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A Guerra de Narrativas

R$ 65,00
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Autor(es): Major Rafael Rozenszajn
SKU: 146576
Páginas: 160
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Obra importantíssima que expõe os bastidores da guerra midiática travada no conflito entre Israel e Hamas e revela como a desinformação se tornou uma arma tão poderosa quanto um míssil. Mais do que entender esse conflito, você vai descobrir como a manipulação da verdade pode afetar democracias, influenciar políticas públicas e ameaçar a liberdade - inclusive a sua. Com prefácio de André Mendonça, Ministro do STF. Baixe a degustação e comprove!
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A Guerra de Narrativas

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A Guerra de Narrativas

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Uma guerra em que a verdade virou munição - e a sua opinião, o campo de batalha.

No dia 7 de outubro de 2023, Israel enfrentou o pior massacre de civis judeus desde o Holocausto. O ataque brutal do Hamas marcou não apenas o início de uma guerra sangrenta, mas também de uma nova e silenciosa frente de combate: a batalha pela narrativa.

Enquanto mísseis cruzavam os céus do Oriente Médio, outra guerra ganhava força ― nas redes sociais, nos jornais, nas universidades e nos algoritmos. Vídeos fora de contexto, notícias manipuladas, contas falsas e slogans distorcidos passaram a moldar a percepção global sobre o conflito. E, com isso, surgiram consequências reais: o colapso da legitimidade internacional de Israel, uma explosão de antissemitismo ao redor do mundo - especialmente no Brasil - e a ascensão de grupos terroristas ao status de “fontes confiáveis” de informação.

Neste livro direto, urgente e necessário, o Major Rafael Rozenszajn, oficial das Forças de Defesa de Israel e porta-voz para a mídia em língua portuguesa, expõe os bastidores da guerra midiática e revela como a desinformação se tornou uma arma tão poderosa quanto um míssil.

Mais do que entender o conflito entre Israel e Hamas, você vai descobrir como a manipulação da verdade pode afetar democracias, influenciar políticas públicas e ameaçar a liberdade - inclusive a sua.

Agradecimentos
Prefácio
Apresentação
Introdução 
A Faixa de Gaza antes de 7 de outubro de 2023  
O que foi o ataque de 7 de outubro?  
O comunicado mais difícil de todos  
Primeiro porta-voz das FDI em português  
Quais foram as falhas que possibilitaram o 7 de outubro?  
Quais são os objetivos da operação militar de Israel? 
É possível acabar com o Hamas?  
O que torna essa guerra um dos conflitos mais complexos da história das guerras modernas?  
Qual é a verdadeira causa das baixas civis palestinas?  
Quais são os protocolos das FDI para evitar danos à população civil de Gaza?  
Por que o Hamas não pode continuar controlando a Faixa de Gaza?  
O que Israel fez para facilitar o fornecimento de ajuda humanitária para Gaza? 
A resposta de Israel aos ataques do Hamas é proporcional?  
As ações de Israel contra o Hamas equivalem a uma punição coletiva da população civil?  
As restrições de Israel sobre Gaza antes do 7 de outubro são justificadas?  
O Hamas é "um movimento de resistência"?  
Como explicar as críticas contundentes da ONU e suas organizações sobre Israel?  
Existem provas da participação ativa de funcionários da UNRWA no massacre de 7 de outubro?  
Qual o papel do Irã na guerra? 
Israel comete atos de genocídio em Gaza? 
As FDI atuam de acordo com as normas do Direito Internacional? 
Israel utiliza fósforo branco em suas operações, em violação ao Direito Internacional?  
O Estado de Israel é um Estado de apartheid?  
Um final confiante 
Epílogo  
Posfácio  
Agradecimentos aos apoiadores 

INTRODUÇÃO


O dia 7 de outubro de 2023 foi um dos mais traumáticos da história do Estado de Israel. Um dos dias mais difíceis da história do povo judeu. Em um massacre terrorista sem precedentes, a organização terrorista Hamas atacou Israel a partir da Faixa de Gaza, causando o maior número de vítimas judias em um único dia desde o Holocausto.

