercício de nossos poderes humanos característicos, de produzir e criar no mundo material. Com essa inatividade, depomos esses poderes aos pés do Eterno como uma homenagem Àquele que a nós os concedeu.
Essa idéia básica sobre o Shabat será desenvolvida de forma mais ampla nos próximos capítulos. Entretanto, se apurarmos nossos ouvidos, poderemos mesmo agora perceber o que o Shabat está tentando nos dizer. De fato, ele proclama a cada semana a mesma coisa que O Eterno disse ao primeiro ser humano:
“Fui Eu que te coloquei nesse mundo, que é Meu; para ti criei tudo isso. Que tua mente atente para isso, para que não venhas corromper e destruir Meu universo.” (Midrash Rabá, Eclesiastes 7:9)
Eis aqui a pura essência do Shabat. O mesmo ato que proclama a liberdade do homem declara também sua submissão ao Eterno. Usar todos os nossos poderes a serviço de Deus – eis a maior de todas as demonstrações de liberdade.
O Shabat e a vida
Outra bênção flui do Shabat – a bênção da menuchá (repouso). Mas menuchá é muito mais do que apenas repouso físico. É uma atitude da mente, um estado de espírito, induzido pela experiência em que se constitui o Shabat, com todos os seus componentes. Um deles é a alegria de se sentir libertado das pressões provocadas pelas demandas do dia a dia, pois, além da escravização ao trabalho, nossa civilização nos prende aos automóveis, ônibus, telefones, televisões, cinemas, computadores – enfim, a toda a indústria mecânica de entretenimento.
Se não pararmos para refletir sobre isso, quase todos nós não perceberemos a perda de energia vital que a carga de todas essas coisas provoca. Não perceberemos a dimensão de nossa escravização.
Basta um exemplo: quantos de nós conseguiriam ficar num ambiente com um telefone tocando sem o atender? O apelo é irresistível; sabemos que, mais cedo ou mais tarde, “deveremos” responder ao chamado. No Shabat, essa obrigação não existe.
O relaxamento, o alívio de espírito que um verdadeiro Shabat judaico traz, precisa ser experimentado para que se possa compreender sua verdadeira dimensão.
O espírito de menuchá tem sua mais positiva expressão nas refeições do Shabat, na quais a felicidade de estar junto com a família e os amigos, a satisfação com os alimentos especialmente preparados, a alegria das canções em louvor do Eterno e do Shabat combinam-se para proporcionar uma experiência única. Nessa atmosfera de Shabat, torna-se fácil sentir a proximidade do Eterno e encarar a vida sem preocupações nem mágoas, ante a certeza de que estamos todos sob Seus cuidados.
Com o corpo refrescado e a tensão nervosa relaxada, a mente é estimulada, por sua vez, a buscar um contato mais próximo com o Eterno por meio do estudo da Torá – não como um passatempo intelectual, mas como o pleno reconhecimento de que esta é a única fonte da verdade e do sentido da vida para um judeu.
Se fizermos dessa atividade espiritual o conteúdo positivo das horas de lazer do Shabat, nós nos sentiremos em seu término, sob todos os aspectos, melhor preparados para as tarefas da semana que vai começar, ou seja, estaremos efetivamente melhor preparados para a tarefa de viver.
As bênçãos do Shabat não se limitam ao que trazem a cada um individualmente. Depois de ajudar o judeu a se encontrar, o Shabat o ajuda a encontrar o seu próximo. Um dos motivos básicos apresentados na Torá para o mandamento referente ao Shabat é:
“... que também teu servo e tua serva possam repousar tão bem como tu mesmo.” (Deuteronômio 5:14)
O patrão como o empregado; o servo como o senhor!
Pode alguém, nos dias de hoje, perceber o que essa equalização deve ter significado numa época em que o servo nada mais era do que uma ferramenta animada, que podia ser quebrada ou destruída conforme o desejo de seu senhor?
No Shabat, os dois se encontravam como iguais, como seres humanos livres. O Shabat restituía ao servo sua dignidade humana.
E a liberdade e o descanso do Shabat deviam ser aplicados também ao “estrangeiro que está dentro de teus portões”. Dessa forma foi estabelecida a fundação para a fraternidade humana.
Na realidade, como veremos, até o gado não era excluído das bênçãos Divinas do descanso sabático. Nem mesmo ao animal poderia ser negada a dignidade devida a uma criatura do Eterno.
“Tu... e teu boi, teu asno e todos os teus animais.” (Deuteronômio 5:14)
O Shabat é, portanto, um protesto Divino, repetido a cada semana, contra a escravidão e a opressão.
Ao erguer seu cálice de vinho no Kidush, nas noites de sexta-feira, o judeu une a Criação do mundo à liberdade do ser humano, declarando que escravidão e opressão são pecados mortais contra as próprias fundações do Universo.
Poderia alguém se sentir surpreso ao saber que os tiranos de todas as épocas não permitiam que Israel celebrasse o Shabat?
Aspirações espirituais
Vimos que o Shabat é a raiz de todo progresso espiritual e social e que está conectado com os mais elevados pensamentos e aspirações do homem: Deus, a dignidade da alma humana, a liberdade, a igualdade entre todos os homens e a supremacia do espírito sobre a matéria.
Não nos admira, portanto, que os profetas de Israel considerassem o Shabat como o símbolo do que é moralmente bom e nobre.
“Feliz é o homem que faz isto, e o filho do homem que a isto se apega:
guarda o Shabat e se abstém de profaná-lo – e guarda sua mão de praticar qualquer mal.” (Isaías 56:2)
A mesma idéia de identificar o Shabat com as mais altas aspirações na terra é expressa por Neemias (9:13):
“Desceste sobre o monte Sinai e com eles falaste dos céus, concedendo-lhes julgamentos corretos, leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos – e deste-lhes a conhecer Teu sagrado Shabat.”
Nossos sábios, com seu dom de compor epigramas, deram expressão ao fato de o Shabat conter a soma e a substância da vida judaica por meio de uma frase: “Se o Eterno não nos tivesse trazido ao monte Sinai e nos tivesse dado somente o Shabat, isso já teria sido o bastante” (Hagadá de Pêssach). Realmente, isso teria sido suficiente porque o Shabat sintetiza a totalidade do judaísmo.
Extraído de O QUE É RESPEITAR O SHABAT?
Cadastre-se para receber ofertas e novidades exclusivas da Livraria Sêfer