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A mais conhecida e utilizada Hagadá em português, depois de mais de 25 anos de seu lançamento e 15 sucessivas edições, perfazendo 35.000 exemplares, ganhou um banho de modernidade e foi inteiramente revisada e reeditada.
O que já era bom ficou ainda melhor e mais caprichado, mais nítido, mais clean, mais moderno. Compare e perceba!
Nela, todo o cerimonial da noite de Pêssach - a Páscoa judaica - é apresentado de forma precisa e didática, em três versões, lado a lado: o original em hebraico - com letras grandes e claras para a leitura, a tradução para o português - ampliada, e não meramente literal, para ser lida em voz alta e compreendida por jovens e adultos, e a transliteração (pronúncia fonética) de todas as preces e canções - para aqueles que não sabem, ou não se lembram mais, ler em hebraico.
Fora isso, esta Hagadá, completamente ilustrada (por Ruben Rosenberg) e colorida, traz as orientações práticas de como conduzir a cerimônia em seus mínimos detalhes, além de comentários interessantes sobre diversas passagens do texto, para dar mais conteúdo e significado a estes momentos de alegria pela libertação física e espiritual do povo judeu, que celebramos na festa de Pêssach.
Já adotada por diversas escolas e entidades judaicas, é a Hagadá ideal para toda a família, pois todos à mesa poderão seguir o cerimonial, cada um à sua forma, mas em conjunto e sem perder a página.
Para mais informações sobre Pêssach, visite o nosso blog:
Pêssach - Blog da Editora e Livraria Sêfer (sefer.com.br)
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Veja também:
Hagadazinha de Pêssach
Par de Pêssach (Hagadá e Hagadazinha)
Sidurzinho para Crianças
Sidurzinho e Hagadazinha de Pêssach
Sidurzinho e Sidur Falado Kids
Por que se coloca uma bandeja com comidas simbólicas na cabeceira da mesa do Sêder?
Uma bandeja de Pêssach (keará ou bandeja do Sêder), que geralmente tem seis entalhes circulares, é colocada na mesa do Sêder para que os diversos alimentos simbólicos possam ser exibidos individualmente e de modo destacado. Durante a leitura (da Hagadá) do serviço do Sêder, as pessoas apontam para elas e o simbolismo de cada uma é explicado.
Os alimentos simbólicos são:
* marór (ervas amargas)
* carpás (uma verdura)
* chazéret (outra verdura, mais amarga)
* charósset (uma mistura de maçã com nozes)
* zerôa (a pata ou o pescoço de uma ave, assado)
* betsá (ovo duro queimado na casca)
Por que o marór (ervas amargas) é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O marór, na maioria dos casos servido como raiz do rábano-picante, simboliza a amargura da vida dos israelitas durante a sua escravidão no Egito. Cada participante do Sêder recebe uma pequena porção de ervas amargas em dois momentos do Sêder. Primeiro, ele é servido junto com o charósset. Mais tarde, é servido entre dois pedaços de Matsá, o que é conhecido como o sanduíche de Hilel.
Por que o carpás (verdura) é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O costume de servir carpás remonta a Jerusalém dos séculos I e II, quando era comum servir uma refeição formal com verduras como entrada. As verduras servidas podem ser pepino, alface, rabanete, salsa, batata ou qualquer outra verdura da estação. Mergulha-se em água salgada antes de comer (ver explicação para a água salgada adiante neste capítulo).
Por que a chazéret (outro tipo de verdura) é colocada na bandeja de Pêssach e servida durante a refeição do Sêder?
A Chazéret (também pronunciado chazeres) está impreg-nada com o mesmo simbolismo que o marór (ervas amargas), que se coloca num dos seis compartimentos da bandeja do Sêder. A verdura escolhida para chazéret pode ser pepino, agrião, rabanete ou qualquer outra verdura com tendência a ser amarga.
O uso do chazéret tem sido relacionado com o versículo bíblico “com pães ázimos e ervas amargas comerás o sacrifício ” (Números 9:11). Têm sido explicado que, como o Livro de Números fala em ervas no plural (merorim), o chazéret foi incluído na bandeja do Sêder, além do marór.
Nem todas as autoridades consideram obrigatório usar chazéret na refeição do Sêder. Sabemos que o Rabi Isaac Luria (conhecido também por Ari, um acrônimo formado por Ashkenazi Rabi Isaac), o místico do século XVI, de fato usava chazéret na sua mesa do Sêder. Mas também sabemos que o igualmente famoso estudioso do século XVIII, Rabi Elias de Vilna, na Lituânia (mais conhecido como o Gaon de Vilna), não usava esta verdura. Praticamente todas as bandejas do Sêder fabricadas hoje em dia tem seis compartimentos, um deles destinado à chazéret.
