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Do Brooklyn ao Brasil - Histórias que inspiram (Volume 1)

R$ 150,00
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Autor(es): Mirella M. Rabinowicz
SKU: 147372
Páginas: 238

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Com gostinho bem brasileiro, esta obra reúne relatos reais de fé, bênçãos e milagres atribuídos ao Rebe de Lubavitch, e mostra como seus ensinamentos e orientações transformaram a vida de judeus e não judeus. Este primeiro volume da série apresenta experiências reais de pessoas – veja os nomes no índice! – que buscaram conselho e escreveram cartas ao Rebe, e revelam histórias de esperança, superação e profunda conexão espiritual.
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Do Brooklyn ao Brasil - Histórias que inspiram (Volume 1)

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Do Brooklyn ao Brasil - Histórias que inspiram (Volume 1)

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Com gostinho bem brasileiro, esta obra reúne relatos reais de fé, bênçãos e milagres atribuídos ao Rebe de Lubavitch, e mostra como seus ensinamentos e orientações transformaram a vida de judeus e não judeus. Este primeiro volume da série apresenta experiências reais de pessoas – veja os nomes no índice! – que buscaram conselho e escreveram cartas ao Rebe, e revelam histórias de esperança, superação e profunda conexão espiritual.

Prefácio
Introdução 

Capítulo 1 - Na Presença do Rebe: Encontros que Transformam 
Então, Berachá Vehatslachá!
Bethina A. Dana
O olhar que enxergou minha alma
Rochele Moscovich
As impressões do Tanya e a garrafa do Rebe
Flavio Rabinowicz
A berachá que atravessou gerações
Marcel Sawaya e Lilian Sawaya Paryzer
A bênção antecipada
Mirella M. Rabinowicz 

Capítulo 2 - Além do Olhar: A Visão do Rebe 
A visão do Rebe e a fé inabalável
David e Cláudia Zumerkorn
A orientação sobre as mezuzot
Marta Hepner Tkacz
Uma berachá antes das provas
Sergio Rosenberg
O ano dos milagres e o apartamento
Rabino Avraham Gloiber
O chamado do Rebe
Ethel Savoia
A revelação no sonho
Anônimo
Os detalhes que o Rebe enxerga
Shaliach na Argentina
A carta que se recusou a perder-se
Geni Koschland 

Capítulo 3 - Sementes de Vida: Família e Legado 
Minha história de vida com o Rebe
Débora Guitmann Mutchnik
Uma bênção que se multiplicou
Gilberto e Sonia Zejger
O dólar do Rebe
Michel Sancovski
Bênção e sucesso
Israel Abrahão e Elisa Gendelmann Tvorecki
A bênção que acompanhou uma vida inteira
R. C.
As três gotas de esperança
Liraz Lilian Yifrach 
Uma luz entre as sombras
Michel Sancovski 
Berachá e Hashgachá Pratit
S. B.
O milagre além da Medicina
Regina Goldsztajn
Quatro cidades e quatro filhos
Rabino Shabsi Alpern
O Rebe e nós
Ronny Menache 

Capítulo 4 - Escudos de Fé: Saúde e Superação 
O milagre da água do Rebe
David Zumerkorn
Um olhar que trouxe descanso
Saad Romano
Os milagres de D’us e a bênção do Rebe venceram a morte
Chana Guitl Boimel
A criança que voltou a andar
Helen Kertsman
Milagre e salvação
Chana Guitl Boimel
Uma segunda opinião
Aline Reize Tamezgui
Os milagres no front
Calanit Cohen
A orientação que salvou uma vida
A. D.
Um em um milhão
Hana Ende
O encontro entre a Fé e a Ciência
Lisette Nigri Sayeg
A tahaluchá que salvou minha vida
T. G. 

Capítulo 5 - Palavras que Guiam: O Rebe Continua Respondendo 
A proteção na altitude
Marta Hepner Tkacz
Um sinal na nova região
Rabino Levi Y. Rabinowicz
O nome na carta
Rafael Rappaport
A resposta na página aberta
Thamar Rabinowicz
O centésimo primeiro passo
Shaliach na Argentina
Sinais de mudança
Mirella M. Rabinowicz
Uma confirmação na tela
Deby Stiefelmann
A resposta no avião e as paredes do milagre
Shaliach na Argentina
A eleição improvável e a bandeira no Maracanã
Shaliach na Argentina
O diagnóstico que vinha do alto
Shaliach na Argentina
O nome oculto na resposta
Mirella M. Rabinowicz
Muito antes de eu saber
Debora Kopelowicz Zamora 

