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Machzor Completo

com Tradução e Transliteração
Autor: Jairo Fridlin e Vitor Fridlin
Editora: Sêfer
SKU: 127
Páginas: 1616
Avaliação geral:

Livro de orações judaicas para Rosh Hashaná e Iom Kipúr, com hebraico, tradução e transliteração, sincronizados e lado a lado, além de explicações e indicações claras e precisas, o que possibilita a qualquer pessoa orar e participar dos serviços religiosos de forma ativa, e não como mero expectador.

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Descrição

Livro de orações judaicas para Rosh Hashaná e Iom Kipúr, com hebraico, tradução e transliteração, sincronizados e lado a lado, além de explicações e indicações claras e precisas.
Reúne em um único volume os consagrados Machzor de Rosh Hashaná e Machzor de Iom Kipúr, lançados pelos irmãos Fridlin, mantendo a mesma paginação e possibilitando a qualquer pessoa orar e participar dos serviços religiosos de forma ativa, e não como mero expectador.
Edição de luxo em papel bíblia.

PROMOÇÃO: Sidur Completo + Machzor Completo por R$ 180,00. Clique aqui.

Trechos

A DIMENSÃO ÉTICA DAS ORAÇÕES JUDAICAS

O que tem a ver ética com oração? A resposta que o judaísmo dá é: tudo! – pois ambas estão intimamente ligadas. A estreita vinculação entre a ética e as preces é apreciada nas disposições que regem o procedimento formal de rezar, no conteúdo das orações e na teologia da reza.

A ética alude à forma com que nos referimos às outras pessoas e ao mundo em que vivemos. As preces, por sua vez, parecem se ocupar somente da nossa relação com Deus e com um mundo que está mais além do que conhecemos empiricamente. Há quem considere que os campos da ética e da oração são domínios separados e independentes. Porém, o judaísmo exige muito claramente a vinculação de ambos. Se a imagem popular de uma personalidade religiosa é a de uma pessoa que reza, o judaísmo insiste que não há de ser este o único critério pelo qual se deve valorizar a personalidade religiosa.

CONDUTA MORAL

Não obstante a reza ser um dos modos com o qual uma pessoa virtuosa e santa expressa sua fé, não é de maneira nenhuma a prova fundamental da condição de uma pessoa devota. A menos que as preces venham acompanhadas de traços de caráter e da conduta moral que o judaísmo exige, rezar não é de modo algum um sinal de piedade. Basta lembrar que, na vida real, também há gente malvada que reza. Assim foi ao longo da história. Gente inescrupulosa se dirige a Deus – não para se submeter à Sua vontade, não para purificar seus corações e suas ações, senão com a esperança de que Deus haverá de atender suas demandas egoístas. O judaísmo considera tais preces um sacrilégio! Ao invés de ser um ato que traduz reverência a Deus, essas preces são vistas como atos de desprezo a Deus e de profanação a Seu Divino nome (chilul hashem).

 A estreita vinculação entre devoção religiosa e conduta ética impregna todas as fibras do judaísmo desde seu começo. O salmista compara a prece do espoliador à blasfêmia (Salmo 10:3). O profeta Isaías foi mais categórico. Ainda que a Torá tivesse estabelecido minuciosas disposições a respeito das peregrinações ao Templo e da apresentação de diversas oferendas a Deus, ele valentemente proclama em nome de Deus: ”Quando vos apresentardes perante Mim, perguntarei: ‘Quem vos solicitou que espezinhásseis Meus pátios? Não Me apresenteis mais vossas vãs oblações, pois são para Mim um  incenso abominável (...) E quando Me estenderdes vossas mãos (em oração), ocultarei de vós Meu olhar, e quando Me forem dirigidas vossas muitas preces, não as escutarei, pois manchadas de sangue estão vossas mãos.” (Isaías 1:12-15).

INTEGRIDADE

Isto não significa que o profeta fosse contra os sacrifícios ou as orações. Ao que se opunha e condenava, por igual, era às preces e aos sacrifícios oferecidos sobre um fundo de práticas imorais e não éticas que observava a seu redor. “Extirpai o mal de vossas ações (...) Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; trazei alívio aos oprimidos” – disse Isaías (1:16-17). Isto, e não as rezas, são o critério e a prova real da devoção do homem a Deus. As preces e oferendas daqueles que tenham passado por esta prova não são abominação.

São muito ilustrativas as palavras utilizadas pela Mishná ao nos ensinar que Deus quer que os seres humanos Lhe dirijam suas preces: “Deus anseia pelas preces dos justos [shel tsadikim]” (levamot 64a). Isto exclui categoricamente as orações dos malvados e dos pecadores e injustos. O salmista expressa isto a seu modo: “Quem subirá ao monte do Eterno e quem estará no Seu santo lugar? AqueIe que é limpo de mão e puro de coração...” (Salmo 24:3-4; Shemót Rabá 22).