O ataque foi realizado por milhares de terroristas, principalmente contra alvos civis nas comunidades ao redor de Gaza. Durante a ação, ocorreram massacres, estupros, profanações de cadáveres, assassinatos de civis, sequestros de crianças, jovens e idosos, saques a propriedades, além de outros crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O Estado de Israel hoje é muito diferente do que era até 7 de outubro de 2023, data em que eclodiu a guerra denominada ?Espadas de Ferro?. Na verdade, o Oriente Médio não é mais o mesmo. Talvez nunca mais seja como era. A guerra acarretou transformações fundamentais na região, tanto no contexto do conflito entre Israel e grupos terroristas liderados pelo Hamas na Faixa de Gaza, foco e fonte do conflito atual, quanto no contexto mais amplo das intricadas vinculações de Israel com outros países da região.

Esse efeito levou a resultados difíceis de prever antes de outubro de 2023, e mesmo durante a guerra, que começou como o conflito mais intenso e mortal entre Israel e grupos terroristas já ocorrido na Faixa de Gaza. A situação evoluiu para um conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano, durante o qual a organização terrorista sofreu um golpe fatal (principalmente a eliminação da maior parte de sua liderança), levantando questões sobre sua futura capacidade de influência no Líbano; expandiu-se para um confronto direto no Iêmen com os Houthis (grupo rebelde xiita baseado no norte do Iêmen, apoiado política e militarmente pelo Irã), que lançaram centenas de misseis balísticos e drones contra o território israelense, levando a uma dura resposta de Israel; tornou-se o primeiro conflito direto entre Israel e o Irã com impactos significativos no programa nuclear iraniano e no arsenal de mísseis balísticos do regime; e levou à queda do regime de Assad na Síria, o que desferiu um duro golpe no campo de resistência liderado pelo Irã.
Embora as transformações em Israel e no Oriente Médio, provocadas pelo ataque de 7 de outubro e suas consequências, sejam assombrosas, e por si só dignas de uma obra, este livro não aspira tratar desse assunto.

O livro trata de outra frente dessa guerra: a desinformação que se espalhou rapidamente nas redes sociais, na mídia e nas universidades. A guerra de narrativas.

Informações falsas são difundidas tanto por pessoas hostis quanto por inocentes que compartilham conteúdos incorretos sem verificar sua veracidade; vídeos e imagens são compartilhados de forma tendenciosa e incompleta, para criar narrativas enganosas; contas falsas em redes sociais são criadas para espalhar informações mentirosas sem responsabilidade legal, criando uma impressão insidiosa dos acontecimentos; ataques cibernéticos são utilizados para ampliar a rede de alcance de informações mentirosas; e grupos terroristas passam a ser considerados fontes legítimas de informação.

A guerra midiática, na qual a desinformação é um fator fundamental, passou a ter um valor quase tão importante quanto a guerra militar e pode afetar a capacidade de vitória nos combates operacionais na mesma proporção que as próprias batalhas.

Além de afetar a opinião pública, a guerra midiática tem a capacidade de lesionar o apoio internacional necessário para manter a legitimidade do conflito, uma vez que, em um mundo onde a informação se espalha rapidamente, aqueles que controlam a narrativa podem obter vantagem significativa.

A desinformação pode também impactar o antissemitismo. Após a eclosão da sangrenta guerra e o uso estratégico dos meios de comunicação para influenciar a opinião pública de forma negativa sobre a atuação de Israel no conflito armado (com acusações de genocídio, desproporcionalidade e mais), uma onda de antissemitismo se espalhou ao redor do mundo.

Um relatório do Ministério da Diáspora de Israel, publicado alguns meses após o massacre, indica dados assustadores sobre o aumento do antissemitismo no mundo. Para surpresa de muitos, o Brasil apresentou o crescimento mais acentuado de casos de antissemitismo, com uma alta de 961% nos incidentes antissemitas nos dois primeiros meses após o início da guerra (467 incidentes antissemitas, em comparação com 44 casos no mesmo período do ano anterior).

