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A arte da Teshuvá

Ensinamentos do Rav Kook
Autor: David Samson e Tsvi Fishman
Editora: Sêfer
SKU: 146689
Páginas: 240
Ano: 2018
Avaliação geral:

Teshuvá é um tema central no judaísmo e requer grande aprofundamento. Através de capítulos didaticamente organizados e linguagem clara e moderna, este livro apresenta e desenvolve as ideias do Rav Kook sobre a teshuvá e se torna indispensável especialmente para o leitor não familiarizado com seu estilo, dada a magnitude da rara erudição desses ensinamentos, o que lhes abrirá novos horizontes na sua percepção filosófica.

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Disponibilidade: Imediata

Descrição

O tema da teshuvá é central no judaísmo e requer grande aprofundamento para se alcançar sua plena compreensão. Em seu livro Orot Hateshuvá, o Rav Kook disserta sobre ele com muita profundidade através de um estilo sucinto e poético que, muitas vezes, é incompreensível para o leitor não familiarizado.

A Arte da Teshuvá funciona como uma ponte, pois, através de capítulos didaticamente organizados e linguagem clara e moderna, apresenta e desenvolve as ideias do Rav Kook sobre a teshuvá e se torna indispensável para o entendimento do universo da teshuvá descrito por ele, especialmente para o leitor não familiarizado com a complexidade de seu estilo. Mesmo aqueles que já conhecem um pouco da filosofia do Rav Kook terão seu conhecimento incrementado dada a magnitude da rara erudição desses ensinamentos, o que lhes abrirá novos horizontes na percepção de sua filosofia.

A abrangência da visão do Rav Kook sobre a teshuvá, contrariamente ao conceito comum e empobrecido que enxerga a teshuvá apenas como arrependimento ou penitência, ajudará o leitor a enxergar com clareza a grandeza deste processo de retorno à fonte, à raiz da vida, ao estado mais puro e natural que se pode alcançar e de aperfeiçoamento do mundo, pois toda a humanidade está destinada à perfeição e à elevação espiritual.

 

Quem foi o autor?

 

O Rabi Avraham Yits'chac Hacohen Kook (1865-1935) - o Rav Kook, como era simplesmente chamado - foi uma lenda. Essencialmente um místico com interesse genuíno no ser humano e nos problemas do dia a dia, conseguia conciliar de forma harmoniosa os conceitos cabalísticos e as realidades mundanas do cotidiano. Ele afirmava que "o sagrado e o profano, juntos, influenciam o espírito do homem, e este se enriquece ao absorver de cada um deles o que é mais apropriado". Ele acreditava na união espiritual da vida; queria que todo judeu percebesse que a Torá não está distante do fluxo da vida cotidiana e que o mundo é um lugar que precisa ser melhorado, não negligenciado.

O grande amor que nutria por Deus e pelo povo escolhido por Ele - por todo e qualquer judeu, independentemente de sua ideologia ou modo de vida - fez com que dedicasse sua vida a aproximar os judeus ao Eterno e a incutir neles a mensagem de união. Procurava aproximar as diferentes facções, repetindo, sem cansar, que "é melhor padecer de amor gratuito do que de ódio gratuito". Certa vez, citou o dito rabínico de que se deve abraçar com o braço direito e afastar com o esquerdo, afirmando que ele também era capaz de rejeitar, mas como já havia muitos judeus que rejeitavam seus irmãos, preferia desempenhar a função daquele que abraça e aproxima.

O pensamento do Rav Kook abrangia os mais diversos assuntos de forma brilhante, sendo necessárias centenas de páginas para tentar expor seu legado. Uma de suas maiores contribuições, no entanto, foi ter dado significado às profundas mudanças que o povo judeu vivenciava no início do século 20. Ele acreditava que os judeus da era contemporânea tinham um papel fundamental nos desdobramentos da história judaica. "Nossa geração é maravilhosa", escreveu. "Consiste de opostos; escuridão e luz coexistem na confusão." Se, de um lado, havia declínio religioso e assimilação corrosiva, de outro havia um surpreendente renascimento nacional. Para ele, o regresso dos judeus a Érets Israel, à nossa pátria ancestral, não era apenas um acontecimento político que visava salvar os judeus da perseguição, e sim, um evento de extraordinária importância em termos históricos, teológicos e espirituais. O Rav Kook acreditava ainda que a história judaica adentrava uma nova era que incluiria a redenção espiritual e material e que o povo judeu lideraria um renascimento espiritual universal.