O Salmo seguinte diz que a iniquidade é considerada perdoada unicamente quando associada à contrição (teshuvá) e à decisão e ao intento da pessoa de se melhorar espiritual e moralmente, e a um sincero arrependimento da maldade e retorno às “sendas do Eterno”. No popular hino entoado nos Dias Solenes Vechol Maaminim (“E todos cremos”), expressamos nossa fé que Deus “abre uma porta aos que clamam em arrependimento” e que Ele “aguarda o malvado, desejando que volte a ser virtuoso”.

AUTO AVALIAÇÃO

Efetivamente, todas as preces devem ser consideradas um modo de ajudar a pessoa a se fortalecer contra a tentação de fazer o mal, pois são um meio de auto purificação.

Na concepção judaica, rezar não é um modo de vida, senão uma estação no caminho da vida, um momento para se deter e fazer uma avaliação de si mesmo, para consolidar os benefícios espirituais e para convertê-los em partes perduráveis e duradouras de si mesmo. (Olat Reaiá 1, pág. 262). Porque a adoração a Deus não se expressa somente mediante rituais, senão também nos níveis éticos e morais em que se situa a própria vida.

A oração judaica, baseada na premissa que a alma humana é essencialmente boa e que possui a capacidade de se aprimorar, é fundamentalmente uma reflexão ética. Isto explica o tom otimista e esperançoso da prece judaica. Nossas orações podem fazer referência a múltiplas atribulações, porém com exceção das Kinot (Lamentações) de Tishá Beav, não são tristes nem sombrias.

As passagens relativas ao estudo da Torá, selecionadas para integrar a seção de preces preliminares do serviço matinal de orações, são passagens do Talmud que tratam de obrigações específicas da mais elevada ética. Ajudar os necessitados, honrar os pais, praticar atos de beneficência, ser hospitaleiros, visitar os doentes, dotar as noivas, fomentar a harmonia e a paz entre as pessoas – todas estas obrigações são recordadas diariamente antes de se começar as orações que tratam da relação do homem com seu Criador.

A extensa prece confessional Al chet ("Pelos pecados cometidos"), dita duas vezes em cada um dos cinco serviços de oração de lom Kipúr, concentra-se exclusivamente na enumeração de todos os possíveis agravos que uma pessoa possa ter cometido contra o próximo e contra si mesmo, tanto em pensamentos quanto por meio de ações.

O mero fato de a maior parte das orações judaicas estar na primeira pessoa do plural, e não na primeira pessoa do singular, constitui por si só uma expressão da preocupação ética do judaísmo. Ao rezar conjuntamente com a congregação, estamos rezando não só com os demais senão que também estamos rezando pelos demais. A nossa preocupação não é pessoal nem egoísta.

PRECEITOS ÉTICOS

O Sidur apresenta notáveis evidências desta inter-relação. No livro de orações judaicas, depois da seção do serviço de orações do Shabat à tarde, encontra-se todo um tratado da Mishná conhecido como Pirkê Avót (“Preceitos Éticos dos Pais” – ver adiante, págs. 422-443). Este livro vai mais além da pura lei e enfoca metas éticas mais elevadas, e sempre tem sido o tema de estudo favorito dos judeus. A tradição havia estabelecido que, em cada Shabat à tarde, entre Pêssach e Shavuót, se estudasse um capítulo do Pirkê Avót. Esta tradição foi estendida agora a um período de cinco meses, que conclui no Shabat anterior a Rosh Hashaná.

Algumas edições do Sidur incluem fragmentos de obras de caráter ético de personalidades judaicas das últimas épocas. Tais seleções e sua inclusão demonstram de que modo se utiliza o Sidur para desenvolver a virtude, aperfeiçoar a conduta e elevar a moralidade. Evidentemente, os nossos dirigentes religiosos consideraram que não é suficiente que as pessoas se limitem só a rezar.

Também nas leis das orações e nas práticas sinagogais foram levadas em conta considerações éticas. São elas, frequentemente, a principal consideração a reger as disposições da Halachá (Lei Judaica) acerca dos procedimentos nos serviços de orações. Assim, por exemplo, a decisão da Halachá de omitir certos trechos do Halel (“Oração de Louvor”) nos últimos dias de Pêssach tem o propósito de simbolizar uma diminuição do nosso regozijo, para fazer cumprir a lição ética que se depreende do versículo dos Provérbios 24:17 : “Quando cair teu inimigo, não te alegres; quando tropeçar, não regozijes em teu coração.”

RESPEITO

Outro preceito ético sustenta que a humilhação em público de uma pessoa equivale a um assassinato (Bava Metsia 58b, Sotá 10b). Além disso, considera-se que quem infringe este preceito não terá “parte no mundo vindouro” (Maimônides, Leis do Arrependimento 3:14).

Este mesmo preceito tem influído de muitas formas sobre o ritual de orações. Assim, por exemplo, uma vez que se tenha convocado alguém para a leitura da Torá, não se pode mandá-lo de volta a seu lugar sem que tenha tido sua aliyá. Mesmo que o tenham chamado por engano, assim deverão proceder, a fim de que a congregação não tenha motivo de pensar que, talvez, o tenham desqualificado para a aliyá por alguma falta pessoal.

