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Sefer Zemaním 1 - Mishnê Torá (4)

R$ 80,00
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Autor(es): Maimônides
SKU: 146041
Páginas: 116

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A primeira parte do terceiro livro, Sefer Zemanim ("Livro das datas"), meticulosamente traduzida e acrescida de milhares de notas explicativas e fontes de referência, com o intuito se possibilitar aos leitores de língua portuguesa acesso a essa magnífica obra e proporcionar maior facilidade a todos aqueles que aderiram ao estudo diário do Rambam.
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Sefer Zemaním 1 - Mishnê Torá (4)

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A primeira parte do terceiro livro é o Sefer Zemanim ("Livro das datas"), meticulosamente traduzida e acrescida de milhares de notas explicativas e fontes de referência, com o intuito se possibilitar aos leitores de língua portuguesa acesso a essa magnífica obra e proporcionar maior facilidade a todos aqueles que aderiram ao estudo diário do Rambam. 

O nome desse livro é Zemanim - Datas - já que assim são chamadas as festas judaicas nas orações e no Kidush Yom Tov.

Esta obra trata das seguintes leis:

Hilchót Shabat - Leis do Shabat;
Hilchót Eruvín - Leis de Eruvín;
Hilchót Shevitár Assór - Leis de descanso do décimo dia.

*

Mishnê Torá é uma coleção de livros escrita pelo grande legislador e filósofo mediavel Maimônides, também conhecido como Rambam ou Rabi Moshe ben Maimon. É uma compilação de todas as opiniões existentes (até o momento em que foi escrito) sobre a halachá (lei judaica), a partir das discussões do Talmud e dos sábios porteriores. A obra foi escrita em hebraico e é conhecida também como "Iad Hachazacá" ("mão forte"), pois a palavra "iad" tem o valor numérico de 14 e essa coleção tem 14 volumes.

O livro traz tanto o texto original em hebraico como a tradução para o português e é apresentado numa versão belíssima em capa dura e edição de luxo (formato 19,5 x 25,5 cm).

Partes do Mishnê Torá:
1. Sêfer Hamadá - livro do conhecimento, sobre os conhecimentos básicos da Torá. (composto pelos volumes 1 e 2 desta coleção)
2. Sêfer Ahavá - livro do amor, sobre as leis referentes à obrigação de amar a Deus.
3. Sefer Zemanim - livro dos tempos, sobre as festividades judaicas.
4. Sêfer Nashim - livro das mulheres, sobre as leis de casamento.
5. Sêfer Kedushá - livro da santidade, sobre os mandamentos que diferenciam Israel das outras nações (referentes a alimentação e relações proibidas)
6. Sêfer Haflaá - livro da separação, sobre promessas e juramentos.
7. Sêfer Zeraim - livro das sementes, sobre as leis agrícolas de Israel.
8. Sêfer Haavodá - livro do serviço divino, sobre o trabalho no Templo e as oferendas comunitárias.
9. Sefer Hakorbanot - livros dos sacrifícios, sobre as oferendas individuais.
10. Sefer Tahará - livro da pureza, sobre a pureza ritual.
11. Sefer Nezikim - livro dos danos, sobre direito penal.
12. Sefer Kinian - livro da aquisição, sobre leis de compra e venda.
13. Sefer Mishpatim - livro dos juízos, sobre direito civil.
14. Sefer Shofetim - livro dos juízes, sobre os deveres e as vantagens do magistrado, do Sanhedrin e dos reis.

Veja também:
Guia dos Perplexos - Obra Completa

índice 

Sefer Mishnê Torá

Sefer Zemaním

Hilchót Shabat

Hilchót Eiruvín 309

Hilchót Shevitát Assór 378

Maimônides
No ano de 1166, aos 31 anos, desembarca em Alexandria, no Egito, Moisés, filho de Rabi Maimon, o homem que viria a ser conhecido como o "Moisés do Egito" e respeitado pelo mundo todo como uma das mais relevantes figuras do pensamento judeu. 

"De Moisés a Moisés não houve outro igual a Moisés": é assim que os estudiosos costumam se referir a este grande sábio, cujo legado foi decisivo para a manutenção da convicção judaica e da união do povo judeu no século XII. Sua glória se estendeu aos círculos não judeus, e nos meios eruditos de Bagdá ele passou a ser considerado como um dos mais eminentes homens da época. Maimônides foi o responsável, entre outros feitos, pela subordinação do valor moral ao valor teórico e pela análise contemplativa abstrata como objetivo final, em vez do julgamento concreto dos atos, se bem que a introdução da inteligência no espírito religioso já houveste aparecido na época tanáica e que o valor religioso da compreensão talmúdica já fosse conhecido pelo povo há muito tempo. A superioridade da contemplação sobre o rito e a moral constitui o pilar central do seu pensamento e, embora o Talmud ensine que não são as pesquisas e sim o fato o que importa, Maimônides insiste nas pesquisas porque tem a profunda convicção de que o amor de Deus é tanto maior quanto mais desenvolvida e aperfeiçoada for nossa inteligência. 

Talmudista, codificador da Bíblia, filósofo, místico, matemático, médico e dono de um talento literário ímpar, ele viria a transformar a comunidade judaica do Egito, traria uma nova ordem para os judeus do mundo e se tornaria o único pensador da Idade Média cujas teorias exerceram influência significativa sobre filósofos e teólogos cristãos e muçulmanos de sua época, além de seus contemporâneos judeus. Sua obra foi também frequentemente citada por figuras como Tomas de Aquino; Alberto, o Grande; Roger Bacon; Inácio de Loyola; Alexandre de Halle; Nicolas de Coves, Leibniz, Baruch de Espinoza e muitos outros. 

Homem de personalidade densa e complexa, Maimônides estabeleceu para si mesmo uma conduta estrita, mas soube simplificar o que desejava transmitir de forma tal que seus leitores pudessem compreendê-lo facilmente. Fanático pela brevidade, preocupou-se sempre em construir parágrafos claros, sem nenhum interesse em engrandecer seus pensamentos nem glorificá-los com uma retórica exagerada. São suas estas palavras: "Se me fosse possível resumir o Talmud inteiro numa frase, eu não quereria fazê-lo em duas". Enquanto algumas de suas obras são bastante eruditas, outras são escritas de maneira muito fácil e são de compreensão extremamente simples. Quando interpelado sobre o porquê da diferença entre uma obra e outra, respondeu: "O pão e o leite são para as crianças, e a carne e o vinho são para os adultos". Fiel a esta filosofia, Maimônides conduz seu aluno, o leitor, fazendo-o crescer em suas mãos, e levando-o a passar primeiramente por vários estágios de "pão e leite", para que ele possa chegar a compreender e a apreciar "a carne e o vinho" da metafísica, a ciência superior que abriu seus olhos para os caminhos que percorreu em busca da sua verdade. 

Ele acredita que todos os homens devotos, sem exceção, homens que vivam de acordo com a virtude, sigam os mandamentos bíblicos e mantenham sempre a boa conduta serão recompensados no mundo vindouro, independentemente de seu credo ou religião. Respeita e tem amigos no mundo islâmico, e costuma afirmar que a doutrina crista não tem nenhuma contradição com o judaísmo, pois ela também reconhece a força e a necessidade dos mandamentos e da moral bíblica, e que seus adeptos, se quiserem aprofundar-se no estudo contemplativo dos textos, descobrirão a verdade.

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