Por que o charósset é colocado na bandeja de Pêssach e servido durante a refeição do Sêder?
O charósset (também pronunciado charosses) é uma mistura de maçã, nozes e canela raladas, umedecidos com vinho. Algumas vezes se acrescenta gengibre moído. O charósset simboliza a massa de tijolos que os filhos de Israel tinham de preparar para seus capatazes durante a sua escravidão no Egito. Além da porção que se coloca na bandeja do Sêder, uma pequena quantidade é servida junto com as ervas amargas (marór) para atenuar o sabor amargo da erva (Pessachim 10:3).
Nem todos os judeus preparam o charósset do mesmo modo. Heinrich Heine, em seu romance do começo do século XIX, O Rabi de Bacherach, descreve o charósset preparado em um lar alemão, contendo passas de uva, canela e nozes. Na Mishná (a primeira parte do Talmud), o charósset é descrito como consistindo de nozes e frutas, amassadas juntas e misturadas com vinagre.
Por que uma pata de ave (zerôa) é colocada na bandeja do Sêder?
A pata de uma ave (zerôa, em hebraico) é uma recordação de que Deus “com mão forte”, como diz a Bíblia, forçou o Faraó a libertar os Filhos de Israel da escravidão. Também simboliza o cordeiro pascal oferecido como sacrifício de Pêssach nos dias do Templo. Em alguns lares, um osso com carne é assado e colocado na bandeja do Sêder. Em outros, um pescoço de galinha ou outra ave é usado no seu lugar.
Por que um ovo duro (betsá) é colocado na bandeja do Sêder?
O ovo é um símbolo do sacrifício regular festivo que era oferecido na época em que o Templo existia em Jerusalém. Em Pêssach, além do sacrifício normal (corban haguigá, em hebraico), oferecia-se o cordeiro pascal como segundo sacrifício.
Algumas autoridades têm interpretado o ovo queimado como um símbolo de luto pela perda dos dois Templos de Jerusalém. (O primeiro, destruído pelos babilônios em 586 a.e.c. e o segundo pelos romanos em 70 e.c.). Com os Templos destruídos, não se podia mais oferecer sacrifícios. O ovo simboliza esta perda e, tradicionalmente, se converteu em comida dos enlutados.
Em algumas comunidades do Oriente Médio, os ovos são um prato muito popular em Pêssach. Os judeus do Curdistão e da Líbia, em particular, comem grandes quantidades de ovos no Sêder.
Introdução
Um momento todo especial na vida familiar judaica é a hora do Sêder. Nele, o povo judeu resgata sua memória tri-milenar e vivencia a época na qual uma grande família conquistou sua liberdade e soberania e passou a conviver no palco das nações como um povo no sentido mais pleno.
É revivendo os episódios desta saga que culminou no Êxodo do Egito que a família judaica se congraça e renova sua crença num mundo livre e mais humano, acalentando a chama da tradição e a aspiração messiânica, sob a égide do Estado de Israel e a grande esperança de continuidade depositada nos jovens e nas crianças do nosso povo.
Esta Hagadá, que ora apresentamos, reflete este anseio. Dirigida aos públicos jovem e adulto, ela pretende reforçar o elo de ligação entre as gerações, possibilitando a todos acompanhar juntos as sublimes lições que há milênios nossos antepassados revivem nas duas primeiras noites de Pêssach.
Através de recursos gráficos sofisticados e uma preocupação constante com a didática e a clareza dos textos, esta Hagadá almeja fortalecer a tradição do Sêder nos lares judaicos - de um Sêder com conteúdo religioso, à maneira tradicional.
Nesse sentido, esta Hagadá traz, lado a lado, um moderno texto hebraico, sua transliteração (pronúncia fonética), para aqueles entre nós que ainda não aprenderam nosso idioma sagrado, sua tradução para o português, tradução esta explicativa, bem acessível e adaptada para a leitura em voz alta, instruções concisas sobre os procedimentos usuais durante o Sêder, tanto para ashkenazim como para sefaradim, e breves comentários sobre alguns trechos relevantes e conhecidos. As ilustrações e todo o colorido pretendem, ao mesmo tempo, encher os olhos das crianças e servir como instrumento didático para certas nuances da Hagadá.
A sensação de dever cumprido sentiremos se mais chefes de família "ousarem" organizar um Sêder em suas casas e descobrirem quão prazeroso, fácil e recompensador é para um pai ou uma mãe transmitirem eles mesmos aos seus filhos a emoção e responsabilidade de ser judeu.
São Paulo, Adar de 5753
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