Do mesmo modo funciona a importante inovação no serviço da leitura da Torá, segundo a qual uma pessoa lê a Torá por todos os que são convocados a uma aliyá, suplantando a antiga prática de que cada um lia por si mesmo a porção que lhe correspondia. Esta modificação foi estabelecida a fim de evitar pôr em situação incômoda as pessoas que não sabem ler diretamente do rolo da Torá. Por razão similar, ou talvez para ajudar aqueles que não sabem recitar de memória as bênçãos da Torá, ou para os que se confundem facilmente quando devem dizer algo em público, exibe-se nas sinagogas claramente o texto destas bênçãos a todo aquele que seja convocado para uma aliyá.

TIRCHÁ DETSIBURA

Também se considera uma falta ética (tirchá detsibura – molestar a congregação) impor-se desnecessariamente à congregação. Para tanto, a cortesia não exige que o Chazan, antes de começar a repetição da Amidá (Grande Oração), espere os que se demoram um tempo excessivo para completá-la, ainda que se trate de membros destacados da comunidade. Costuma-se somente esperar que o rabino da comunidade conclua a Amidá silenciosa. Assim mesmo, a congregação não está obrigada a esperar algum dignitário importante que chegue com atraso (Rabi Moshe lsserles, Orach Chayim 124:3).

Uma preocupação similar é o motivo pelo qual a leitura da Haftará está limitada somente ao Shabat e aos dias de festa. Nos dias de semana, a Haftará prolongaria o serviço de orações, quando as pessoas têm pressa para se dirigir às suas tarefas (Rashi, Meguilá 21a ; lessodê leshurún IV, pág. 408).

IGUALDADE

O princípio de tratamento igual para todos – seja qual for sua condição social – tem influído também nas disposições relativas às orações. O Talmud estabelece que o Shemá deve ser recitado “ao levantar-te” e enumera a lista dos horários em que as diferentes classes sociais se levantam. O trabalhador comum é aquele que se levanta mais cedo, na “primeira hora”. Porém, visto que as pessoas da casa real se levantam, em geral, na “terceira hora” do dia, foi aplicada essa “hora” para todos, e foi estabelecida como hora limite para “todas” as pessoas para efeito da recitação do Shemá. Isto se baseia no princípio de que diante de Deus “todo Israel são filhos de reis” (Shabat 128a) e que não há de se exigir de uma pessoa comum algo diferente do que se toma em consideração em relação à realeza.

É que a sinagoga foi, de fato, o grande fator de democratização da sociedade judaica. Por sua própria natureza, as rezas comunitárias deveriam levar em conta as necessidades e a sensibilidade religiosa dos setores mais letrados. Todo varão judeu adulto, seja um pobre trabalhador, seja um poderoso príncipe, tem o mesmo valor para constituir o min´ián – o quórum necessário para se rezar em comunidade. Todo judeu pode dirigir o serviço de orações. Não deve ser forçosamente um erudito ou um sacerdote; basta somente que possua os conhecimentos mínimos para fazê-lo e a fé necessária para ser um emissário da congregação.

AMOR

Por fim, uma demonstração direta da dimensão ética da oração judaica se encontra numa breve passagem que aparece no começo dos antigos livros de orações do rito sefaradi, passagem esta que, talvez, devesse ser restabelecida ou introduzida em nossa liturgia (Maguen Avraham no Orach Chayim 46:1). Esta passagem é uma típica declaração da nossa disposição em cumprir uma mitsvá, similar à que aparece na Hagadá de Pêssach antes de se recitar a bênção sobre cada uma das quatro taças de vinho. Começa com as palavras Hineni muchan umezumán (“Eis-me aqui pronto e disposto para cumprir o preceito de...”). Poderia se pensar que tal declaração, formulada antes do começo das orações, deveria se referir ao preceito de adorar a Deus. E assim é.

 Entretanto, esta passagem prossegue e inclui também outra mitsvá, que deriva do feito de se dedicar à oração. Esta mitsvá, enunciada no Levítico 19:18, é:

“E amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

 

Extraído com autorização do Epílogo (págs. 460-466) de Rezar como Judio – Guia para el libro de oraciones y el culto en la sinagoga”, do Rabi Hayim Halevy Donim, traducido del inglés por Oscar Sapolinsky, editado por Eliahu Birnbaum, Editorial Eliner, Departamento de Educación y Cultura Religiosa para la Diáspora de la Organizacion Sionista Mundial, Jerusalém, 1986/5747. Ao autor, à Editora e ao Departamento de Educação e Cultura Religiosa –
nosso sincero agradecimento.

 

Avaliação dos Clientes

    • excelente
    • 24 de setembro de 2019
  • Luiz
  • recomendo este produto
  • fantástico. adorei.

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