Capítulo 6 - Notas de Bênção: Histórias dos Dólares do Rebe 
Um dólar para a sua filha
Marta Hepner Tkacz
Guardado na carteira, eternizado no tempo
Sylvia Kelman Cesana
Um dólar de aniversário
P. M.
O dólar que veio pelas chaves perdidas
Rabino Shlomo Ossowiecki
O círculo de proteção
Ethel Savoia
A resposta no bolso
Rabino Levi Y. Rabinowicz
O retorno do terceiro dólar
Rabino Avraham T. Beuthner
O sinal no aniversário
Renata Khafif 

Capítulo 7 - Teshuvá: O Caminho para as Raízes 
Busca inesperada: como a Ciência me trouxe de volta ao judaísmo
Dr. Alexandre Matone
A missão estava em casa
Chaya Tzivia Besso
Dívidas espirituais e presentes de aniversário
Nadia Stulman
Os degraus da fé
Sandra Segal
Uma alma nova no Ôhel
Shaliach na Argentina
Leilui Nishmat
Glossário

Sempre tive uma conexão especial com o Rebe de Lubavitch, Menachem Mendel Schneerson. Desde que conheci o movimento chassídico, algo em mim se reconheceu naquela figura — talvez, em um primeiro momento, por compartilharmos o mesmo nome, Menachem Mendel. Uma “coincidência” despretensiosa: o nome veio do meu avô paterno, sem qualquer intenção chassídica por trás. Mas, como bem sabemos, coincidências não existem. Com os anos, entendi que aquela proximidade de nome era apenas a porta de entrada para algo muito maior. 

Durante muito tempo, boa parte das pessoas custou a compreender quem foi, de fato, o Rebe: sua bondade, sua espiritualidade elevada, a sensibilidade quase incompreensível com que ouvia cada pessoa e, como um verdadeiro advogado das almas, sabia orientá-las para que Hashem pudesse escutá-las com mais carinho e enviar-lhes as Suas berachot. Enquanto esteve fisicamente neste mundo, recebeu dezenas de milhares de pessoas, uma a uma, orientando-as nas audiências — as yechidut — e nas cartas que fazia questão de ler e responder pessoalmente, sem intermediários entre ele e quem o procurava. 

Após sua partida, o costume de visitar o Ôhel — local onde o Rebe está sepultado —, de escrever e rasgar cartas pedindo berachot e intervenções perante Hashem, só se fortaleceu. Essas visitas se alinham a uma tradição antiga entre nós, judeus: a de visitar os túmulos dos patriarcas e das matriarcas, pedindo que intercedam por nossas causas no mundo material. 

É impressionante a força que o movimento chassídico ganhou nos últimos anos e o volume de pessoas que passou a conectar-se com o Rebe. Originalmente popular sobretudo entre judeus ortodoxos, ao longo dos anos — e principalmente após sua partida deste mundo — ele conseguiu impulsar o movimento Chabad e impactar judeus ao redor do mundo, independentemente do nível de observância de cada um, sem distinção, sem julgamento. Hoje, judeus e não judeus atravessam o mundo para ir a Nova York e visitar aquele lugar com esse mesmo propósito, prova de que a distância física de um líder não apaga a proximidade espiritual que ele deixou. 

Ouço com frequência que o Rebe é uma figura importante, mas que não seria preciso intermediário algum para as berachot e os pedidos entre judeus e Hashem. E, de fato, todos nós temos — e sempre tivemos — um canal aberto com Hashem, sem necessidade de intermediários para nossas orações e nossos pedidos. Mas é inegável que um líder espiritual como o Rebe tem muito a nos ensinar e a nos inspirar. Com uma sabedoria e uma sensibilidade ímpares, ele sentia, talvez melhor do que ninguém, o que cada um de nós precisava fazer para se aproximar de Hashem. Ouvi certa vez, que o Rebe é como uma locomotiva: acelera a nossa conexão com o Criador e nos empurra, com gentileza, no caminho correto — na observância dos preceitos da Torá e no cumprimento das mitsvot. 

Agora pergunto-lhe: se o Rebe ainda estivesse fisicamente conosco neste mundo material e você tivesse uma audiência marcada com ele para os próximos dias, o que faria como preparação? Acordaria naquele dia, se vestiria e iria, sem mais? Ou faria algum tipo de preparação prévia, nos dias e momentos anteriores, para elevar-se — estudar Torá, ler tehilim, fazer micvê? 

