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Bento Teixeira e a Inquisição

Um testemunho do pensamento colonial
Autor: Eneida Beraldi Ribeiro
SKU: 14413
Páginas: 225
Avaliação geral:

Após quatro anos aprisionados, o poeta Bento Teixeira, judeu e novo-cristão, mestre de moços e "professor", se dizia transformado: tinha a "prisão por recreação, a solidão por companhia e a tristeza por prazer". Entender a dinâmica do Santo Ofício e sua ação no Brasil tornam muito mais clara a compreensão de nossa história, principalmente em momentos como os atuais, nos quais presenciamos elementos de incompreensão, intolerância e violência.

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Disponibilidade: Imediata

Descrição

Existiam poucas e confusas informações sobre a vida de Bento Teixeira. Alguns chegam a considerá-lo brasileiro, natural de Olinda. Sua biografia somente adquiriu contornos sólidos em 1929, com o exame os documentos chamados Denunciações de Pernambuco - o conjunto referente aos registros da Primeira Visitação do Santo Ofício às Partes do Brasil, de 1581-1592 - por Rodolfo Garcia, que encontrou neles menção de um depoimento ao Tribunal de um poeta cristão novo, batizado como Bento Teixeira. De acordo com o relato, o poeta teria nascido na cidade do Porto, filho de Manuel Alvares de Barros e Lianor Rodrigues, ambos criptojudeus.

Sabe-se que estudou no Colégio da Bahia e que frequentou um seminário no mesmo estado, após ter vindo, com sua família, de Portugal, provavelmente em 1567. Ao revelar que era judeu, teve que fugir para o estado do Pernambuco, onde teria começado a trabalhar como professor de aritmética, gramática e língua latina. Teria se casado com Filipa Raposa, em 1584, na cidade baiana de Ilhéus.

Alegando adultério, Bento Teixeira assassinou a esposa. Tal fato o obrigou a fugir novamente, refugiando-se no Mosteiro de São Bento em Olinda. Lá, teria escrito sua grande obra - Prosopopeia.

Outra versão dos acontecimentos diz que Bento Teixeira foi acusado pela esposa de ser judeu. O poeta teria, então, sido julgado e absolvido pelo ouvidor da Vara Eclesiástica da Inquisição, em 1589. Intimado posteriormente pelo visitador do Santo Ofício, acabou confessando ser seguidor da religião judia. Irritado com a denúncia da esposa, assassinou-a, refugiando-se no mesmo Mosteiro de São Bento. Localizado, foi preso e enviado para Lisboa, por volta de. 1595, onde permaneceu até a morte.

Após quatro anos aprisionados, o poeta Bento Teixeira, judeu e novo-cristão, mestre de moços e "professor", se dizia transformado: tinha a "prisão por recreação, a solidão por companhia e a tristeza por prazer". Entender a dinâmica do Santo Ofício e sua ação no Brasil tornam muito mais clara - e necessária - a compreensão de nossa história, principalmente em momentos como os atuais, nos quais presenciamos elementos de incompreensão, intolerância e mesmo violência.

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