Índice e trechos

Índice

 

Apresentação
Prefácio à Edição Brasileira
Carta de Anuência
Traços Biográficos do Rav Kook
Prefácio dos Autores
  1. O segredo da felicidade
  2. Os três estágios da teshuvá
  3. Teshuvá repentina e teshuvá gradual
  4. Teshuvá específica e teshuvá geral
  5. A teshuvá faz o mundo girar
  6. Morte, impostos e teshuvá
  7. A alegria da teshuvá
  8. Os pensamentos fazem o ser humano
  9. Sorria!
10. Felicidade agora
11. Quem tem medo da teshuvá?
12. Sucesso
13. O poder da vontade
14. Teshuvá e Torá
15. Barreiras para a teshuvá
16. Israel e o Mundo
17. Érets Israel
18. Torá, Torá, Torá
19. Uma luz para as nações
20. Luzes do Retorno
21. A Estrada para a perfeição
Adendo
Notas

Trechos

Capítulo 20
Luzes do retorno

As anotações do Rav Kook estão repletas de ensaios, meditações e introspecções que lhe apareciam como flashes de iluminação no decorrer de seus ocupados dias. Já que as reflexões do Rav Kook abraçam todos os aspectos da teshuvá, listaremos aqui uma seleção delas, como faróis a guiar o baal teshuvá em seu caminho. Algumas parecerão imediatamente esclarecedoras, enquanto outras farão sentido para o leitor somente após o aprofundamento de sua experiência de teshuvá.

mediocridade não satisfaz
Assim como a pessoa deve refinar suas características e pensamentos ruins com vistas a alcançar seu estado original de pureza, ela deve também elevar características e pensamentos medíocres em busca da luz da grandiosidade.

elevando o baixo em direção às alturas
A tarefa de elevar o que é baixo na vida rumo à perfeição nunca cessa.

honrar a deus
A forma mais elevada de teshuvá é aquela cujo propósito é honrar a Deus.

a vingança do corpo
Por vezes, ao tentar atingir as alturas da espiritualidade e o mundo de elevados pensamentos, a pessoa corre o risco de se desorientar de sua natureza física e seu corpo ser influenciado por fatores maliciosos. O Rav Kook ensina que, para se engajar nas esferas elevadas da espiritualidade, a pessoa deve antes se concentrar em sua saúde física e pureza moral, livrando-se do orgulho, da raiva, da inveja e de outras características desse tipo. Uma vez realizada a teshuvá a nível pessoal, ela então pode direcionar suas energias para o elevado anseio por ascensão espiritual.

nada pode fechar o caminho
Nada pode obstruir o caminho da teshuvá. O desejo de teshuvá é tão grandioso que pode sobrepujar todas as barreiras.

do menor ao maior
A pessoa não deve deixar passar nenhum pequeno assunto que necessite de correção, não importa quão insignificante ele possa parecer aos seus olhos. A pessoa tampouco deve deixar de aspirar pelas alturas, pensando que os níveis elevados estão além de seu alcance. Tanto o trivial quanto o cósmico são partes de um mesmo edifício.

união mundial
Tudo é unido no mundo da teshuvá, que tudo abrange.

não se desencoraje
As dificuldades encontradas para retificar os pecados e as deficiências não devem desencorajar a pessoa e fazer com que abandone seu caminho de teshuvá.

superando obstáculos
Quando uma pessoa está determinada a fazer teshuvá, pode se deparar com barreiras que impedem seu progresso, a tal ponto que ela se sinta incapaz de retificar suas más ações. Contudo, se a pessoa persistir em seu desejo de fazer teshuvá, ela eventualmente superará tudo que se interpuser em seu caminho. Então, a luz dessa teshuvá "aprisionada" aparecerá em toda sua grandeza e, ao romper os grilhões que a confinavam, ela brilhará como uma poderosa força e se tornará uma elevada forma de teshuvá...

o anseio pela teshuvá
O anseio pela teshuvá constitui a teshuvá por si só, e possui o poder de criar a pessoa novamente.

pensamentos
Os próprios pensamentos têm o poder de emendar e retificar.

a coisa mais importante do mundo
Por mais que existam coisas que pareçam impossíveis de corrigir, a pessoa deve se confortar por saber que, ao abraçar a teshuvá, ela alcançou a coisa mais importante do mundo.

realidade espiritual
A teshuvá leva a pessoa à descoberta da verdadeira essência espiritual do mundo.

morte
À medida que o nível de teshuvá da pessoa se torna mais profundo, seu medo de morrer diminui e é totalmente anulado.

a teshuvá é fácil
A grande queda espiritual é consequência de não se acreditar no quão simples é fazer teshuvá.

ame aqueles pecados
Existe um elevado nível de teshuvá no qual a lembrança dos pecados não causa desgosto à pessoa, mas sim, uma inacreditável alegria. Isto ocorre com a percepção de que seus pecados serviram como catalisadores para a sua teshuvá, erguendo-a a um elevado nível e a uma conexão maior com Deus.

não há lugar para maldade
A pessoa que se engaja na teshuvá motivada por um poderoso amor a Deus verá claramente que o mundo é uma unidade espiritual preenchida somente pela bondade Divina.

comer em excesso
Quando uma pessoa come com gula ou desprovida da motivação apropriada (de santificação do alimento) e se arrepende imediatamente, sua comida é elevada à santidade como as oferendas de pão comidas pelos cohanim (sacerdotes).