De acordo com um relatório elaborado pela Organização Sionista Mundial em conjunto com a Agência Judaica em janeiro de 2025, o antissemitismo está desenfreado, com um aumento acentuado de 340% nos incidentes antissemitas em todo o mundo em 2024, em comparação com 2022. No Brasil, segundo relatório da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), os casos de antissemitismo cresceram 350% nesse período. São Paulo lidera com 864 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro (239), Rio Grande do Sul (92) e Minas Gerais (66).

O relatório analisa as principais tendências do antissemitismo no mundo e faz uma comparação entre 2022 e 2024. A escolha de 2022 como ano de referência metodológica deve-se ao fato de ser um ano sem eventos excepcionais, em contraste com 2023, que foi extremamente afetado pelo massacre de 7 de outubro e suas consequências. O ano de 2024 apresentou um recorde de incidentes antissemitas na maioria dos países pesquisados.

Ao contrário da guerra militar, em que armas físicas são usadas para alcançar os objetivos operacionais e estratégicos, e soldados são os protagonistas fundamentais, na guerra midiática as armas são notícias espalhadas em plataformas de informação; soldados são substituídos por algoritmos; e objetivos operacionais passam a ser o controle da narrativa pública, isto é, como as pessoas compreendem a guerra, quem está "certo" e quem é "culpado".

O maior desafio para Israel na guerra midiática é a assimetria existente entre grupos terroristas, liderados pelo Hamas, que não têm nenhum compromisso com a verdade, e o Estado de Israel, que está rigorosamente determinado a relatar somente a verdade. Enquanto grupos terroristas ignoram os fatos e a realidade para promover seus objetivos abomináveis, o Estado de Israel tem como obrigação moral e legal se manter fiel à verdade, por ser um país democrático com instituições legais que exigem transparência e credibilidade.

Este livro, portanto, tem como objetivo esclarecer - de forma transparente e acessível - as perguntas frequentes, mesmo aparentemente capciosas, sobre a atuação das Forças de Defesa de Israel no conflito.

Por mais de 17 anos, atuei nas Forças de Defesa de Israel, em diversos cargos no Ministério Público Militar. Fui promotor militar, assessor jurídico da Marinha e do Comando Central, e em meu último cargo, desde o início da guerra, após o massacre de 7 de outubro, atuei como porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) para a mídia de língua portuguesa. Fui entrevistado centenas de vezes pela mídia brasileira e portuguesa e acompanhei muitas delegações em Israel.

Como o primeiro porta-voz das FDI para o público de língua portuguesa, apresento aqui uma oportunidade incrível aos leitores, talvez pela primeira vez, de encontrar respostas para as frequentes perguntas e alegações sobre a atuação das Forças de Defesa de Israel durante a guerra. 

O Major Rafael Rozenszajn é brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, tem 41 anos e mudou-se para Israel há 20 anos. Militar e advogado, Rozenszajn assumiu a função de porta-voz do Exército de Defesa de Israel com um objetivo: levar ao Brasil as informações sobre a guerra.

Ele atuou por mais de 17 anos nas Forças de Defesa de Israel (FDI), ocupando posições-chave no Ministério Público Militar. É formado e pós-graduado em Direito pela Universidade de Tel Aviv e pela Northwestern University, em Chicago. Ao longo de sua carreira, serviu como promotor militar e assessor jurídico da Marinha e do Comando Central das FDI.

Com o início da guerra deflagrada pelo massacre de 7 de outubro de 2023, Rozenszajn tornou-se o primeiro porta-voz oficial das FDI para a mídia de língua portuguesa, sendo entrevistado por diversos veículos brasileiros e portugueses, além de acompanhar delegações internacionais em visitas ao Estado de Israel.

A partir de uma experiência única que combina conhecimento jurídico, atuação militar e comunicação estratégica, Rozenszajn oferece neste livro um testemunho rigorosamente fundamentado, que confronta as narrativas simplificadas e desinformadas que passaram a dominar o debate internacional.

Este livro nasce, assim, como um instrumento de esclarecimento e resistência a narrativas enganosas. Nele, o autor compartilha uma perspectiva rara - simultaneamente vivencial, jurídica e estratégica -, voltada a leitores comprometidos com uma análise séria, ética e responsável da realidade contemporânea.

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