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Kipá de crochê preta feita à mão com a frase "Na Nach Nachma Nachman Meuman", associada ao Rebe Nachman de Breslav, líder do movimento chassídico Breslav, bordada em prateado.
Esta frase é uma canção sagrada que simboliza fé e crença em Deus, e é considerada uma poderosa expressão de oração e arrependimento.
Mede 14 cm de diâmetro.
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Quem foi o Rebe Nachman de Breslav?
O Rebe Nachman nasceu no ano de 5572 (1772) em Medzhybizh, uma pequena cidade na Ucrânia medieval - naquela época parte do reinado do Czar russo. Era filho de Simcha e Feige, que por sua vez era neta do Rabi Israel Baal Shem Tov, fundador do movimento chassídico, e filha de Odel, a filha predileta do Baal Shem Tov, que herdou a casa dele e futuramente legou-a a sua filha Feige. O Rabi Nachman nasceu e cresceu enraizado profundamente no movimento chassídico. Seu nome foi dado em homenagem a seu avô paterno, Rebe Nachman de Horendique, discípulo e homem de confiança do Rabi Israel Baal Shem Tov.
O Rebe Nachman continuou à sua maneira o trajeto do seu grande bisavô - ele mesmo afirmou ter descoberto e revelado um novo caminho, ligado a seu tempo e aos acontecimentos mundiais e pessoais envolvidos nele. Na sua trajetória, sem dúvida os trezes contos de tempos antigos que contou apresentam um novo modo de estudo de elementos cabalísticos. Temas e acontecimentos diversos foram reunidos e se transformaram de forma genial em histórias, com personagens e aventuras complexas. Além desses contos, o Rebe Nachman escreveu centenas de artigos, contos e diálogos, alguns dos quais publicados em livros e outros apenas transmitidos oralmente, de pai para filho.
Ele faleceu muito jovem, aos 38 anos, no ano 5571 (1800), e foi enterrado na cidade de Uman, na Ucrânia. Seu túmulo foi frequentado desde sua morte até hoje e é atualmente o maior ponto turístico do país. Isso porque, para além da inspiração vivenciada ali, o Rebe Nachman fez uma promessa, meses antes de falecer, de que daria benefícios eternos a quem frequentasse o seu túmulo e lesse os dez Salmos (16-32-41-42-59-77-90-105-137-150), chamados de Tikun Haklali (Remédio Geral para Retificação da Alma).
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Obras relacionadas ao Rabi Nachman de Breslav publicadas em português:
Anatomia da Alma - Ensinamentos do Rebe Nachman de Breslav
O Jardim da emuná - Um guia prático para a vida
A Sabedoria da Mulher
O Jardim da paz
Portões do Agradecimento
O Jardim da Prosperidade
O Jardim dos Milagres
Contos de tempos antigos
O Simples e o Esperto
Se eu quiser falar com Deus - Orações para pedir força, proteção e coragem
Discursos de Rebe Nachman de Breslev
A Restauração da Alma (1)
A Restauração da Alma (2)
Likutei Halachot - Leis de Conduta Matinal
Likutei Halachot - Leis de Netilat Yadaim
Cobrir a cabeça é um sinal de respeito no oriente tanto quanto descobrir a cabeça o é no ocidente. Usar chapéu num restaurante, biblioteca ou reunião de diretoria é sinal de falta de boas maneiras. Não usar um nos serviços religiosos é sinal de pouca fé. Os judeus têm o costume de cobrir a cabeça há pelos menos 2 mil anos, especialmente durante o estudo e a oração; e as mulheres judias casadas, desde os tempos bíblicos.
O Talmud registra que um homem não deve andar mais de sete passos ("quatro amót") com a cabeça descoberta. Um rabino observou que usar a kipá, ou solidéu, não torna um homem religioso, mas não usar uma coloca sua religiosidade em dúvida. Hoje em dia é raro que alguém reze com a cabeça descoberta.
Não há forma haláchica prescrita para cobrir a cabeça. O estilo atual de kipá é uma questão de gosto, e também de identidade. Nos Estados Unidos e Israel, os judeus tradicionais usam kipót de uma só cor, os centristas e sionistas usam um tricotado preso ao cabelo com um grampo ou clipe (ou até velcro!); estudantes de Yeshivá de direita usam kipót grandes de veludo de cores brilhantes; os Chassidim usam as pretas com chapéus por cima; algumas crianças pequenas usam as coloridas. Com o aumento da liberdade e, especialmente, com a independência de Israel, a kipá começou a ser usada como parte normal da indumentária judaica tradicional, e foi considerada aceitável em escritórios e outros locais de trabalho. Existem, porém, alguns observantes tradicionais que só colocam a kipá antes de abençoar a comida ou rezar na sinagoga.