alegria
Pensamentos de santidade e teshuvá que causam tristeza devem ser evitados. A pessoa deve servir a Deus com alegria.

pés no chão
Pessoas naturalmente pensadoras e espiritualizadas frequentemente se sentem alheias ao mundo da ação. Como parte de sua teshuvá, devem canalizar seus talentos espirituais no mundo prático para trazer luz também ao plano físico.

livros de teshuvá
Se a pessoa sente que certas formas de teshuvá sugeridas em livros sobre aprimoramento moral não se aplicam ao seu nível espiritual, ela deve se concentrar nos itens que parecem estar mais ao seu alcance.

viajando por qualquer estrada
A pessoa não deve ignorar completamente os diferentes caminhos para a teshuvá encontrados em diversos livros, pois todos os caminhos são bons e, afinal, estão conectados. Juntos, formam um todo.

cada vez mais alto
A pessoa envolvida com a teshuvá não deve permanecer estática em nível algum, mas sim, deve sempre aspirar por alturas maiores.402 A pessoa deve sempre ascender no plano da santidade.

é preciso seguir adiante
A constrição natural que arde no coração daquele que vivencia a teshuvá deriva da dor sofrida pela alma ao permanecer estática, quando deveria estar constantemente ascendendo, cada vez mais alto, seguindo sua verdadeira natureza. Entretanto, esse fogo ardente pode ser transformado numa chama de grande amor e repleto de alegria com o encontro das forças necessárias para que a alma retorne ao seu constante objetivo de ascender.

 


Prefácio

Prefácio à Edição Brasileira

É com grande satisfação e profundo sentimento de agradecimento e louvor ao Eterno, que apresentamos esta edição em português do livro A Arte da Teshuvá, de autoria do Rabino David Samson e Tzvi Fishman, que torna acessível a todos os ensinamentos contidos na obra Orot Hateshuvá do Rabino Avraham Y. Hacohen Kook ZT"L, cujo exemplo de sabedoria e devoção a Deus, além da dedicação singular ao povo de Israel, à Torá de Israel e à Terra de Israel (Am Israel, Torat Israel, Érets Israel), inspirou o Movimento Bnei Akiva desde sua criação até os dias de hoje.
A teshuvá é um tema central no judaísmo que requer grande aprofundamento para se alcançar plena concepção do assunto. Em seu Orot Hateshuvá, o Rav Kook disserta sobre o tema com muita profundidade, utilizando-se de um estilo sucinto e poético que, muitas vezes, é quase incompreensível para o leitor não familiarizado.
A Arte da Teshuvá é um excelente guia pois, através de capítulos didaticamente organizados e uma linguagem clara e moderna, apresenta e desenvolve as ideias do Rav Kook sobre a teshuvá e se mostra indispensável à compreensão do universo da teshuvá descrito por ele para o leitor não familiarizado com a complexidade de seu estilo. Mesmo para grandes conhecedores da filosofia do Rav Kook, o livro do Rabino Samson -- um profundo estudioso dos manuscritos do Rav Kook -- pode trazer muitas inovações e incrementar muito a compreensão do texto, dada a magnitude de sua rara erudição nos ensinamentos do Rav Kook, e abrir novos horizontes na compreensão de sua filosofia.
A escolha desta fantástica obra não poderia ser mais afortunada. Trata-se de algo comum a todos, especialmente em nossa geração. É um assunto pertinente à nação (Clal Israel) como um todo, ao mesmo tempo em que atinge individualmente a cada um.
A abrangência da visão do Rav Kook sobre a teshuvá, contrariamente ao conceito comum e empobrecido que costuma enxergar teshuvá como arrependimento ou penitência, nos faz enxergar com clareza a grandeza deste processo. A teshuvá, como explica o Rav, é um processo de retorno à fonte, à raiz da vida, ao estado mais puro e natural que se pode alcançar. Trata-se de um processo de aperfeiçoamento do mundo, pois toda a humanidade está destinada à perfeição e à elevação (Luzes do Retorno 17:1).
A teshuvá não é, como estamos acostumados a pensar, um conceito reservado apenas aos “não religiosos” e do qual os ortodoxos podem prescindir, mas sim, um processo central para a humanidade e para a Criação, que precisamos entender profundamente para que possamos, com a ajuda de Deus, preencher com sucesso o papel que Ele nos outorgou. O processo de teshuvá é tão fundamental que se confunde com a própria redenção de Israel e do mundo, cujo zênite virá brevemente, com a ajuda de Deus. A teshuvá realmente "faz o mundo girar" (ver cap. 5) e este livro é fundamental para essa compreensão.
Que as profundas palavras do Rav e seu estilo poético, capaz de tocar profundamente a alma de qualquer judeu, iluminem nossos corações, para que possamos adicionar ao mundo justiça, fé e sabedoria.
 
Daniel Presman
Shelíach do Movimento Juvenil Bnei Akiva - São Paulo
Elul 5764

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