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Mishné Torá - Livro da Sabedoria

Autor(es): Maimônides
SKU: 97
Páginas: 302

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Mishné Torá - Livro da Sabedoria

R$ 46,00

Mishné Torá - Livro da Sabedoria

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Maimônides (Moshe ben Maimon) (1135-1204), também conhecido como Rambam, era filósofo, médico, mestre da literatura rabínica e uma das pessoas mais ilustradas do povo judeu em todos os tempos.
Nasceu em Córdoba, na Espanha, de eminente família judaica, recebendo a primeira formação de seu ilustrado pai. Quando Córdoba foi tomada pelos almohadas em 1148 e a posição dos judeus passou a ser intolerável, a família imigrou primeiramente ao Marrocos, mais tarde, por breve período, para a Palestina, a Terra de Israel, e, finalmente, para o Egito.
Maimônides por fim se estabeleceu em Fostad, um subúrbio do Cairo, onde alcançou a posição de Naguid, um líder autorizado da comunidade judaica egípcia, e se tornou médico da corte de Saladino.
Sua mais importante obra no campo rabínico foi MISHNÉ TORÁ, um livro de códigos de leis condensado da jurisprudência judaica, escrito em um hebraico elegante e conciso, organizado em quatorze volumes, e que oferece uma apresentação sistemática de todo o conteúdo da tradição judaica.
A MISHNÉ TORÁ assegurou para Maimônides uma posição de comando na jurisprudência da lei rabínica e representa um dos principais livros de códigos autorizados.
Segundo o próprio Maimônides, a MISHNÉ TORÁ foi escrita com o objetivo de esclarecer o que é proibido ou permitido, impuro ou puro, e as demais normas da Torá, utilizando-se para isso de uma linguagem clara e um texto resumido. Desse modo, as normas e preceitos toraicos seriam acessíveis a todos, excluindo a necessidade de qualquer outro livro para a definição das Leis do Povo de Israel e servindo, enfim, de compêndio da lei Oral em sua íntegra, com suas ordenações, costumes e decretos.

Este livro apresenta a primeira parte do primeiro volume da Mishné Torá.
Maimônides
No ano de 1166, aos 31 anos, desembarca em Alexandria, no Egito, Moisés, filho de Rabi Maimon, o homem que viria a ser conhecido como o "Moisés do Egito" e respeitado pelo mundo todo como uma das mais relevantes figuras do pensamento judeu. 

"De Moisés a Moisés não houve outro igual a Moisés": é assim que os estudiosos costumam se referir a este grande sábio, cujo legado foi decisivo para a manutenção da convicção judaica e da união do povo judeu no século XII. Sua glória se estendeu aos círculos não judeus, e nos meios eruditos de Bagdá ele passou a ser considerado como um dos mais eminentes homens da época. Maimônides foi o responsável, entre outros feitos, pela subordinação do valor moral ao valor teórico e pela análise contemplativa abstrata como objetivo final, em vez do julgamento concreto dos atos, se bem que a introdução da inteligência no espírito religioso já houveste aparecido na época tanáica e que o valor religioso da compreensão talmúdica já fosse conhecido pelo povo há muito tempo. A superioridade da contemplação sobre o rito e a moral constitui o pilar central do seu pensamento e, embora o Talmud ensine que não são as pesquisas e sim o fato o que importa, Maimônides insiste nas pesquisas porque tem a profunda convicção de que o amor de Deus é tanto maior quanto mais desenvolvida e aperfeiçoada for nossa inteligência. 

Talmudista, codificador da Bíblia, filósofo, místico, matemático, médico e dono de um talento literário ímpar, ele viria a transformar a comunidade judaica do Egito, traria uma nova ordem para os judeus do mundo e se tornaria o único pensador da Idade Média cujas teorias exerceram influência significativa sobre filósofos e teólogos cristãos e muçulmanos de sua época, além de seus contemporâneos judeus. Sua obra foi também frequentemente citada por figuras como Tomas de Aquino; Alberto, o Grande; Roger Bacon; Inácio de Loyola; Alexandre de Halle; Nicolas de Coves, Leibniz, Baruch de Espinoza e muitos outros. 

Homem de personalidade densa e complexa, Maimônides estabeleceu para si mesmo uma conduta estrita, mas soube simplificar o que desejava transmitir de forma tal que seus leitores pudessem compreendê-lo facilmente. Fanático pela brevidade, preocupou-se sempre em construir parágrafos claros, sem nenhum interesse em engrandecer seus pensamentos nem glorificá-los com uma retórica exagerada. São suas estas palavras: "Se me fosse possível resumir o Talmud inteiro numa frase, eu não quereria fazê-lo em duas". Enquanto algumas de suas obras são bastante eruditas, outras são escritas de maneira muito fácil e são de compreensão extremamente simples. Quando interpelado sobre o porquê da diferença entre uma obra e outra, respondeu: "O pão e o leite são para as crianças, e a carne e o vinho são para os adultos". Fiel a esta filosofia, Maimônides conduz seu aluno, o leitor, fazendo-o crescer em suas mãos, e levando-o a passar primeiramente por vários estágios de "pão e leite", para que ele possa chegar a compreender e a apreciar "a carne e o vinho" da metafísica, a ciência superior que abriu seus olhos para os caminhos que percorreu em busca da sua verdade. 

Ele acredita que todos os homens devotos, sem exceção, homens que vivam de acordo com a virtude, sigam os mandamentos bíblicos e mantenham sempre a boa conduta serão recompensados no mundo vindouro, independentemente de seu credo ou religião. Respeita e tem amigos no mundo islâmico, e costuma afirmar que a doutrina crista não tem nenhuma contradição com o judaísmo, pois ela também reconhece a força e a necessidade dos mandamentos e da moral bíblica, e que seus adeptos, se quiserem aprofundar-se no estudo contemplativo dos textos, descobrirão a verdade.