Extraído do livro BEM-VINDO AO JUDAÍSMO, de Maurice Lamm
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Um iarmulke, chamado kipá em hebraico, é um tipo de solidéu usado pelos judeus. Alguns o usam o tempo todo, outros apenas durante a reza e na hora das refeições.
A referência bíblica mais antiga a uma cobertura na cabeça encontra-se em Êxodo 28:4, onde é chamado de mitsnéfet. Fazia parte da vestimenta do Sumo Sacerdote. Em outras referências bíblicas, a cobertura da cabeça e do rosto é encarada como um sinal de luto (Samuel II, 15:30). O Talmud, no entanto, associa o uso de algo para cobrir a cabeça mais com o conceito da reverência a Deus e respeito (pelas pessoas importantes).
A palavra iarmulke é em iídiche, mas o seu significado não está claro. Um ponto de vista é de que a palavra deriva de armucella, um objeto usado pelo clero medieval para cobrir a cabeça. Uma explicação mais provável é que a palavra iarmulke esteja relacionada com a palavra francesa arme (análoga ao latim arma), um tipo de elmo redondo medieval, com um visor móvel. Outra palavra iídiche para iarmulke é capel, uma forma do latim capitalis, que significa "da cabeça".
O ponto de vista mais tradicional é de que se trata de uma corruptela das palavras hebraicas irá me Elohim, temor (reverência) a Deus.
Esta ideia se baseia, em grande parte, em uma declaração feita pelo estudioso talmúdico babilônio do século V, Huna filho de José, que disse: "Eu nunca andei quatro cúbitos com a cabeça descoberta porque Deus habita acima da minha cabeça" (Kidushin 31a).
O costume de cobrir a cabeça adquiriu ampla aceitação, mas não por todos. O historiador Israel Abrahams (1858-1925) assinala que no século XIII, "os meninos na Alemanha e na França eram chamados para ler a Torá com a cabeça descoberta".
Na Idade Média, autoridades rabínicas francesas e espanholas consideravam que a prática de cobrir a cabeça durante a oração e ao estudar a Torá não passava de um mero costume. Alguns rabinos eram conhecidos por rezarem com a cabeça descoberta.
Hoje em dia, os judeus ortodoxos e muitos conservadores acreditam que cobrir a cabeça é uma expressão de Yirat Shamáyim ("temor a Deus" ou "reverência aos Céus"). Os ortodoxos exigem que a cabeça permaneça coberta o tempo inteiro, ao passo que a maioria dos conservadores acha que a cabeça deve estar coberta durante a oração. Na maioria das congregações reformistas, cobrir a cabeça durante a oração é opcional.
Extraído do LIVRO JUDAICO DOS PORQUÊS, de Alfred J. Kolatch
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"Rav Huna jamais caminhou quatro cúbitos com a cabeça descoberta. Ele dizia: 'A Presença Divina está acima da minha cabeça'." - Talmud, Kidushin 31a
"Não se deve andar mais que quatro cúbitos com a cabeça descoberta." - Shulchan Aruch, Orach Chayim 2:6
(1) Um costume universal
Desde os tempos do Talmud, vem se firmando como ato de excepcional devoção o costume universal de homens e rapazes judeus fiéis à Torá de cobrirem suas cabeças todo o tempo e, em particular, em lugares sagrados e a céu aberto. Na verdade, a Kipá (solidéu), tornou-se, mais que todos os demais, um símbolo de lealdade à Torá.
Talvez esta simbologia expresse a seguinte ideia: assim como as partes animais do nosso corpo devem manter-se cobertas diante das outras pessoas, a parte mais humana do nosso corpo - a cabeça - deve manter-se coberta diante de Deus, como sinal de nossa modéstia diante da Sua Divina grandeza. Seja como for, o verdadeiro sinal de fidelidade a Deus será sempre não um símbolo, mas o comportamento daqueles que ostentam a bandeira da Torá.
(2) Mulheres casadas
Mulheres casadas devem cobrir a cabeças em público, mas por uma razão diferente. Isto foi lembrado anteriormente, no capítulo 22/2.
Extraído do JUDAÍSMO PARA O SÉCULO 21, de Aryeh Carmel
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