Antes de escrever uma carta, o mesmo procedimento deve ser feito. Deve-se imaginar e mentalizar que estamos diante do Rebe, frente a frente. Por isso, escrever-lhe uma carta nunca pode ser um gesto trivial: existe uma preparação para chegar até ali, uma elevação que antecede a caneta e o papel, uma conexão que se constrói antes mesmo da primeira palavra. 

E por que não apenas pensar e pedir mentalmente? Por que escrever? 

Acho fascinante como o simples ato de escrever muda tudo — é diferente de apenas falar, de apenas pedir. A escrita parece carregar em si uma força maior, uma dedicação mais profunda: um ato. E, ainda assim, mesmo com toda a preparação e a viagem ao Ôhel, sei que muita gente escreve ao Rebe e sua vida segue igualmente, sem que nada se aprimore em sua conexão com Hashem. Não me cabe dizer que escrever, por si só, tem ou não o poder de trazer o direcionamento ou resolver os problemas e as dificuldades de cada um. Mas a vida ensinou-me, em duas ocasiões bem distintas, que precisamos ir além da carta: precisamos aumentar o nosso recipiente para receber de Hashem as berachot que pedimos. Carrego uma imagem simples e poderosa — quem sai na chuva com um copo demora muito mais para enchê-lo do que quem sai com uma bacia. A chuva são as berachot de Hashem; os recipientes, as nossas próprias decisões, alinhadas com a Torá. 

Quando escrevemos ao Rebe, é disso que também precisamos: de um compromisso, de uma boa decisão, por menor que seja — cada um sabendo o que pode efetivamente implementar em sua vida para aprofundar sua espiritualidade e conexão com Hashem. 

As duas histórias que divido neste livro nasceram exatamente desse aprendizado. 

A primeira nasceu de um deserto de cinco anos tentando ter filhos, e de um dólar do Rebe que chegou até nós carregando a história de um casal que, décadas antes, havia sido abençoado com seis filhos. Dentro dele, um livro que mudaria nossa forma de encarar tudo o que vivíamos, e um compromisso silencioso que assumi comigo mesmo — e que, um pouco mais de trinta dias depois de minha esposa fazer uma aula de chalá, começaria a mostrar seus frutos de um jeito que nenhuma mente humana poderia ter planejado. 

A segunda nasceu de um lugar mais escuro: uma gravidez inesperada, uma perda dolorosa, e uma frase quase casual de um dos meus guias espirituais sobre revisar as mezuzot de casa. Dali surgiu o “Projeto Stella Mezuzá” e uma descoberta impressionante nas mezuzot da nossa própria casa. O que veio depois — uma viagem ao Ôhel em que minha esposa e eu escrevemos nossas cartas lado a lado, e mais um susto no meio do caminho — você vai encontrar nas páginas deste livro. 

Que escrever cartas ao Rebe funciona, não tenho dúvida alguma — mas sou suspeito. Ainda assim, não estou sozinho nessa convicção: este livro está aqui para provar isso com casos concretos, vividos por mim e por todos que acreditaram e gentilmente aceitaram compartilhar suas histórias de inspiração. E, mesmo assim, sei que são apenas algumas poucas entre milhares de histórias parecidas espalhadas pelo mundo — vividas em silêncio, em casas e famílias que talvez nunca cheguem a um livro, mas que carregam a mesma fé e a mesma resposta. 

Felizes os que tiveram a oportunidade de se encontrar pessoalmente com o Rebe. Mas quem não teve essa chance — como eu — ainda pode se conectar, porque ele continua presente entre nós. E, se você ainda não visitou o Ôhel, inclua-o na sua lista de viagens e faça questão de ir com um guia: há ali um propósito muito maior do que uma simples visita. 

Que este livro possa inspirar homens, mulheres, jovens, crianças e todos aqueles que precisarem de alguma luz em sua vida. Mais do que escrever cartas em busca de direcionamento, ajuda e orientação, que possamos lembrar sempre de que é Hashem Quem está no comando do Universo, e que tudo o que Ele faz em nossas vidas é bom e para o nosso bem. 

Que cada leitor encontre aqui não apenas histórias, mas um convite: o de pegar sua própria bacia para a chuva de berachot que já está a caminho. Que a fé que atravessa estas páginas torne-se também a sua, e que, de um jeito ou de outro, você tenha a sua história para contar. Porque, no fim, é isso que nos resta e nos move: viver sempre em alegria. 

Michel Sancovski

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